AGRONEGÓCIO

Aluna de Cuiabá vence prêmio de melhor desenho de MT por combate à exploração do trabalho infantil

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A estudante de Cuiabá Bruna Souza de Camargo, matriculada no 5º ano da Escola Municipal Floriano Bocheneki, localizada no bairro Parque Atalaia, foi reconhecida pelo Ministério Público do Trabalho de Mato Grosso como autora do melhor desenho relacionado ao combate à exploração do trabalho infantil.

“É uma honra ver alunos de Cuiabá comprovando talento pela arte. Engrandece a educação pública e mostra o comprometimento de professores e pais pelos melhores resultados”, avalia o secretário de Educação, Amauri Monge Fernandes.

O desenho foi selecionado o melhor produzido pelos estudantes de Cuiabá. E, também da rede pública de Mato Grosso. “Fiquei muito feliz e espero continuar desenhando por muito tempo. É o que gosto de fazer”, declara a estudante Bruna Souza de Camargo.

Em uma simples folha de papel A4, a aluna de Cuiabá exibiu todo seu talento. A arte exibe uma criança de costas, vestida com uniforme escolar da Prefeitura de Cuiabá, que se surpreende ao ver outra criança fazendo malabarismo no trânsito, acompanhada de outras três colegas. “Oh mãe, o que aquelas crianças estão fazendo? Elas não deveriam estar indo para a escola como eu”, questiona a personagem. Ao lado, o desenho exibe uma mulher que dá a seguinte resposta: “sim, elas deveriam estar estudando, mas, estão fazendo trabalho de adulto”.

A mãe da aluna, a artesã Marineide de Amorim Souza, afirma que o incentivo da escola foi essencial para o sucesso da criança. “A professora de educação artística que nos informou do concurso. Minha filha gosta muito de desenhar e explorou bem essa criatividade. Sou muito grata pelo esforço dos professores com minha filha”.

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A diretora Luciana da Silva declara que a conquista da estudante reflete à dedicação dos servidores da educação. “É muito gratificante ver este resultado. É uma criança meiga e carrega um talento enorme. Um trabalhado iniciado pelos professores que deu certo. Despertamos a sensibilidade e o talento de uma criança muito especial”.

Por conta do reconhecimento do Ministério Público do Trabalho, a direção da escola tem incentivado à produção de desenhos com temas relacionados à cidadania. Diante disso, outros alunos tem sido incentivados a desenhar e suas artes são expostas no pátio.

Quem circula na Escola Municipal Floriano Bocheneki, logo na entrada principal, se depara com desenhos de crianças de 7 a 9 anos. Os desenhos produzidos nas aulas de educação artística remetem ao direito das crianças de terem acesso à família, lazer, opções de estudo, assistência médica e ao conhecimento e amparo das leis.

A coordenadora pedagógica Marina de Oliveira Silva, explica que a premiação da aluna Bruna Souza de Camargo despertou um clima de alegria, esperança e dedicação ao conhecimento pelos outros estudantes. “Outros alunos começaram a se sentir valorizados e ter ideias práticas de cidadania, manifestando essas ideias nos desenhos. Isso nos deixa muito feliz”.

Entenda

O projeto Ministério Público do Trabalho nas Escolas é resultado de uma parceria com a Secretaria Municipal de Educação (SME) da Prefeitura de Cuiabá visando incluir temas relativos ao Estatuto da Criança e Adolescência (ECA) no conteúdo de ensino das escolas.

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A Comissão Julgadora Estadual do Prêmio MPT na Escola 2025 concluiu, em setembro, a avaliação dos trabalhos inscritos na etapa regional do concurso e selecionou as melhores produções artístico-culturais de quatro categorias: Conto, Desenho, Música e Poesia.

Em 2025, o Prêmio MPT na Escola foi dividido em dois grupos temáticos compostos por estudantes da rede pública de ensino fundamental. O concurso recebeu, avaliou e selecionou produções de alunos(as) do 4º e 5º anos (Grupo I) sobre o tema Trabalho infantil, e do 6º e 7º anos (Grupo II) sobre Profissionalização do adolescente/aprendizagem profissional.

Nessa edição, a Comissão Julgadora Estadual foi formada pelas servidoras Laís Hoshino Kobayashi e Ingrid Luize Bonadiman Arakaki e pelo estudante Vitor Hugo da Silva Polita, que em 2023 foi campeão da etapa estadual na categoria Poesia, e, no mesmo ano, alcançou o segundo lugar nacional na mesma categoria.

#PraCegoVer

A foto ilustra a estudante Bruna Souza de Camargo no pátio da Escola Municipal Floriano Bocheneki. Trata-se de uma criança de cor parda, cabelos cacheados, vestida com uniforme oficial da Prefeitura de Cuiabá. Ela está sorridente e exibe um painel que dá destaque ao desenho de sua autoria reconhecido como o melhor de Mato Grosso pelo Ministério Público do Trabalho.

Fonte: Prefeitura de Cuiabá – MT

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AGRONEGÓCIO

Média anual das exportações do agro quadruplica e chega a R$ 858 bilhões

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O valor médio anual das exportações do agronegócio brasileiro mais que quadruplicou em duas décadas, passando de aproximadamente R$ 194,2 bilhões entre 2003 e 2005 para R$ 858 bilhões no período de 2023 a 2025. O crescimento chegou a R$ 663,8 bilhões, com avanço de diferentes cadeias produtivas e ampliação da presença do país no mercado internacional.

Os dados fazem parte do “Mapa do Comércio Global do Agro Brasileiro 2026”, elaborado pelo RaboResearch Food & Agribusiness. Os valores apresentados no levantamento foram convertidos para reais pela cotação de R$ 5,15.

