AGRONEGÓCIO

Trigo Ucraniano Inicia Nova Temporada com Preços Elevados, Apontam Analistas

Publicado em

Os preços iniciais do trigo ucraniano para a safra de 2024 deverão ser entre 3% e 8% mais altos em relação ao ano passado, conforme análise da consultoria ASAP Agri divulgada na segunda-feira. No entanto, há uma tendência de queda nos preços ao longo da temporada.

Para o trigo de moagem com teor de proteína de 11,5%, a consultoria prevê um aumento de 8% em relação ao ano anterior. Já o trigo destinado à ração animal pode ter um incremento de 3%.

A colheita de trigo da Ucrânia para 2024 está projetada em 21 milhões de toneladas, uma redução em comparação às 22,5 milhões de toneladas colhidas em 2023, reflexo de uma área de semeadura menor.

“Embora os preços estejam mais altos em relação ao ano passado, observamos uma tendência de baixa, pois a campanha de colheita já começou nas regiões de Odesa, Mykolaiv e Dnipro”, afirmou a ASAP Agri.

No sábado, o ministro interino da Agricultura, Taras Vysotskiy, anunciou que os agricultores das regiões do sul da Ucrânia iniciaram a colheita de grãos de 2024. Tradicionalmente, a colheita de grãos na Ucrânia começa na segunda quinzena de junho.

Leia Também:  Mandioca/Cepea: preços reagem após 10 semanas de queda com ajuste na oferta e demanda

A consultoria APK-Inform relatou uma ligeira queda nos preços de exportação do trigo ucraniano para moagem com 12,5% de proteína, que agora estão em média a 230 dólares por tonelada FOB Mar Negro. O trigo com 11,5% de proteína custa, em média, 227 dólares por tonelada FOB.

“O progresso da campanha de colheita e a desaceleração do comércio exercerão alguma pressão sobre os preços”, acrescentou a consultoria.

Na semana passada, o Ministério da Agricultura da Ucrânia revisou para cima sua previsão para a safra de grãos de 2024, de 52,4 milhões de toneladas para 56 milhões de toneladas, refletindo uma expectativa positiva em termos de produção agrícola.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

Advertisement

AGRONEGÓCIO

Exportação recorde de soja pressiona portos e expõe falta de armazéns

Published

on

O Brasil deverá exportar o volume recorde de 114 milhões de toneladas de soja em 2026, quase 5% acima da maior marca já registrada, segundo a Associação Nacional dos Exportadores de Cereais (Anec). O avanço dos embarques aumenta a pressão sobre armazéns, estradas, ferrovias e terminais portuários em um ano de produção elevada.

Entre janeiro e julho, o País exportou 84,8 milhões de toneladas da oleaginosa, cerca de 5 milhões a mais que no mesmo período de 2025. Com as 9,74 milhões de toneladas previstas para agosto, o volume acumulado poderá chegar a 94,5 milhões antes do início do último quadrimestre.

A movimentação já aparece nos portos. Santos encerrou o primeiro semestre com 92,8 milhões de toneladas de cargas, crescimento de 5,05% em relação ao mesmo período do ano passado. A soja liderou as exportações do complexo, com 25,61 milhões de toneladas embarcadas.

O desafio começa antes da chegada aos terminais. A estimativa mais recente do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) aponta uma produção de 347,4 milhões de toneladas de cereais, leguminosas e oleaginosas em 2026. A capacidade estática de armazenagem era de 233,8 milhões de toneladas no fim de 2025.

Leia Também:  Fiscalização em casas noturnas de Cuiabá constata irregularidades e bebidas vencidas

A diferença chega a 113,6 milhões de toneladas. Isso não significa que todo esse volume ficará sem espaço, porque os armazéns são esvaziados e reutilizados ao longo do ano. O descompasso, porém, obriga produtores e comercializadoras a movimentar rapidamente a safra, principalmente quando a colheita de soja coincide com a retirada do milho armazenado.

Sem estrutura suficiente nas propriedades e nas regiões produtoras, parte dos grãos precisa seguir para os portos mesmo quando o momento de venda não é o mais favorável. O resultado pode ser aumento do frete, formação de filas, ocupação dos pátios e menor poder de escolha para o produtor.

Nos terminais, o crescimento do volume exige controle sobre temperatura, umidade e tempo de permanência dos grãos. Atrasos na chegada dos navios ou interrupções no embarque podem provocar perda de peso, aquecimento da massa armazenada e deterioração da qualidade.

Segundo Franklin Oliveira, responsável pelo setor de indústria e portos da AGI Brasil, os terminais precisam funcionar com maior precisão para evitar que o acúmulo de carga provoque perdas ou paralise a operação. Sistemas de aeração, medição de temperatura e acompanhamento dos estoques permitem identificar problemas antes que o produto seja embarcado.

Leia Também:  Chuvas intensas afetam a safra de trigo no Sul do Brasil

Outro ponto crítico é a mistura de lotes, conhecida como blending. O procedimento combina grãos com características diferentes para alcançar o padrão definido no contrato de exportação. Quando a operação é mal executada, o exportador pode entregar soja de qualidade superior sem receber remuneração adicional ou sofrer desconto por enviar um produto abaixo da especificação.

A rastreabilidade também ganhou importância. Terminais e armazéns precisam comprovar a origem, o volume e a qualidade dos estoques, sobretudo quando os grãos servem de garantia para operações de crédito ou investimentos dos Fundos de Investimento nas Cadeias Produtivas Agroindustriais (Fiagros).

O avanço das exportações mostra que os portos brasileiros vêm aumentando sua movimentação. O risco está na falta de crescimento equivalente da armazenagem e dos acessos terrestres. Para o produtor, gargalos nessa cadeia significam frete mais caro, espera para descarga e pressão para vender a produção em momentos de maior oferta.

Fonte: Pensar Agro

Continuar lendo

CUIABÁ

MATO GROSSO

POLÍCIA

FAMOSOS

ESPORTES

MAIS LIDAS DA SEMANA