AGRONEGÓCIO

Três desafios logísticos do agronegócio em 2024

Publicado em

O agronegócio é uma parte essencial da economia brasileira, representando 24,8% do Produto Interno Bruto (PIB) em 2022, segundo o Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea/Esalq/USP) e a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA). Em 2023, a expectativa é de que o setor responda por 24,1% do PIB. Para sustentar esse crescimento, a logística desempenha um papel crucial, mas também enfrenta diversos desafios. A seguir, a transportadora digital Motz, que tem parte de seus clientes no setor do agronegócio, destaca três principais obstáculos logísticos para 2024 e sugere maneiras de superá-los.

1. Complexidade da Safra

A produção agrícola é intrinsecamente variável, exigindo estratégias de safra adaptáveis a cada ano. Às vezes, o aumento no valor de mercado leva a uma rápida necessidade de transporte, causando um gargalo logístico devido à falta de caminhões disponíveis para suprir a demanda de transporte imediato. André Pimenta, CEO da Motz, explica que a empresa tem uma abordagem inovadora para esse problema. “Com nossa base crescente de caminhoneiros e a facilidade do digital, conseguimos agilizar o transporte de sacas e atender às demandas mais rapidamente do que as transportadoras convencionais.”

Leia Também:  Calor e Pragas Impactam Produção de Pimentão no Rio Grande do Sul, Aponta Emater/RS-Ascar
2. Ausência de Tecnologia

De acordo com a Esalq/USP, a falta de tecnologia no agronegócio pode resultar em uma perda de aproximadamente 100 bilhões de reais. O problema é agravado pelo fato de que mais de 70% das propriedades rurais no Brasil não têm acesso à internet, conforme o último Censo do IBGE. A falta de tecnologia afeta diretamente a produtividade e a eficiência das fazendas. Para enfrentar esse desafio, é preciso investir em soluções que promovam maior conectividade no campo e ampliar o acesso a ferramentas tecnológicas.

3. Falta de Segurança para as Cargas

O agronegócio lida com cargas valiosas, muitas vezes não rastreadas, tornando-se alvos fáceis para roubo. A falta de rastreamento e segurança representa um risco significativo para embarques, desembarques e transporte rodoviário. De acordo com a Pesquisa CNT Perfil Empresarial, o roubo de mercadorias é uma das maiores preocupações no setor de transporte de cargas.

Para mitigar esses riscos, a Motz sugere o uso de seguros para cargas, manutenção preventiva nos sistemas de segurança dos veículos e apoio na emissão correta de documentos. “Estamos trabalhando para aprimorar a segurança no transporte rodoviário, oferecendo gerenciamento de riscos e soluções burocráticas para transportadoras e embarcadores, além de estudos para desenvolver rastreamento mais eficiente”, acrescenta Pimenta.

Leia Também:  Gestão Inteligente de Estoques: A Solução para os Desafios Climáticos no Setor de FLV

Apesar dos desafios logísticos, a indústria do agronegócio está se transformando para melhor atender às demandas do mercado e superar as barreiras existentes. Com uma abordagem inovadora e focada em soluções digitais, empresas como a Motz estão ajudando a moldar o futuro da logística no agronegócio brasileiro.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

Advertisement

AGRONEGÓCIO

Atacado e exportação estabelecem ritmo recorde em agosto

Published

on

Os preços da carne de frango voltaram a subir no mercado interno, enquanto as exportações brasileiras iniciaram agosto no maior ritmo diário já registrado. A combinação de estoques ajustados, recuperação do consumo doméstico e forte procura internacional dá sustentação às cotações neste começo de mês.

Na quinta-feira (13.08), o frango congelado foi negociado no atacado da Grande São Paulo a R$ 7,20 o quilo, segundo o Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea). O valor acumula alta de 0,84% desde o início de agosto.

