AGRONEGÓCIO

Tocantins Atinge Safra Recorde com Crescimento Sustentável no Agronegócio

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O Tocantins alcança um novo marco no agronegócio, com projeções para a safra 2023/2024 apontando um crescimento expressivo na produção de grãos. De acordo com dados da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), o estado figura como o terceiro maior aumento no Brasil em área plantada, com um crescimento superior a 10% em relação à safra anterior. Para a safra 2024/2025, a Conab estima um incremento de 3% na área cultivada e uma produção que pode ultrapassar 8,5 milhões de toneladas, impulsionada por condições climáticas favoráveis, apesar de alguns atrasos iniciais na semeadura.

A Secretaria da Agricultura e Pecuária (Seagro) do Governo do Tocantins destaca que a agricultura do estado tem se diversificado de maneira significativa, refletindo no crescimento de várias culturas. A soja continua a ser o principal motor econômico do setor, com uma expansão de 10,4% na área plantada, saltando de 1,31 milhão para 1,46 milhão de hectares. O gergelim, por sua vez, tem se destacado como uma alternativa estratégica, com uma expansão de mais de 70%, passando de 51,6 mil para 87,9 mil hectares, consolidando-se como uma opção promissora, especialmente em anos de clima adverso.

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Outro avanço significativo foi observado no cultivo de arroz, que registrou uma recuperação de 48,8% na área plantada, subindo de 88 mil para 131 mil hectares. O feijão também se consolidou como uma cultura estratégica, com um aumento de 40,1%, alcançando 71,4 mil hectares.

O Tocantins tem se destacado também na fruticultura, especialmente na produção de abacaxi, com 5,1 mil hectares cultivados, além de banana (4,2 mil hectares) e melancia (3,5 mil hectares). Esses cultivos são predominantemente concentrados em regiões específicas, como o projeto hidroagrícola Manoel Alves e as várzeas tropicais, evidenciando a diversidade da produção agrícola do estado.

Outro fator relevante é o crescimento da produção de etanol a partir do milho, com a implantação de três novas usinas nos próximos anos. Esse movimento de agroindustrialização não só expandirá a área plantada de milho, mas também fortalecerá novas cadeias produtivas, como a criação de animais, contribuindo para o fortalecimento da economia agropecuária local.

Com todos esses avanços, o Tocantins segue firme na trajetória de crescimento sustentável no agronegócio, tornando-se cada vez mais um pilar importante para a produção agrícola nacional.

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Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Soja brasileira caminha para safra recorde de 182 milhões de toneladas e reforça liderança global em 2026

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A soja brasileira segue consolidando sua posição como principal protagonista do agronegócio mundial. De acordo com o relatório AgroInfo Junho 2026, divulgado pelo Rabobank, o Brasil deverá colher uma safra histórica de 182 milhões de toneladas na temporada 2025/26, volume que representa um acréscimo de 10 milhões de toneladas em comparação ao ciclo anterior.

O resultado reflete a combinação entre expansão moderada da área cultivada e condições climáticas favoráveis ao desenvolvimento das lavouras, fortalecendo ainda mais a competitividade do país no mercado internacional.

Produção recorde fortalece oferta brasileira

Segundo a análise do RaboResearch Food & Agribusiness, o desempenho da safra brasileira confirma o elevado potencial produtivo do setor, mesmo em um ambiente global marcado por incertezas geopolíticas e oscilações nos preços das commodities.

Além do crescimento da produção, a demanda pela oleaginosa continua apresentando sinais robustos, sustentando perspectivas positivas para toda a cadeia produtiva.

Exportações seguem em ritmo acelerado

As exportações brasileiras de soja mantêm forte desempenho em 2026. Dados compilados pelo Rabobank mostram que os embarques entre janeiro e maio registraram crescimento de 8% em relação ao mesmo período do ano passado.

A expectativa é que o Brasil exporte aproximadamente 113 milhões de toneladas ao longo do ano, estabelecendo um novo recorde e ampliando em cerca de 5 milhões de toneladas o volume embarcado em comparação a 2025.

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Mesmo diante da valorização do real frente ao dólar e do aumento dos custos logísticos internos, a soja brasileira continua altamente competitiva no mercado global, especialmente em relação aos principais concorrentes internacionais.

Mercado internacional influencia preços

Durante o primeiro semestre de 2026, os preços da soja foram fortemente impactados pelo cenário geopolítico internacional.

A expectativa de exportações expressivas dos Estados Unidos para a China ajudou a sustentar as cotações na Bolsa de Chicago (CBOT), enquanto o conflito envolvendo Estados Unidos e Irã impulsionou os preços do petróleo e dos óleos vegetais, incluindo o óleo de soja.

Esse movimento levou os contratos da oleaginosa a alcançarem níveis próximos de US$ 12,20 por bushel em março. Entretanto, a valorização observada em Chicago não se refletiu integralmente nos preços recebidos pelos produtores brasileiros.

A combinação entre prêmios mais baixos nos portos e a valorização do real limitou os ganhos no mercado interno, mantendo as cotações em reais relativamente estáveis ao longo do período.

Esmagamento cresce com margens mais atrativas

Outro destaque do relatório é o fortalecimento da indústria de processamento.

Mesmo com o adiamento do aumento da mistura obrigatória de biodiesel ao diesel, as margens de esmagamento foram beneficiadas pela valorização do óleo de soja.

No primeiro trimestre de 2026, o volume processado atingiu 14,3 milhões de toneladas, crescimento de 10% em relação ao mesmo período de 2025.

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A tendência é que a demanda por derivados continue sustentando o avanço do esmagamento ao longo do ano.

Clima nos Estados Unidos e El Niño entram no radar

Nas últimas semanas, os fundamentos de mercado voltaram a assumir protagonismo na formação dos preços globais.

O avanço do plantio e as boas condições das lavouras norte-americanas pressionaram as cotações da soja em Chicago, que registraram queda próxima de 5% durante junho.

Segundo o Rabobank, caso o clima continue favorável nos Estados Unidos, os preços poderão sofrer novas correções no curto prazo.

Por outro lado, após o início da colheita norte-americana, a atenção dos investidores deverá migrar para a América do Sul, especialmente para os possíveis impactos do fenômeno El Niño sobre a safra brasileira 2026/27.

Perspectivas para o produtor

Apesar da volatilidade dos mercados internacionais e das incertezas climáticas para a próxima temporada, o cenário para a soja brasileira permanece amplamente favorável.

A combinação entre safra recorde, crescimento das exportações, aumento do esmagamento e forte demanda global reforça o papel estratégico da cultura para o agronegócio nacional.

No entanto, produtores devem acompanhar atentamente fatores como o comportamento do clima, a evolução da demanda chinesa, os custos logísticos e os movimentos do câmbio, que continuarão exercendo influência direta sobre a rentabilidade do setor nos próximos meses.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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