A soja foi o principal motor dessa transformação. O complexo da oleaginosa respondeu por aproximadamente R$ 214,2 bilhões do aumento registrado entre os dois períodos. O resultado reflete a expansão da área cultivada, os ganhos de produtividade, o desenvolvimento da segunda safra de milho e a maior capacidade brasileira de atender à demanda asiática.

A contribuição, entretanto, não ficou restrita aos grãos. O açúcar acrescentou R$ 68,5 bilhões ao valor médio anual exportado, enquanto a carne bovina respondeu por R$ 58,7 bilhões. O milho adicionou R$ 49,4 bilhões e o café verde, R$ 47,9 bilhões.

A celulose contribuiu com mais R$ 39,7 bilhões, seguida pela carne de frango, com R$ 36,1 bilhões. O algodão acrescentou R$ 20,6 bilhões e a carne suína, R$ 11,8 bilhões. Outros produtos do agronegócio, considerados em conjunto, responderam por uma expansão de R$ 116,9 bilhões.

Os números mostram que o crescimento das exportações brasileiras se espalhou por diferentes atividades. Grãos, proteínas animais, fibras, produtos florestais, café e açúcar passaram a gerar uma receita maior e a alcançar mais mercados, fortalecendo a renda no campo e movimentando cooperativas, agroindústrias, transportadoras, armazéns e terminais portuários.

A China consolidou-se como o principal destino dos produtos agropecuários brasileiros. Entre as médias de 2003 a 2005 e de 2023 a 2025, o país asiático respondeu por R$ 269,3 bilhões do crescimento das exportações. Atualmente, concentra 33% do valor comercializado pelo agro brasileiro no exterior.

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Os demais países da Ásia também ganharam importância e acrescentaram R$ 126,7 bilhões às compras de produtos brasileiros. Em conjunto, a China e os outros mercados asiáticos responderam por quase R$ 396,6 bilhões da expansão observada nas últimas duas décadas.

A União Europeia representa 14% do valor exportado pelo agronegócio brasileiro, enquanto os demais países asiáticos, sem considerar a China, respondem por 17,4%. O Oriente Médio concentra 7,6%, a África, 7%, e os Estados Unidos, 6,7%. O Mercosul possui participação de 3,1%, e os demais mercados reúnem 11,3%.

Essa distribuição demonstra que, apesar da forte participação chinesa, o crescimento também ocorreu em outras regiões. A União Europeia acrescentou R$ 57,7 bilhões às compras, o Oriente Médio ampliou as aquisições em R$ 51,5 bilhões e a África contribuiu com R$ 48,4 bilhões. Estados Unidos e Mercosul adicionaram, respectivamente, R$ 28,8 bilhões e R$ 19,1 bilhões.

A diversificação geográfica ajuda a reduzir riscos e cria alternativas para produtos que enfrentem restrições sanitárias, tarifárias ou comerciais em determinados destinos. A concentração de um terço da receita na China, contudo, mantém diferentes cadeias expostas às decisões econômicas e regulatórias daquele mercado.

O desempenho alcançado nas últimas duas décadas consolidou o Brasil entre os principais fornecedores mundiais de soja, açúcar, café, milho, carnes, algodão, celulose e suco de laranja. O país passou a ocupar uma posição estratégica na segurança alimentar global e a contribuir para o abastecimento de mercados na Ásia, Europa, África, Oriente Médio e nas Américas.

A expansão também evidencia o tamanho do desafio logístico. A continuidade do crescimento depende de investimentos em armazenagem, rodovias, ferrovias, hidrovias e portos, além da redução dos custos que ainda limitam a competitividade do produtor brasileiro.

O levantamento revela, ao mesmo tempo, uma vulnerabilidade que precisa ser enfrentada. Enquanto amplia sua capacidade de fornecer alimentos, fibras e energia ao mundo, o Brasil permanece altamente dependente do exterior para adquirir os insumos necessários à produção.

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As importações de fertilizantes movimentaram aproximadamente R$ 73,1 bilhões em 2025. A Rússia respondeu por 28% desse valor, seguida pela China, com 21%, Canadá, com 11%, e Marrocos, com 8%. Nigéria participou com 5%, enquanto Arábia Saudita, Estados Unidos e Israel responderam por 4% cada.

No mercado de defensivos agrícolas, as importações chegaram a cerca de R$ 71,1 bilhões no ano passado. A China forneceu 43% do total, seguida pela Índia, com 15%, Estados Unidos, com 11%, Alemanha, com 8%, e Suíça, com 6%.

Somadas, as compras externas de fertilizantes e defensivos alcançaram aproximadamente R$ 144,2 bilhões em 2025. O valor mostra que uma parcela expressiva da riqueza gerada pelas exportações retorna ao exterior para a aquisição de nutrientes e tecnologias de proteção das lavouras.

Essa dependência deixa o produtor exposto às oscilações cambiais, aos fretes internacionais, aos conflitos geopolíticos e às eventuais restrições de fornecimento. Qualquer interrupção nas rotas comerciais pode elevar os custos e reduzir as margens das propriedades.

O avanço das exportações comprova a capacidade do Brasil de ampliar a produção e conquistar mercados. O próximo passo é transformar essa força comercial em maior segurança para quem produz, com diversificação de fornecedores, desenvolvimento da indústria nacional de insumos e uso mais eficiente de fertilizantes e defensivos.

Ao ultrapassar uma média anual de R$ 858 bilhões em vendas externas, o agronegócio brasileiro chega a um novo patamar. A manutenção dessa trajetória dependerá não apenas da abertura de mercados, mas também da capacidade do país de reduzir suas vulnerabilidades e garantir ao produtor condições competitivas para continuar abastecendo o Brasil e o mundo.

Fonte: Pensar Agro

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