AGRONEGÓCIO

TMG Renomeia Cultivares de Soja e Lança Variedades com Nomes de Árvores Brasileiras

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A Tropical Melhoramento e Genética (TMG), empresa brasileira especializada em soluções genéticas para algodão, soja e milho, anunciou uma mudança significativa na nomenclatura de suas cultivares de soja. As novas variedades agora recebem nomes de árvores nativas brasileiras, reforçando o conceito “Raízes brasileiras que transformam o futuro”. O lançamento foi apresentado durante uma transmissão ao vivo com a participação de mais de 300 licenciados.

Ricardo Franconere, gerente de marketing da TMG, destacou que essa mudança faz parte de um conceito mais amplo, que busca reforçar a origem brasileira da empresa e seu compromisso com o desenvolvimento sustentável da agricultura no país. “Queremos enfatizar nossa conexão com o campo e nosso compromisso com o futuro da agricultura brasileira”, afirmou Franconere.

Desde sua fundação, a TMG tem suas raízes firmemente plantadas no campo, fruto da união entre a visão dos agricultores e o conhecimento dos pesquisadores. Há mais de 20 anos, a empresa dedica-se a desenvolver soluções inovadoras através do melhoramento genético, visando atender as necessidades dos produtores rurais brasileiros. Em comemoração às duas décadas de existência, a TMG anunciou um investimento de R$ 2 bilhões até 2031, distribuídos em mais de 70 projetos.

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“Enfatizar nossas raízes e olhar para o futuro reforça nossa identidade brasileira e o papel que desempenhamos no setor, entregando soluções que promovem rentabilidade, segurança e qualidade para os agricultores. As árvores nativas são uma referência direta ao nosso patrimônio, assim como nosso vínculo com o campo é nosso principal patrimônio”, destacou Francisco Soares, presidente da TMG, durante o lançamento.

Com 14 bases de pesquisa nas principais regiões agrícolas do Brasil e mais de 100 ambientes para seleção e caracterização de novas cultivares, a TMG é a empresa brasileira de melhoramento genético que mais investe em tecnologia para o agronegócio. No último ano, foram investidos mais de R$ 100 milhões em equipamentos, infraestrutura e projetos de pesquisa e desenvolvimento (P&D). Nos últimos oito anos, a empresa quadruplicou o número de profissionais com mestrado, doutorado e pós-doutorado, reforçando seu compromisso com a qualidade.

“Estamos intensificando nossos esforços para maximizar os resultados dos produtores rurais, através de mudanças estruturais, investimentos em capital humano e tecnologia, além de pesquisa e desenvolvimento. Nosso objetivo é impulsionar a competitividade do agronegócio nacional”, acrescentou Soares.

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Compromisso com Produtores e Licenciados

No primeiro trimestre deste ano, a TMG realizou a rodada de 2024 do Conecta TMG, evento que percorreu suas bases em cinco estados brasileiros, apresentando seu portfólio ao mercado. “O Conecta TMG é uma oportunidade para mostrar como estamos nos preparando para o futuro. Os licenciados puderam conhecer no campo os novos produtos lançados pela companhia”, explicou Renan dos Santos, gerente de acesso ao mercado da TMG.

Douglas Andrade, gerente de contas da TMG, ressaltou a importância de apresentar ao público os resultados alcançados com muito trabalho e investimentos em pesquisa e desenvolvimento. “Focamos na diversidade do portfólio de cultivares de soja, com adaptações específicas para diferentes regiões, como o sudoeste goiano. Nossas cultivares, além de produtivas, atendem a necessidades específicas dos agricultores, como resistência a nematoides e outras características importantes”, explicou Andrade.

Com essa nova fase, a TMG reafirma seu compromisso com a inovação e o desenvolvimento sustentável da agricultura brasileira, buscando sempre estar alinhada às necessidades e expectativas dos produtores rurais.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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AGRONEGÓCIO

Decisão judicial extingue ação da Aprosoja que cobrava R$ 1,1 bilhão por Moratória da Soja

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A Justiça de Mato Grosso encerrou a ação em que a Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso (Aprosoja-MT) cobrava R$ 1,1 bilhão de empresas e entidades por prejuízos que atribuía à Moratória da Soja. A sentença, proferida na terça-feira (13), fecha na primeira instância a tentativa de obter uma reparação coletiva aos agricultores atingidos pelas restrições de compra do acordo.

A cobrança buscava compensar perdas que, segundo a associação, decorreram da dificuldade de vender soja mesmo quando a produção atendia à legislação ambiental. A Aprosoja-MT pretendia que empresas comercializadoras, entidades setoriais e seus representantes respondessem financeiramente por esses danos.

