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Transporte aéreo de morangos dispara e Azul Cargo registra alta de mais de 800% no 1º trimestre de 2025

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A crescente popularidade do doce “Morango do Amor”, que conquistou consumidores em todo o Brasil, tem refletido diretamente no setor logístico. A Azul Cargo Express, unidade de cargas da companhia aérea Azul, registrou um aumento expressivo de 826% no transporte aéreo de morangos no primeiro trimestre de 2025, em comparação com o mesmo período do ano anterior.

Alta expressiva no transporte de morangos

Entre janeiro e março deste ano, a companhia transportou mais de 41 toneladas de morango, frente às 4,5 toneladas movimentadas no primeiro trimestre de 2024. Esse avanço significativo evidencia a explosão da demanda pela fruta, impulsionada pela febre do doce que vem ganhando espaço em feiras, lanchonetes e supermercados.

86 toneladas transportadas no primeiro semestre

Considerando os seis primeiros meses de 2025, a Azul Cargo movimentou cerca de 86 toneladas da fruta em todo o país. Os dados reforçam o papel do transporte aéreo como solução logística essencial para produtos perecíveis e de alta rotatividade no mercado.

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Principais destinos: Norte e Sudeste lideram recebimento

No acumulado semestral, os três principais destinos das cargas de morango foram:

  • Manaus (AM) – 68,6 toneladas
  • Campinas (SP) – 9 toneladas
  • Fernando de Noronha (PE) – 2,2 toneladas

O destaque para Manaus se deve, em grande parte, à distância e à necessidade de agilidade na entrega para garantir a qualidade do produto.

São Paulo lidera como principal ponto de origem

O estado de São Paulo foi o maior polo de embarque, com 70,7 toneladas despachadas entre os aeroportos de Congonhas, Guarulhos e Viracopos. A concentração da produção e o acesso à malha aérea favorecem a logística rápida e eficiente.

Logística eficiente para perecíveis

Segundo Izabel Reis, diretora da Azul Cargo Express, o transporte aéreo de frutas exige um alto nível de cuidado.

“O transporte aéreo de cargas perecíveis, como é o caso do morango, exige cuidados para garantir a integridade e a qualidade das frutas frescas, além de precisão e rapidez para que possam chegar a seus destinos em plenas condições de entrega da carga e futura comercialização. Nossas equipes são treinadas e capacitadas para que possamos trabalhar diariamente com excelência para conectar produtores a diversos mercados no país”, afirmou.

A tendência de crescimento no consumo e distribuição do morango segue forte, e a logística aérea se consolida como peça-chave para atender à demanda crescente por agilidade e conservação de qualidade no setor de alimentos frescos.

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Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Chuva falha no Centro-Oeste e sobra no Sul na largada da safra

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Outubro começa com risco de replantio da soja no Centro-Oeste e de paralisação das máquinas no Sul. A previsão do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) indica chuva abaixo da média em Mato Grosso e Goiás, enquanto o Rio Grande do Sul pode receber até 200 milímetros acima do normal em algumas áreas.

O contraste ocorre no início do plantio da safra 2026/27, estimada pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) em 366,6 milhões de toneladas de grãos. A soja deverá ocupar 49,3 milhões de hectares, mas a semeadura ainda ocorre de forma pontual nas áreas de sequeiro de Mato Grosso. Em Mato Grosso do Sul e no Paraná, as condições permitiram o início dos trabalhos.

O maior risco no Centro-Oeste não é apenas o atraso do plantio. O Inmet alerta que chuvas isoladas, seguidas por períodos secos, podem provocar germinação irregular, falhas na formação das lavouras e necessidade de replantio. Em Goiás e no Distrito Federal, as temperaturas podem superar em mais de 2°C a média histórica de outubro, acelerando a perda de água do solo.

A decisão de esperar pela regularização das chuvas também afeta o milho segunda safra. Quanto mais tarde a soja for semeada e colhida, menor será a janela para implantar o cereal dentro do período de menor risco climático.

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No Matopiba, formado por partes de Maranhão, Tocantins, Piauí e Bahia, a previsão também é desfavorável. As precipitações de setembro aliviaram o risco de incêndios, mas não foram suficientes para recompor a umidade do solo na maioria das áreas de sequeiro. O plantio de soja e milho deverá depender de chuvas mais regulares.

Em Mato Grosso do Sul, a condição tende a ser melhor, principalmente no sudoeste e no leste do Estado. Mesmo assim, o centro-norte e o Pantanal podem receber chuva abaixo da média, o que exige atenção antes da entrada das semeadoras.

No Sul, o excesso de umidade cria o problema inverso. A chuva pode reduzir as janelas para o preparo do solo e o plantio de soja, milho e arroz. No Rio Grande do Sul, o acumulado de outubro pode ficar aproximadamente 75 milímetros acima da média e alcançar excesso de até 200 milímetros no oeste do Estado.

O trigo é a cultura mais exposta neste momento. Parte das lavouras está em fases críticas de desenvolvimento ou de colheita. A combinação de chuva frequente e calor favorece doenças como giberela, ferrugem, oídio e manchas foliares, além de aumentar o risco de perda de qualidade e germinação do grão ainda na espiga.

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Em São Paulo, a chuva tende a favorecer o plantio da soja e o desenvolvimento da cana-de-açúcar, das pastagens e das hortaliças. Minas Gerais e Espírito Santo, porém, devem enfrentar precipitações irregulares e temperaturas elevadas. Para o café, a condição pode prejudicar a uniformidade da florada e o pegamento dos frutos.

A previsão é influenciada pelo El Niño, que tem 95% de probabilidade de alcançar intensidade muito forte entre outubro e dezembro. O fenômeno ajuda a explicar a tendência de seca no Centro-Norte e chuva acima da média no Sul, mas não determina sozinho o volume que cairá em cada propriedade.

Para o produtor, a recomendação prática é não definir a semeadura apenas pela ocorrência de uma chuva. No Centro-Oeste, será necessário conferir se existe umidade suficiente no perfil do solo para sustentar a emergência das plantas. No Sul, o desafio será aproveitar os intervalos de tempo seco sem entrar com máquinas em áreas encharcadas.

Fonte: Pensar Agro

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