AGRONEGÓCIO

Touros da CV Nelore Mocho se destacam na Reprodução Programada da ANCP, comprovando excelência genética

Publicado em

A CV Nelore Mocho reafirma sua posição de destaque no cenário da pecuária de corte ao ter dois de seus touros selecionados para a 10ª edição da Reprodução Programada Genômica da Associação Nacional de Criadores e Pesquisadores (ANCP). Este processo, que contou com a participação de 2.046 touros jovens de 154 fazendas associadas, é considerado um dos mais relevantes testes de progênie genômica para gado de corte no Brasil.

Após um rigoroso processo de avaliação genética, que analisou diversas características de importância econômica para a pecuária, apenas seis animais foram escolhidos. Dentre eles, ITALIANO DE CV e ÍNDICE DE CV se destacaram, atestando a excelência do trabalho de seleção realizado pela marca, que celebra seus 38 anos de atuação.

ITALIANO DE CV, um dos touros mais promissores da safra 2022, demonstrou precocidade ao produzir sêmen de alta qualidade com apenas 13 meses de idade. Na penúltima avaliação genética, obteve a liderança absoluta nos três principais programas de melhoramento genético do Brasil, destacando-se como Top 0,5% com MGTe de 32,48.

Leia Também:  Dinatec abre o calendário de eventos de 2024, quarta-feira, em Canarana, Mato Grosso

Por sua vez, ÍNDICE DE CV, filho de Estoril Mat em vaca CV, impressiona pela sua precocidade e excelente qualidade genética. Com um MGTe de 31,46 e posição Top 0,5%, o touro apresenta uma avaliação equilibrada e um fenótipo notável, com características como comprimento de carcaça e profundidade de costela que agradam aos pecuaristas.

A Reprodução Programada Genômica da ANCP é uma ferramenta essencial para o avanço da genética do Nelore, permitindo a identificação dos melhores touros e acelerando o progresso genético dos rebanhos. A avaliação, que coleta dados de filhos e netos dos touros selecionados, tem se mostrado eficaz na identificação de animais superiores, garantindo resultados concretos no campo e impulsionando a melhoria da qualidade genética no país.

Os touros selecionados tiveram sêmen coletado em centrais parceiras, e suas doses serão distribuídas entre as fazendas associadas. Essa distribuição possibilitará a realização de testes de progênie em diferentes sistemas de produção, sob variadas condições ambientais e de manejo, promovendo maior democratização do melhoramento genético e a disseminação de genética superior. O processo também visa aumentar a consistência nas avaliações de animais jovens e fortalecer a conexão entre os rebanhos.

Leia Também:  Goiás e Tocantins se destacam em competitividade no agronegócio, Sul lidera em infraestrutura

Carlos Viacava, titular da CV Nelore Mocho, expressou seu orgulho com o resultado: “Estamos muito satisfeitos com essa conquista. Ela reflete o trabalho sério e dedicado de toda nossa equipe. Nossos animais são selecionados com critérios rigorosos e possuem um grande potencial genético. Acreditamos que essa seleção vai contribuir para o desenvolvimento da pecuária brasileira”, conclui.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

Advertisement

AGRONEGÓCIO

Atacado e exportação estabelecem ritmo recorde em agosto

Published

on

Os preços da carne de frango voltaram a subir no mercado interno, enquanto as exportações brasileiras iniciaram agosto no maior ritmo diário já registrado. A combinação de estoques ajustados, recuperação do consumo doméstico e forte procura internacional dá sustentação às cotações neste começo de mês.

Na quinta-feira (13.08), o frango congelado foi negociado no atacado da Grande São Paulo a R$ 7,20 o quilo, segundo o Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea). O valor acumula alta de 0,84% desde o início de agosto.

A reação ocorre depois de um período de pressão sobre os preços no fim de julho e nos primeiros dias deste mês. O recebimento de salários aumentou o poder de compra das famílias, enquanto a volta às aulas impulsionou a procura por uma proteína amplamente utilizada no consumo doméstico, em restaurantes e na alimentação escolar.