A reação ocorre depois de um período de pressão sobre os preços no fim de julho e nos primeiros dias deste mês. O recebimento de salários aumentou o poder de compra das famílias, enquanto a volta às aulas impulsionou a procura por uma proteína amplamente utilizada no consumo doméstico, em restaurantes e na alimentação escolar.

Os estoques também estão relativamente ajustados à demanda. Esse equilíbrio reduz a necessidade de concessão de descontos por atacadistas e frigoríficos e ajuda a conter a pressão provocada pela maior oferta nacional de carne de frango.

A melhora no atacado, entretanto, não significa necessariamente uma recuperação imediata e na mesma proporção para todos os elos da cadeia. O efeito sobre a remuneração dos avicultores depende dos contratos de integração, dos custos de produção e do comportamento dos preços do milho e do farelo de soja, principais componentes da alimentação das aves.

No mercado externo, os números indicam uma procura ainda mais forte. Dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex), analisados pelo Cepea, mostram que o Brasil embarcou, em média, 30 mil toneladas de carne de frango in natura por dia nos cinco primeiros dias úteis de agosto.

Leia Também:  Trigo inicia semana em queda na Bolsa de Chicago com atenção à oferta global

É a maior média diária para o período desde o início da série histórica, em 1997. Considerada a parcial, aproximadamente 150 mil toneladas foram exportadas nos cinco primeiros dias úteis do mês.

O resultado deve ser interpretado com cautela, porque ainda não permite projetar o volume total de agosto. O ritmo dos embarques pode variar ao longo do mês devido à programação dos portos, à disponibilidade de navios, aos contratos dos frigoríficos e ao calendário dos países compradores.

A arrancada de agosto, porém, dá sequência a um julho de forte desempenho. No mês passado, o Brasil exportou 519,2 mil toneladas de carne de frango, considerando produtos in natura e processados, crescimento de 29,9% em relação a julho de 2025. A receita ficou próxima de R$ 5,2 bilhões, alta de 34,3% na comparação anual, medida originalmente em dólares.

O avanço elevado também reflete a base mais fraca de 2025, quando restrições sanitárias temporárias adotadas após a confirmação de influenza aviária em uma granja comercial afetaram as vendas brasileiras. O foco foi eliminado e o Brasil recuperou gradualmente o acesso aos mercados que haviam suspendido as compras.

No primeiro semestre de 2026, os embarques chegaram a 2,936 milhões de toneladas, alta de 12,9% sobre igual período do ano anterior e recorde para os seis primeiros meses do ano.

Leia Também:  Aquicultura no Brasil: Desafios e Oportunidades para um Setor em Expansão

O desempenho reforça a posição do Brasil como maior exportador mundial de carne de frango. A Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA) estima que o país poderá produzir entre 16 milhões e 16,15 milhões de toneladas em 2026, crescimento de até 5,6% sobre as 15,289 milhões de toneladas de 2025.

As exportações podem alcançar 5,875 milhões de toneladas neste ano, avanço de até 10,3%. Mesmo com o crescimento dos embarques, a disponibilidade para o mercado interno está estimada em aproximadamente 10,275 milhões de toneladas, 3,1% acima do volume registrado no ano passado.

A presença simultânea de demanda doméstica mais aquecida e exportações em ritmo elevado tende a reduzir a pressão de oferta sobre o atacado. A continuidade da recuperação, contudo, dependerá do consumo após o período de pagamento de salários e da manutenção das encomendas internacionais.

Para produtores e agroindústrias, o cenário é favorável, mas exige atenção aos custos. A valorização da carne melhora a capacidade de absorver despesas, enquanto uma eventual alta do milho ou do farelo de soja pode limitar as margens. Nas próximas semanas, o mercado acompanhará se o recorde diário dos embarques será mantido e se a reação observada no atacado chegará aos demais elos da cadeia.

Fonte: Pensar Agro

Continuar lendo

CUIABÁ

MATO GROSSO

POLÍCIA

FAMOSOS

ESPORTES

MAIS LIDAS DA SEMANA