AGRONEGÓCIO
Topgene Revoluciona a Produção de Mamão com Mudas Clonadas e Inovação Tecnológica
Publicado em
12 de maio de 2025por
Da Redação
Utilizando a técnica de micropropagação de tecidos, a empresa, com sede no Nordeste, está trazendo um novo conceito para a produção agrícola, ao oferecer uma solução inovadora que une alta produtividade, sustentabilidade e eficiência operacional.
Mudas Clonadas: Inovação no Campo
Maurício G. Rangél, diretor da Topgene, destaca o impacto transformador das mudas clonadas na produção de mamão. “O desenvolvimento dessas mudas é resultado de um trabalho especializado e dedicado, com uma equipe comprometida em oferecer soluções que aumentem a produtividade e a sustentabilidade agrícola”, afirma.
Essas mudas são produzidas por meio da cultura de tecidos e entregues já micropropagadas, prontas para o transplante. Isso garante plantas vigorosas, uniformes e, o mais importante, 100% hermafroditas, o que elimina a necessidade de sexagem das plantas no campo. Essa característica reduz o consumo de insumos, economiza mão de obra e proporciona uma gestão mais eficiente dos recursos.
Benefícios Econômicos e Operacionais
Um dos principais benefícios das mudas clonadas da Topgene é a redução de custos operacionais. Como as plantas já vêm preparadas para o cultivo, o produtor consegue economizar com mão de obra, água, fertilizantes e defensivos agrícolas, especialmente nos primeiros 90 dias de cultivo. Além disso, as mudas permitem uma colheita antecipada em até 30 dias, aumentando o ciclo produtivo e, consequentemente, o rendimento por hectare.
Outro aspecto relevante é a uniformidade no espaçamento das plantas, o que facilita o manejo mecanizado, tornando o processo mais ágil e eficiente. Esse controle de padronização contribui para uma produção mais homogênea, com índices de aproveitamento superiores a 85% dentro do padrão exigido nas centrais de embalagem. Isso garante que a fruta chegue ao mercado final com alta qualidade, o que agrega valor à produção e atende aos requisitos exigentes do setor de exportação.
Sustentabilidade e Impacto Social
Além de seus benefícios econômicos e operacionais, a Topgene também está comprometida com a geração de emprego e renda no Nordeste, onde a produção das mudas é realizada. A empresa contribui para o bem-estar das famílias envolvidas no processo de produção, proporcionando condições de trabalho mais estáveis e oportunidades de crescimento para os produtores locais.
O Futuro da Produção de Mamão no Brasil
O conceito de produção de mamão com mudas clonadas é visto como uma verdadeira revolução para a agricultura brasileira. Segundo Rangél, os produtores têm percebido os enormes benefícios dessa tecnologia, que proporciona rendimentos elevados por área, além de gerar valor econômico e financeiro para a cadeia produtiva.
“Este é o novo conceito na produção de mamão, onde a inovação, a sustentabilidade e a alta produtividade se unem para transformar a agricultura no Brasil”, conclui o diretor da Topgene.
Com a introdução dessa tecnologia inovadora, a Topgene não apenas eleva os padrões de qualidade e produtividade na agricultura, mas também abre caminho para um futuro mais eficiente e sustentável na produção de mamão no Brasil.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
AGRONEGÓCIO
Seguro rural mais forte pode evitar nova crise bilionária de dívidas no campo
Published
18 horas agoon
20 de agosto de 2026By
Da Redação
Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA) articula mudanças na Medida Provisória 1.376/2026 e a aprovação de um novo marco para o seguro rural como parte de uma estratégia para enfrentar a crise de endividamento no campo. A bancada avalia que a renegociação é necessária, mas precisa ser acompanhada de mecanismos capazes de proteger o produtor contra novas perdas climáticas e impedir a repetição do problema nos próximos anos.
O debate ganhou força após estudo do Centro de Estudos em Agronegócios da Fundação Getulio Vargas (FGV Agro) mostrar que o impacto fiscal anual da renegociação, estimado pelo governo em até R$ 3,6 bilhões, permitiria proteger R$ 112,6 bilhões em produção caso o mesmo valor fosse aplicado no Programa de Subvenção ao Prêmio do Seguro Rural (PSR).
A comparação não significa que o seguro possa substituir a renegociação. A conclusão dos pesquisadores é que a medida emergencial deve funcionar como uma ponte para uma política permanente de gestão de riscos. Sem essa mudança, o produtor pode voltar ao crédito com a mesma exposição às perdas climáticas e enfrentar novas dificuldades no próximo choque.