Os estoques também estão relativamente ajustados à demanda. Esse equilíbrio reduz a necessidade de concessão de descontos por atacadistas e frigoríficos e ajuda a conter a pressão provocada pela maior oferta nacional de carne de frango.

A melhora no atacado, entretanto, não significa necessariamente uma recuperação imediata e na mesma proporção para todos os elos da cadeia. O efeito sobre a remuneração dos avicultores depende dos contratos de integração, dos custos de produção e do comportamento dos preços do milho e do farelo de soja, principais componentes da alimentação das aves.

No mercado externo, os números indicam uma procura ainda mais forte. Dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex), analisados pelo Cepea, mostram que o Brasil embarcou, em média, 30 mil toneladas de carne de frango in natura por dia nos cinco primeiros dias úteis de agosto.

Leia Também:  Repercussão: presidentes de câmaras destacam papel do Interage TCE para efetividade da gestão pública

É a maior média diária para o período desde o início da série histórica, em 1997. Considerada a parcial, aproximadamente 150 mil toneladas foram exportadas nos cinco primeiros dias úteis do mês.

O resultado deve ser interpretado com cautela, porque ainda não permite projetar o volume total de agosto. O ritmo dos embarques pode variar ao longo do mês devido à programação dos portos, à disponibilidade de navios, aos contratos dos frigoríficos e ao calendário dos países compradores.

A arrancada de agosto, porém, dá sequência a um julho de forte desempenho. No mês passado, o Brasil exportou 519,2 mil toneladas de carne de frango, considerando produtos in natura e processados, crescimento de 29,9% em relação a julho de 2025. A receita ficou próxima de R$ 5,2 bilhões, alta de 34,3% na comparação anual, medida originalmente em dólares.

O avanço elevado também reflete a base mais fraca de 2025, quando restrições sanitárias temporárias adotadas após a confirmação de influenza aviária em uma granja comercial afetaram as vendas brasileiras. O foco foi eliminado e o Brasil recuperou gradualmente o acesso aos mercados que haviam suspendido as compras.

No primeiro semestre de 2026, os embarques chegaram a 2,936 milhões de toneladas, alta de 12,9% sobre igual período do ano anterior e recorde para os seis primeiros meses do ano.

Leia Também:  Conheça os vencedores da última etapa do Circuito Nelore de Qualidade 2023

O desempenho reforça a posição do Brasil como maior exportador mundial de carne de frango. A Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA) estima que o país poderá produzir entre 16 milhões e 16,15 milhões de toneladas em 2026, crescimento de até 5,6% sobre as 15,289 milhões de toneladas de 2025.

As exportações podem alcançar 5,875 milhões de toneladas neste ano, avanço de até 10,3%. Mesmo com o crescimento dos embarques, a disponibilidade para o mercado interno está estimada em aproximadamente 10,275 milhões de toneladas, 3,1% acima do volume registrado no ano passado.

A presença simultânea de demanda doméstica mais aquecida e exportações em ritmo elevado tende a reduzir a pressão de oferta sobre o atacado. A continuidade da recuperação, contudo, dependerá do consumo após o período de pagamento de salários e da manutenção das encomendas internacionais.

Para produtores e agroindústrias, o cenário é favorável, mas exige atenção aos custos. A valorização da carne melhora a capacidade de absorver despesas, enquanto uma eventual alta do milho ou do farelo de soja pode limitar as margens. Nas próximas semanas, o mercado acompanhará se o recorde diário dos embarques será mantido e se a reação observada no atacado chegará aos demais elos da cadeia.

Fonte: Pensar Agro

Continuar lendo

CUIABÁ

MATO GROSSO

POLÍCIA

FAMOSOS

ESPORTES

MAIS LIDAS DA SEMANA