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Transformação Digital no Agro: Roberson Marczak Enfatiza a Agricultura Inteligente no AgroBIT Brasil 2024

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Durante o evento AgroBIT Brasil 2024, realizado em Londrina, Roberson Marczak, gerente sênior de Sustentabilidade e Inovação da ADAMA, apresentou uma visão ampla sobre a agricultura do futuro, com foco na integração entre dados, biotecnologia e o papel essencial do produtor. Em sua participação no painel “Agricultura 4.0: um novo jeito de produzir com inteligência”, Marczak detalhou como as ferramentas digitais podem transformar a produção agrícola e auxiliar os produtores na tomada de decisões mais embasadas.

O executivo destacou que a digitalização no campo não é mais uma tendência, mas uma realidade que já oferece vantagens competitivas aos agricultores. “Com os dados personalizados para cada lavoura, desde o tipo de cultura até os detalhes do plantio, a diferença agora é como transformar essas informações em ferramentas de decisão, e não apenas confiar na intuição”, explicou. Para Marczak, a chave para o sucesso da Agricultura 4.0 está na aplicação inteligente de algoritmos e tecnologias que, quando bem integradas, podem trazer resultados mais eficientes.

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Ele também abordou a crescente integração entre produtos químicos e biológicos, uma combinação que visa otimizar a eficácia agronômica e aplicar insumos de maneira mais eficiente. A utilização de inteligência artificial, aliada à análise de tendências climáticas, será fundamental para determinar quais soluções são mais adequadas às necessidades específicas de cada produtor.

Um dos pontos centrais de sua apresentação foi a ênfase no papel humano no uso dessas novas tecnologias. Marczak ressaltou a importância de que os agricultores, especialmente os pequenos e médios produtores, tenham acesso a ferramentas digitais que sejam simples e objetivas, sem a necessidade de compreender termos técnicos complexos. “A simplicidade é fundamental. O agricultor quer resultados práticos e deve entender como esses dados podem melhorar sua produção, sem se preocupar com os detalhes técnicos”, afirmou.

Por fim, Marczak compartilhou sua visão sobre o agrônomo do futuro, um profissional que vai além da recomendação de produtos. Este novo agrônomo será um parceiro estratégico, com conhecimento não só de aspectos agronômicos, mas também de clima, mercado e tendências globais. “O agrônomo do futuro será um aliado, utilizando dados de mercado e tecnologia para aprimorar os resultados e oferecer soluções completas para seus clientes”, concluiu.

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Fonte: Portal do Agronegócio

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Milho no RS entra na reta final da colheita com produtividade acima de 7,4 t/ha

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Mercado Externo

O cenário internacional para o milho segue marcado por volatilidade, com atenção às safras da América do Sul e ao ritmo das exportações dos Estados Unidos. A evolução da colheita no Sul do Brasil, especialmente no Rio Grande do Sul, contribui para a oferta global, ainda que em menor escala frente ao Centro-Oeste. A regularidade climática recente no Estado ajuda a sustentar expectativas positivas de produtividade, fator que pode influenciar o equilíbrio global de oferta.

Mercado Interno

A colheita do milho no Rio Grande do Sul se aproxima da conclusão, atingindo 90% dos 803.019 hectares cultivados na safra 2025/26, conforme a Emater/RS-Ascar. O avanço foi mais lento na última semana devido às chuvas, principalmente na Metade Sul, que elevaram a umidade dos grãos e dificultaram a operação de máquinas.

As áreas restantes correspondem a lavouras implantadas fora da janela ideal, ainda em fases reprodutivas ou de enchimento de grãos. As precipitações recorrentes desde março favoreceram o desenvolvimento dessas áreas, consolidando o potencial produtivo.

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No milho destinado à silagem, a colheita também está praticamente concluída, alcançando 87% da área. No entanto, a umidade elevada tem prejudicado o processo de ensilagem, podendo impactar a qualidade da fermentação.

Preços

Os preços do milho no mercado interno tendem a refletir o avanço da colheita e a qualidade do produto. A elevada umidade dos grãos em algumas regiões pode gerar descontos na comercialização, além de aumentar os custos com secagem. Por outro lado, a produtividade consistente no Estado ajuda a equilibrar a oferta regional.

Indicadores
  • Área cultivada (milho grão): 803.019 hectares
  • Área colhida: 90%
  • Produtividade média: 7.424 kg/ha
Produção estimada: 5,96 milhões de toneladas
  • Milho silagem:
    • Área: 345.299 hectares
    • Colheita: 87%
    • Produtividade média: 37.840 kg/ha
  • Soja (RS):
    • Área cultivada: 6,62 milhões de hectares
    • Colheita: 68%
    • Produtividade média: 2.871 kg/ha
  • Feijão 1ª safra:
    • Área: 23.029 hectares
    • Produtividade média: 1.781 kg/ha
  • Feijão 2ª safra:
    • Área: 11.690 hectares
    • Produtividade média: 1.401 kg/ha
  • Arroz irrigado:
    • Área: 891.908 hectares
    • Colheita: 88%
    • Produtividade média: 8.744 kg/ha
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Análise

A reta final da colheita do milho no Rio Grande do Sul confirma uma safra tecnicamente positiva, sustentada por produtividade acima da média histórica. No entanto, o excesso de chuvas no período final impõe desafios logísticos e pode afetar a qualidade dos grãos, exigindo maior gestão pós-colheita.

O cenário climático também impacta outras culturas relevantes no Estado. A soja avança de forma mais lenta, com grande variabilidade produtiva devido ao regime irregular de chuvas ao longo do ciclo. Já o arroz mantém bom desempenho, enquanto o feijão evidencia forte dependência de irrigação para alcançar melhores rendimentos.

No curto prazo, o produtor gaúcho segue atento às condições climáticas para concluir a colheita e preservar a qualidade da produção, fator determinante para a rentabilidade em um ambiente de margens mais apertadas.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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