A FPA tem maioria entre os integrantes da comissão mista instalada pelo Congresso para analisar a MP. Dos 26 titulares, 14 pertencem à bancada. Integrantes da frente também apresentaram 126 das 144 emendas protocoladas, demonstrando a intenção de ampliar o alcance e corrigir limitações da medida.
A MP foi construída em uma negociação entre a FPA, o Ministério da Fazenda e a presidência da Câmara. O acordo prevê linhas para liquidação ou amortização de operações de crédito rural e Cédulas de Produto Rural (CPRs), além da participação da União em um fundo garantidor.
A expectativa inicial era de que aproximadamente R$ 100 bilhões pudessem ser renegociados. A portaria de equalização de juros publicada pelo governo, porém, autorizou R$ 25,8 bilhões, equivalentes a apenas 13% dos R$ 197,2 bilhões classificados pelo Banco Central como carteira problemática do setor. O cálculo não inclui dívidas privadas representadas por CPRs emitidas para fornecedores e empresas de comercialização.
Isan Rezende
INDISPENSÁVEL – Para o presidente do Instituto do Agronegócio (IA) e da Federação dos Engenheiros Agrônomos de Mato Grosso (Feagro-MT), Isan Rezende, a renegociação é indispensável para preservar produtores que sofreram perdas sucessivas, mas não pode ser tratada como solução definitiva. “O produtor não está pedindo perdão da dívida. Ele precisa de prazo, juros compatíveis e condições para continuar produzindo. Sem esse fôlego imediato, perde capacidade de financiar a safra, reduz investimentos e coloca em risco a própria continuidade da atividade”.
Segundo Rezende, a crise atual evidencia a fragilidade da política brasileira de proteção da produção. “Se renegociarmos o passivo e devolvermos o produtor ao campo sem seguro adequado, o próximo evento climático poderá criar exatamente o mesmo problema. A renegociação resolve a urgência; o seguro, a assistência técnica e uma política consistente de gestão de risco diminuem a possibilidade de uma nova crise”.
Rezende defende que os recursos para o seguro rural tenham estabilidade e não sejam submetidos a cortes no decorrer do ano. “Não existe seguro eficiente sem previsibilidade orçamentária. Produtores, seguradoras e resseguradoras precisam saber quanto estará disponível e quando a subvenção será liberada. Proteger a lavoura custa menos ao País do que socorrer repetidamente o produtor depois que a perda já ocorreu”.
O exercício realizado pela FGV Agro mostra o tamanho da diferença. Com base no desempenho do PSR em 2025, uma dotação de R$ 3,6 bilhões permitiria proteger 20,47 milhões de hectares, contratar cerca de 398 mil apólices e gerar R$ 10,16 bilhões em prêmios de seguro.
No ano passado, o programa alcançou somente 3,3 milhões de hectares e pouco mais de R$ 18,1 bilhões em importância segurada. A subvenção federal ficou em R$ 581,1 milhões. Em 2021, quando atingiu seu maior alcance, o PSR protegeu 14,23 milhões de hectares.
Os pesquisadores ressalvam que a expansão não ocorreria automaticamente. Seria necessário ampliar a capacidade de seguradoras e resseguradoras, garantir recursos no Orçamento e estimular a contratação pelos produtores. O custo fiscal da renegociação também pode variar ao longo do tempo, conforme o pagamento das parcelas.
Apesar dessas limitações, o estudo sustenta que políticas de valores semelhantes produzem resultados diferentes. A renegociação age depois da perda, reduzindo o peso do passivo. O seguro atua antes do choque e evita que parte do prejuízo se transforme em inadimplência, recuperação judicial, perda de garantias ou pressão por novo socorro público.
Além das mudanças na MP, a FPA trata como prioridade o Projeto de Lei 2.951/2024, que moderniza o seguro rural. A proposta impede o bloqueio dos recursos destinados à subvenção, oferece estímulos para produtores segurados e reformula o Fundo de Estabilidade do Seguro Rural, que passaria a funcionar como Fundo de Catástrofe.
Para a bancada, a saída da crise depende das duas frentes. A renegociação precisa chegar rapidamente aos produtores que perderam capacidade de pagamento, enquanto o fortalecimento do seguro deve reduzir a exposição das próximas safras. O objetivo é evitar que o País apenas adie o passivo atual e tenha de discutir, em poucos anos, uma nova renegociação das mesmas dívidas.
Fonte: Pensar Agro
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