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Trigo no Cerrado atrai investimentos da indústria moageira e reforça potencial para autossuficiência nacional

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Cerrado desponta como nova fronteira agrícola do trigo

A produção de trigo no Cerrado brasileiro está em plena expansão e tem despertado o interesse da indústria moageira nacional. A região conta com cerca de 3 milhões de hectares aptos para o cultivo de trigo de sequeiro e 500 mil hectares destinados ao trigo irrigado, o que representa um importante potencial de crescimento da produção nacional e um passo significativo rumo à autossuficiência do Brasil no cereal.

Um exemplo desse avanço vem de Goiás, onde a produção, que foi de 350 mil toneladas em 2024, deve ultrapassar 400 mil toneladas em 2025, consolidando o Cerrado como uma das principais novas fronteiras agrícolas para o cultivo de trigo no país.

Abitrigo aproxima moinhos do campo com visita técnica no Cerrado

Para apresentar esse potencial diretamente à indústria, a Associação Brasileira da Indústria do Trigo (Abitrigo) promoveu, nos dias 16 e 17 de junho, a primeira edição do Giro Abitrigo – Cerrado, em Cristalina (GO). O evento reuniu cerca de 45 representantes de moinhos de todo o Brasil, com o objetivo de mostrar, na prática, a qualidade, a produtividade e o potencial de expansão da produção de trigo na região.

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Durante a visita, os participantes puderam avaliar de perto as lavouras e discutir estratégias de abastecimento, considerando o crescimento da oferta local.

Indústria reconhece qualidade e benefícios agronômicos do trigo do Cerrado

Representantes de importantes empresas do setor, como Nita Alimentos, Infasa e Ocrim, elogiaram a iniciativa e destacaram pontos positivos observados nas lavouras do Cerrado. Entre os principais destaques estão:

  • Colheita antecipada, que permite planejamento logístico mais eficiente;
  • Qualidade do grão comparável à de trigos importados;
  • Avanços tecnológicos que elevam a produtividade e estabilidade do cultivo.

Além disso, os produtores locais ressaltaram que o trigo irrigado pode alcançar até 7 toneladas por hectare, além de contribuir para a melhoria do solo, favorecendo o desenvolvimento de outras culturas na mesma área, como soja e milho safrinha.

Crescimento estratégico para a indústria nacional

De acordo com o superintendente da Abitrigo, Eduardo Assêncio, a aproximação entre os moinhos e os produtores do Cerrado é estratégica. “Isso vai ajudar bastante os moinhos da Abitrigo a se posicionarem estrategicamente em relação aos seus negócios futuros, entendendo melhor como conduzir suas operações diante dessa nova movimentação e expansão da oferta de trigo”, afirmou.

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Assêncio também destacou que o conhecimento das lavouras da região reforça a viabilidade de expandir a produção nacional do grão, o que contribuirá de forma significativa para a autossuficiência do Brasil no trigo, reduzindo a dependência de importações e fortalecendo o setor agrícola nacional.

O investimento no trigo cultivado no Cerrado não apenas representa uma nova alternativa para a indústria moageira, como também mostra um caminho viável para o crescimento da produção nacional. A qualidade do cereal, aliada ao alto potencial produtivo e aos benefícios agronômicos, torna a região um polo estratégico para o futuro do trigo no Brasil.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Dia do Boi: Brasil lidera produção mundial de carne bovina em 2026 e reforça protagonismo no agro

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Avanço da produção, crescimento do rebanho e papel estratégico da carne bovina na alimentação colocam o Brasil no centro do mercado global, com atenção à saúde e ao consumo equilibrado.

Brasil assume liderança global na produção de carne bovina

Celebrado em 24 de abril, o Dia do Boi marca um momento histórico para o agronegócio brasileiro. O país consolidou sua posição como maior produtor mundial de carne bovina em 2025, superando os Estados Unidos e reforçando sua relevância no cenário global.

Dados recentes apontam que a produção nacional atingiu 11,1 milhões de toneladas em abates fiscalizados, crescimento de 7,2% em relação a 2024, segundo o IBGE. Quando considerados os abates informais, o volume total chega a 12,3 milhões de toneladas, conforme estimativas do setor.

Pecuária brasileira cresce com força e amplia presença nacional

A força da pecuária se distribui por todo o território nacional, com destaque para o Mato Grosso, que mantém a liderança com cerca de 14,4% do rebanho brasileiro.

Outros estados, como Bahia, Pará e Tocantins, também registram crescimento expressivo no número de animais, ampliando a base produtiva e fortalecendo a cadeia da carne bovina no país.

Consumo interno segue elevado no Brasil

No mercado doméstico, a carne bovina continua sendo um dos principais itens da dieta do brasileiro. O consumo médio anual gira em torno de 30 quilos por pessoa, segundo a Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes (Abiec).

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Esse patamar reforça a importância da proteína animal tanto para a alimentação quanto para a economia nacional, movimentando toda a cadeia produtiva.

Consumo equilibrado é essencial para a saúde

Especialistas destacam que, apesar dos benefícios nutricionais, o consumo de carne vermelha deve ser feito com moderação, especialmente por grupos específicos.

A recomendação geral indica ingestão semanal entre 350 e 500 gramas de carne vermelha já preparada, o equivalente a duas a três porções.

Pessoas com risco cardiovascular, histórico de câncer colorretal, doenças renais ou condições metabólicas devem ter atenção redobrada, priorizando cortes magros e evitando o consumo excessivo.

Escolha de cortes influencia qualidade da dieta

A diferença entre os cortes está diretamente relacionada ao teor de gordura e ao valor calórico.

Cortes magros como patinho, coxão mole, lagarto, músculo e filé mignon são mais indicados para o consumo frequente. Já opções com maior teor de gordura, como picanha, costela e cupim, devem ser consumidas com menor frequência.

Além disso, práticas como retirar a gordura aparente, evitar frituras e reduzir o consumo de carnes muito tostadas contribuem para uma alimentação mais saudável.

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Benefícios nutricionais reforçam importância da carne bovina

Quando consumida de forma equilibrada, a carne bovina pode trazer benefícios relevantes para a saúde. Entre os principais destaques estão:

  • Proteína de alto valor biológico, essencial para manutenção e ganho de massa muscular
  • Fonte de ferro heme, com alta absorção pelo organismo
  • Rica em vitamina B12, importante para o sistema nervoso
  • Presença de zinco, que contribui para a imunidade
  • Aporte de nutrientes essenciais, especialmente em dietas com alimentos de origem animal

Especialistas reforçam que não existe um único padrão alimentar ideal, e que a dieta deve ser individualizada, considerando necessidades, estilo de vida e preferências de cada pessoa.

Conclusão: liderança global e consumo consciente caminham juntos

O avanço da produção de carne bovina coloca o Brasil em posição de destaque no cenário global do agronegócio, consolidando a força da pecuária nacional.

Ao mesmo tempo, o equilíbrio entre produção, consumo e saúde se torna cada vez mais relevante, reforçando a importância de práticas sustentáveis e de uma alimentação consciente para garantir o futuro do setor.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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