AGRONEGÓCIO

Topgene Revoluciona a Produção de Mamão com Mudas Clonadas e Inovação Tecnológica

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Utilizando a técnica de micropropagação de tecidos, a empresa, com sede no Nordeste, está trazendo um novo conceito para a produção agrícola, ao oferecer uma solução inovadora que une alta produtividade, sustentabilidade e eficiência operacional.

Mudas Clonadas: Inovação no Campo

Maurício G. Rangél, diretor da Topgene, destaca o impacto transformador das mudas clonadas na produção de mamão. “O desenvolvimento dessas mudas é resultado de um trabalho especializado e dedicado, com uma equipe comprometida em oferecer soluções que aumentem a produtividade e a sustentabilidade agrícola”, afirma.

Essas mudas são produzidas por meio da cultura de tecidos e entregues já micropropagadas, prontas para o transplante. Isso garante plantas vigorosas, uniformes e, o mais importante, 100% hermafroditas, o que elimina a necessidade de sexagem das plantas no campo. Essa característica reduz o consumo de insumos, economiza mão de obra e proporciona uma gestão mais eficiente dos recursos.

Benefícios Econômicos e Operacionais

Um dos principais benefícios das mudas clonadas da Topgene é a redução de custos operacionais. Como as plantas já vêm preparadas para o cultivo, o produtor consegue economizar com mão de obra, água, fertilizantes e defensivos agrícolas, especialmente nos primeiros 90 dias de cultivo. Além disso, as mudas permitem uma colheita antecipada em até 30 dias, aumentando o ciclo produtivo e, consequentemente, o rendimento por hectare.

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Outro aspecto relevante é a uniformidade no espaçamento das plantas, o que facilita o manejo mecanizado, tornando o processo mais ágil e eficiente. Esse controle de padronização contribui para uma produção mais homogênea, com índices de aproveitamento superiores a 85% dentro do padrão exigido nas centrais de embalagem. Isso garante que a fruta chegue ao mercado final com alta qualidade, o que agrega valor à produção e atende aos requisitos exigentes do setor de exportação.

Sustentabilidade e Impacto Social

Além de seus benefícios econômicos e operacionais, a Topgene também está comprometida com a geração de emprego e renda no Nordeste, onde a produção das mudas é realizada. A empresa contribui para o bem-estar das famílias envolvidas no processo de produção, proporcionando condições de trabalho mais estáveis e oportunidades de crescimento para os produtores locais.

O Futuro da Produção de Mamão no Brasil

O conceito de produção de mamão com mudas clonadas é visto como uma verdadeira revolução para a agricultura brasileira. Segundo Rangél, os produtores têm percebido os enormes benefícios dessa tecnologia, que proporciona rendimentos elevados por área, além de gerar valor econômico e financeiro para a cadeia produtiva.

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“Este é o novo conceito na produção de mamão, onde a inovação, a sustentabilidade e a alta produtividade se unem para transformar a agricultura no Brasil”, conclui o diretor da Topgene.

Com a introdução dessa tecnologia inovadora, a Topgene não apenas eleva os padrões de qualidade e produtividade na agricultura, mas também abre caminho para um futuro mais eficiente e sustentável na produção de mamão no Brasil.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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AGRONEGÓCIO

Seguro rural mais forte pode evitar nova crise bilionária de dívidas no campo

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Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA) articula mudanças na Medida Provisória 1.376/2026 e a aprovação de um novo marco para o seguro rural como parte de uma estratégia para enfrentar a crise de endividamento no campo. A bancada avalia que a renegociação é necessária, mas precisa ser acompanhada de mecanismos capazes de proteger o produtor contra novas perdas climáticas e impedir a repetição do problema nos próximos anos.

O debate ganhou força após estudo do Centro de Estudos em Agronegócios da Fundação Getulio Vargas (FGV Agro) mostrar que o impacto fiscal anual da renegociação, estimado pelo governo em até R$ 3,6 bilhões, permitiria proteger R$ 112,6 bilhões em produção caso o mesmo valor fosse aplicado no Programa de Subvenção ao Prêmio do Seguro Rural (PSR).

A comparação não significa que o seguro possa substituir a renegociação. A conclusão dos pesquisadores é que a medida emergencial deve funcionar como uma ponte para uma política permanente de gestão de riscos. Sem essa mudança, o produtor pode voltar ao crédito com a mesma exposição às perdas climáticas e enfrentar novas dificuldades no próximo choque.