O processo discutia os efeitos de um pacto do qual a Associação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais (Abiove) anunciou sua saída em janeiro de 2026. A retirada ocorreu após a entrada em vigor da lei mato-grossense que restringiu incentivos fiscais a empresas participantes de acordos com exigências superiores às da legislação ambiental. Em agosto, depois do julgamento do Supremo Tribunal Federal (STF), a entidade reafirmou que não pretendia retomar a moratória. Saiba mais aqui

Criado em 2006, o compromisso previa a recusa de soja cultivada em áreas do bioma Amazônia desmatadas depois de julho de 2008. A restrição alcançava também áreas abertas com autorização. Para a Aprosoja-MT, esse critério prejudicava agricultores que cumpriam a lei, mas encontravam menos alternativas de compradores para sua produção.

A saída das empresas e a cobrança pelas perdas anteriores seguiram caminhos diferentes. Enquanto a Abiove abandonou o pacto coletivo, a associação dos produtores manteve a tentativa de responsabilizar seus participantes pelos efeitos que atribuía à aplicação das restrições.

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Essa cobrança foi atingida pelo julgamento do STF de 12 de agosto. O Supremo considerou que o acordo respeitava a Constituição e determinou o encerramento dos processos judiciais e administrativos baseados na sua suposta ilegalidade, inclusive dos pedidos de responsabilização financeira. A Vara Especializada em Ações Coletivas de Cuiabá aplicou essa ordem ao processo da Aprosoja-MT. portal.stf.jus.br

Com isso, o pedido de R$ 1,1 bilhão foi encerrado antes da análise dos prejuízos alegados. A sentença deixa os agricultores representados pela associação sem a reparação buscada nessa ação e afasta das empresas processadas, nesta primeira instância, a cobrança coletiva.

O Supremo também manteve as leis estaduais que restringem incentivos a participantes de acordos dessa natureza. Estabeleceu, porém, que a retirada de benefícios deve respeitar os prazos tributários e a proteção das isenções concedidas mediante condições assumidas pelas empresas. O resultado preservou tanto a validade jurídica do pacto quanto a possibilidade de os estados estabelecerem condições para conceder incentivos.

Na mesma sentença, a Justiça rejeitou os pedidos para que a Aprosoja-MT pagasse honorários, despesas processuais e multa por má-fé. A associação teve sua cobrança encerrada, mas ficou livre dessas despesas reclamadas pelos réus.

Na comercialização atual, a Abiove informou que suas associadas passaram a atender individualmente às exigências dos mercados compradores. Para o produtor, as condições de aceitação da soja dependem das políticas de cada empresa. Já a sentença desta semana trata da disputa pelas perdas atribuídas ao antigo compromisso coletivo e encerra, nessa primeira instância, a tentativa de recuperação desses valores.

Isan Rezende

Com isso, os produtores representados pela Aprosoja-MT não receberão qualquer indenização das empresas ligadas à Moratória da Soja. A Aprosoja-MT buscava responsabilizar empresas e entidades por prejuízos que atribuía à moratória. Seu argumento era que agricultores que respeitavam a legislação ambiental também podiam ficar sem acesso a compradores por causa das exigências do acordo.

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O presidente do Instituto do Agronegócio (IA), Isan Rezende, lamentou a decisão. “O encerramento da ação frustra a expectativa de reparação dos produtores que se consideram prejudicados pela Moratória da Soja. A cobrança da Aprosoja procurava dar uma resposta a quem cumpriu a legislação ambiental, investiu na propriedade e encontrou restrições para vender. A sentença encerrou esse pedido sem examinar os prejuízos alegados. Isso precisa ficar claro para o agricultor”, comentou.

“O problema comercial continua exigindo atenção. O produtor precisa saber, antes de plantar e de assumir compromissos, quais critérios serão usados para receber sua soja. Quem trabalha dentro da lei precisa de previsibilidade para investir. Também é necessário dar transparência às exigências dos compradores, para que o agricultor consiga avaliar suas alternativas de venda e os custos envolvidos”, disse Rezende.

“Agora, o setor precisa concentrar esforços para ampliar mercados e construir condições comerciais mais claras. Sair de um acordo coletivo não significa, necessariamente, abandonar as restrições de compra. Por isso, a representação dos produtores deve acompanhar as regras adotadas por cada empresa e buscar soluções que preservem o acesso aos mercados e a renda de quem produz”, recomendou o presidente do IA.

Fonte: Pensar Agro

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