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Desafios para a Redução da Contagem de Células Somáticas no Brasil

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Os dados mais recentes sobre a contagem de células somáticas (CCS) no Brasil, divulgados pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (MAPA) em fevereiro, revelam que a média geométrica nacional atingiu 531 mil células/ml, a maior média registrada pela Rede Brasileira da Qualidade do Leite (RBQL) desde 2013. Esse aumento acendeu um alerta na cadeia produtiva, uma vez que a CCS é um indicador crucial da qualidade do leite cru e do desempenho animal.

Durante o 13º Simpósio Brasil Sul de Bovinocultura de Leite (SBSBL), o doutor José Pantoja, especialista em Epidemiologia da Mastite Bovina e Qualidade do Leite, abordará os desafios que produtores, profissionais e a agroindústria enfrentam para reduzir a CCS em sua palestra intitulada “CCS no Brasil: por que é tão difícil reduzir?”. A apresentação está agendada para o dia 5 de novembro, às 14 horas, no Centro de Cultura e Eventos Plínio Arlindo de Nes, em Chapecó (SC).

A palestra de Pantoja faz parte do painel Indústria do 13º SBSBL, evento organizado pelo Núcleo Oeste de Médicos Veterinários e Zootecnistas (Nucleovet), que ocorrerá entre os dias 5 e 7 de novembro. O Simpósio contará ainda com o 3º Fórum Brasil Sul de Bovinocultura de Corte e a 8ª Brasil Sul Milk Fair.

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Segundo Claiton André Zotti, presidente da comissão científica do SBSBL, discutir os altos índices de CCS é essencial, pois estes provocam uma série de consequências negativas, afetando tanto a produção de leite quanto o rendimento industrial em virtude das mudanças na composição da matéria-prima. “É do interesse de todos os envolvidos na cadeia produtiva entender como podemos reduzir e controlar as células somáticas. Nesse contexto, a apresentação do professor Pantoja será uma contribuição valiosa para a bovinocultura leiteira”, enfatizou.

COMO PARTICIPAR?

Os interessados em assistir à palestra de Pantoja e a outros pesquisadores devem se inscrever no Simpósio Brasil Sul de Bovinocultura de Leite. No último lote, as taxas de inscrição são de R$ 570,00 para profissionais e R$ 460,00 para estudantes. Com essa inscrição, o participante terá acesso total ao evento, que inclui o 13º SBSBL, a 8ª Brasil Sul Milk Fair e o 3º Fórum Brasil Sul de Bovinocultura de Corte.

Além disso, há a opção de participar apenas do 3º Fórum de Bovinocultura de Corte e da 8ª Milk Fair, com um valor de R$ 200,00. Para quem deseja participar somente da 8ª Brasil Sul Milk Fair e conferir novas tecnologias e soluções apresentadas por empresas do setor, as inscrições podem ser realizadas por R$ 100,00.

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Pacotes de inscrições a partir de dez pessoas para o SBSBL poderão receber códigos-convites bonificados. Associados do Nucleovet, profissionais de agroindústrias, órgãos públicos e grupos universitários têm acesso a condições diferenciadas. As inscrições estão disponíveis no site: www.nucleovet.com.br.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Mato Grosso lidera produção de soja sustentável e leva Brasil a superar 2 milhões de hectares certificados

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O Brasil consolidou sua posição como uma das principais referências mundiais em produção sustentável de soja. Em 2025, o país ultrapassou a marca de 2 milhões de hectares certificados pelo padrão da Mesa Redonda da Soja Responsável (RTRS), registrando crescimento de 28% em comparação ao ano anterior.

O avanço demonstra o fortalecimento das práticas sustentáveis no campo e amplia a capacidade brasileira de atender mercados cada vez mais exigentes em critérios ambientais, sociais e de governança (ESG).

Mato Grosso mantém liderança nacional em soja certificada

Maior produtor de soja do Brasil, Mato Grosso segue na liderança da certificação RTRS. O estado contabiliza mais de 1,22 milhão de hectares certificados e produção superior a 4,9 milhões de toneladas de soja sustentável.

O desempenho mato-grossense reforça a importância do estado para o abastecimento dos mercados internacionais que demandam produtos com rastreabilidade e garantia de produção responsável.

Segundo a RTRS, a liderança é resultado da combinação entre elevada escala produtiva, infraestrutura logística estratégica e forte atuação de empresas e organizações comprometidas com a sustentabilidade agrícola.

Logística e inovação impulsionam certificação

De acordo com Cid Sanches, consultor de Desenvolvimento de Mercado e Relacionamento Institucional da RTRS no Brasil, o avanço da certificação em Mato Grosso também está ligado à presença de agentes multiplicadores e ao perfil empresarial dos produtores rurais.

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A atuação de empresas como a Amaggi e de iniciativas regionais de capacitação tem contribuído para ampliar a adesão ao programa.

Outro diferencial está na logística. Grande parte da soja destinada ao mercado europeu é exportada pelos portos do Arco Norte, incluindo Santarém, Manaus e Belém, fator que fortalece a competitividade da produção certificada.

Além disso, o estado reúne produtores com alto grau de profissionalização e maior predisposição à adoção de tecnologias, inovação e processos de certificação.

Matopiba ganha força na agricultura sustentável

Além de Mato Grosso, os estados do Matopiba seguem ampliando sua participação na produção de soja certificada.

Maranhão, Piauí e Bahia aparecem entre os cinco maiores produtores RTRS do país, consolidando a região como uma das principais fronteiras da agricultura sustentável brasileira.

Segundo a RTRS, a predominância de grandes propriedades agrícolas favorece ganhos de escala e torna a implementação da certificação mais eficiente, permitindo que cada unidade produtiva represente um volume expressivo de área certificada.

Brasil ainda tem espaço para ampliar área certificada

Apesar do crescimento expressivo, a certificação RTRS ainda representa uma parcela relativamente pequena da área total cultivada com soja no país.

A entidade avalia que estados da Região Sul, especialmente Rio Grande do Sul e Santa Catarina, possuem potencial para ampliar significativamente sua participação nos próximos anos, seguindo o exemplo do Paraná, onde cooperativas agrícolas vêm desempenhando papel importante na expansão da certificação.

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Para a RTRS, o avanço da soja sustentável envia uma mensagem clara ao mercado internacional: o Brasil possui capacidade de ampliar a oferta de soja produzida sob critérios rigorosos de sustentabilidade sempre que houver demanda.

Ranking dos estados com maior produção RTRS em 2025
  • 1º Mato Grosso
    • Produção: 4,91 milhões de toneladas
    • Área certificada: 1.228.631 hectares
  • 2º Maranhão
    • Produção: 938 mil toneladas
    • Área certificada: 219.108 hectares
  • 3º Piauí
    • Produção: 820,5 mil toneladas
    • Área certificada: 181.568 hectares
  • 4º Goiás
    • Produção: 525 mil toneladas
    • Área certificada: 114.685 hectares
  • 5º Bahia
    • Produção: 388,3 mil toneladas
    • Área certificada: 91.654 hectares
Soja sustentável fortalece competitividade brasileira

O crescimento contínuo da certificação RTRS demonstra que a sustentabilidade está cada vez mais integrada à estratégia do agronegócio brasileiro. Com mais de 2 milhões de hectares certificados, o país reforça sua posição como fornecedor global de soja produzida com responsabilidade ambiental, social e econômica, ampliando oportunidades comerciais e agregando valor à produção nacional.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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