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Queda nas Ações de Bancos Puxa Índices da China para Baixo

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Os índices acionários chineses encerraram a quinta-feira em baixa, pressionados pelas ações do setor financeiro, após resultados fracos de alguns credores e uma correção nos preços dos ativos dos principais bancos estatais. Em contrapartida, as ações em Hong Kong registraram alta, impulsionadas pelo desempenho positivo das empresas de tecnologia.

Este ano, as ações dos principais bancos estatais da China experimentaram uma valorização expressiva, com a maioria apresentando ganhos superiores a 20%. No entanto, os papéis do Agriculture Bank of China, que atingiram uma máxima histórica na quarta-feira, recuaram 4,7% no fechamento desta quinta-feira. Já as ações do Citic Bank e do Bank of Communications registraram uma queda acentuada de quase 7% em Hong Kong.

Na quarta-feira, o UBS revisou para baixo sua projeção de crescimento econômico para a China em 2024, de 4,9% para 4,6%, citando uma atividade imobiliária mais fraca do que o esperado, o que deve impactar de forma mais significativa a economia chinesa.

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Em contraste com a queda generalizada das ações de tecnologia na região, os papéis das gigantes tecnológicas negociadas em Hong Kong avançaram 0,5%, desafiando o pessimismo gerado pelas previsões abaixo do esperado da Nvidia.

Nos mercados internacionais, o índice Nikkei, em Tóquio, recuou ligeiramente 0,02%, fechando a 38.362 pontos. Em Hong Kong, o índice Hang Seng subiu 0,53%, alcançando 17.786 pontos. O índice SSEC, em Xangai, perdeu 0,50%, fechando a 2.823 pontos, enquanto o CSI300, que reúne as maiores empresas listadas em Xangai e Shenzhen, caiu 0,27%, para 3.277 pontos.

Outros mercados da região também seguiram essa tendência: o índice Kospi, em Seul, teve uma desvalorização de 1,02%, encerrando a 2.662 pontos. Em Taiwan, o Taiex registrou uma baixa de 0,75%, fechando a 22.201 pontos. Já em Cingapura, o índice Straits Times subiu 0,40%, alcançando 3.404 pontos. Em Sydney, o S&P/ASX 200 recuou 0,33%, fechando o dia a 8.045 pontos.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Mais terra, crédito e tecnologia para mulheres podem ampliar produção e renda no campo

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Ampliar o acesso das mulheres à terra, ao crédito e à tecnologia pode aumentar a produção de alimentos e a renda no campo. Segundo a Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO), eliminar as diferenças de produtividade e remuneração entre mulheres e homens nos sistemas agroalimentares elevaria o Produto Interno Bruto (PIB) mundial em aproximadamente 1% e reduziria em 45 milhões o número de pessoas em insegurança alimentar.

A estimativa dá dimensão econômica ao apelo feito pela ONU Mulheres nesta quinta-feira (15), Dia Internacional da Mulher Rural. A entidade cobrou de governos, bancos e empresas investimentos diretamente nas produtoras e a retirada de obstáculos que limitam sua participação nos negócios. A mobilização ocorre em 2026, declarado pelas Nações Unidas o Ano Internacional das Mulheres na Agricultura.

No Brasil, o Censo Agropecuário de 2017, do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), registrou mulheres na direção de 18,7% dos estabelecimentos, ante 12,7% em 2006. Eram cerca de 947 mil unidades sob comando feminino.

A diferença aparece também no tamanho das áreas. Uma análise dos dados censitários feita pela Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), em parceria com o IBGE e o Ministério da Agricultura, mostrou que os estabelecimentos dirigidos por mulheres somavam aproximadamente 30 milhões de hectares, apenas 8,5% da área total. O Nordeste concentrava 57% das unidades comandadas por produtoras.

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A presença feminina na gestão é maior quando se considera a administração compartilhada. Segundo o IBGE, cerca de 817 mil mulheres dividiam a direção com o cônjuge. Somadas às que apareciam como dirigentes, eram aproximadamente 1,76 milhão na condução dos estabelecimentos em 2017.

O avanço também aparece em dados recentes de trabalho. Levantamento do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), da Universidade de São Paulo, com a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), apontou aumento da participação relativa feminina no agronegócio no primeiro trimestre de 2026. Isso ocorreu porque a ocupação caiu menos entre as mulheres, 0,5%, do que entre os homens, 1,2%. A pesquisa abrange toda a cadeia, incluindo indústria e serviços.

No cenário mundial, a FAO identifica uma diferença de 24% na produtividade da terra entre propriedades de mesmo tamanho conduzidas por mulheres e homens. O relatório, publicado em 2023, relaciona essa distância à discriminação e ao acesso desigual a financiamento, capacitação, tecnologia e direitos sobre a terra.

Isso significa que comparar apenas o volume colhido deixa parte do problema de fora. A disponibilidade de dinheiro para comprar insumos, de equipamentos adequados e de orientação técnica interfere no resultado da lavoura. As mulheres também acumulam com maior frequência o trabalho produtivo e os cuidados domésticos não remunerados, o que reduz o tempo disponível para formação e negócios. fao.org

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A vulnerabilidade aumenta diante de secas, calor e enchentes. A FAO aponta que o acesso limitado a recursos dificulta a adaptação das famílias chefiadas por mulheres às mudanças climáticas. Investir em orientação técnica, infraestrutura e financiamento também faz parte da preparação para enfrentar perdas na produção.

recuperação de terras. A cobrança inclui proteção social e serviços que reduzam a sobrecarga de cuidados. O objetivo é permitir que a participação das mulheres na produção se traduza também em renda e poder de decisão sobre o próprio negócio.

Fonte: Pensar Agro

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