A FPA tem maioria entre os integrantes da comissão mista instalada pelo Congresso para analisar a MP. Dos 26 titulares, 14 pertencem à bancada. Integrantes da frente também apresentaram 126 das 144 emendas protocoladas, demonstrando a intenção de ampliar o alcance e corrigir limitações da medida.

A MP foi construída em uma negociação entre a FPA, o Ministério da Fazenda e a presidência da Câmara. O acordo prevê linhas para liquidação ou amortização de operações de crédito rural e Cédulas de Produto Rural (CPRs), além da participação da União em um fundo garantidor.

A expectativa inicial era de que aproximadamente R$ 100 bilhões pudessem ser renegociados. A portaria de equalização de juros publicada pelo governo, porém, autorizou R$ 25,8 bilhões, equivalentes a apenas 13% dos R$ 197,2 bilhões classificados pelo Banco Central como carteira problemática do setor. O cálculo não inclui dívidas privadas representadas por CPRs emitidas para fornecedores e empresas de comercialização.

Isan Rezende

INDISPENSÁVEL – Para o presidente do Instituto do Agronegócio (IA) e da Federação dos Engenheiros Agrônomos de Mato Grosso (Feagro-MT), Isan Rezende, a renegociação é indispensável para preservar produtores que sofreram perdas sucessivas, mas não pode ser tratada como solução definitiva. “O produtor não está pedindo perdão da dívida. Ele precisa de prazo, juros compatíveis e condições para continuar produzindo. Sem esse fôlego imediato, perde capacidade de financiar a safra, reduz investimentos e coloca em risco a própria continuidade da atividade”.

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Segundo Rezende, a crise atual evidencia a fragilidade da política brasileira de proteção da produção. “Se renegociarmos o passivo e devolvermos o produtor ao campo sem seguro adequado, o próximo evento climático poderá criar exatamente o mesmo problema. A renegociação resolve a urgência; o seguro, a assistência técnica e uma política consistente de gestão de risco diminuem a possibilidade de uma nova crise”.

Rezende defende que os recursos para o seguro rural tenham estabilidade e não sejam submetidos a cortes no decorrer do ano. “Não existe seguro eficiente sem previsibilidade orçamentária. Produtores, seguradoras e resseguradoras precisam saber quanto estará disponível e quando a subvenção será liberada. Proteger a lavoura custa menos ao País do que socorrer repetidamente o produtor depois que a perda já ocorreu”.

O exercício realizado pela FGV Agro mostra o tamanho da diferença. Com base no desempenho do PSR em 2025, uma dotação de R$ 3,6 bilhões permitiria proteger 20,47 milhões de hectares, contratar cerca de 398 mil apólices e gerar R$ 10,16 bilhões em prêmios de seguro.

No ano passado, o programa alcançou somente 3,3 milhões de hectares e pouco mais de R$ 18,1 bilhões em importância segurada. A subvenção federal ficou em R$ 581,1 milhões. Em 2021, quando atingiu seu maior alcance, o PSR protegeu 14,23 milhões de hectares.

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Os pesquisadores ressalvam que a expansão não ocorreria automaticamente. Seria necessário ampliar a capacidade de seguradoras e resseguradoras, garantir recursos no Orçamento e estimular a contratação pelos produtores. O custo fiscal da renegociação também pode variar ao longo do tempo, conforme o pagamento das parcelas.

Apesar dessas limitações, o estudo sustenta que políticas de valores semelhantes produzem resultados diferentes. A renegociação age depois da perda, reduzindo o peso do passivo. O seguro atua antes do choque e evita que parte do prejuízo se transforme em inadimplência, recuperação judicial, perda de garantias ou pressão por novo socorro público.

Além das mudanças na MP, a FPA trata como prioridade o Projeto de Lei 2.951/2024, que moderniza o seguro rural. A proposta impede o bloqueio dos recursos destinados à subvenção, oferece estímulos para produtores segurados e reformula o Fundo de Estabilidade do Seguro Rural, que passaria a funcionar como Fundo de Catástrofe.

Para a bancada, a saída da crise depende das duas frentes. A renegociação precisa chegar rapidamente aos produtores que perderam capacidade de pagamento, enquanto o fortalecimento do seguro deve reduzir a exposição das próximas safras. O objetivo é evitar que o País apenas adie o passivo atual e tenha de discutir, em poucos anos, uma nova renegociação das mesmas dívidas.

Fonte: Pensar Agro

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