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Testamento garante segurança jurídica e continuidade dos negócios rurais

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Embora ainda cercado de tabus, o testamento vem ganhando espaço como uma ferramenta essencial para o planejamento sucessório no agronegócio. Mais do que um ato associado à morte, o documento é um instrumento jurídico que permite ao produtor rural definir, ainda em vida, como será a destinação do patrimônio e a continuidade das atividades no campo, conforme a legislação vigente.

Planejamento sucessório: um passo estratégico para o campo

De acordo com especialistas, o testamento possibilita que o proprietário rural organize a partilha de imóveis, rebanhos, maquinários e implementos agrícolas, além de garantir a continuidade da empresa rural. Também é possível nomear inventariante ou administrador e incluir cláusulas de incomunicabilidade, impenhorabilidade e inalienabilidade, desde que respeitados os limites legais.

O documento ainda assegura a proteção do cônjuge e dos herdeiros necessários, observando a legítima, e permite beneficiar terceiros fora da ordem legal de sucessão. Além disso, pode disciplinar situações familiares complexas, como filhos de diferentes uniões ou novos casamentos, reduzindo disputas e incertezas jurídicas.

“Quando a vontade do titular é formalizada em testamento, cria-se um ambiente de maior segurança jurídica, garantindo que as atividades produtivas tenham continuidade e que o legado construído no campo não seja interrompido”, explica Camille Trentin, advogada especializada em Família e Sucessões do escritório Álvaro Santos Advocacia e Consultoria no Agro.

Testamento reduz litígios e acelera o inventário

Segundo a especialista, o testamento não elimina a necessidade do inventário, mas orienta todo o processo sucessório. “Ao deixar expressa a vontade do testador, o inventário tende a ser mais célere, menos oneroso e com menor risco de litígio”, ressalta Trentin.

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Ela destaca que, ao formalizar as disposições patrimoniais e familiares, o produtor evita interpretações subjetivas e proporciona maior tranquilidade tanto para os herdeiros quanto para o Poder Judiciário, que passa a lidar com um documento claro e juridicamente válido.

Como elaborar um testamento rural

A elaboração do testamento deve seguir rigorosamente as formas legais previstas no Código Civil. As modalidades mais comuns são o testamento público e o testamento particular.

O testamento particular pode ser redigido pelo próprio testador, enquanto o público é lavrado em cartório, perante tabelião, que confere fé pública e maior segurança jurídica ao ato. Em geral, o testamento público é o mais recomendado para produtores com patrimônio expressivo ou estruturas empresariais rurais.

O ideal é que o interessado conte com a assessoria de um advogado especializado em agronegócio, que auxiliará na elaboração do documento antes de sua formalização no tabelionato. Durante a lavratura, o tabelião verifica a capacidade civil e a plena consciência do testador, certificando-se de que o conteúdo reflete, de forma livre e inequívoca, sua última vontade.

“O testamento é lido em voz alta para o testador e as testemunhas, sendo uma via arquivada em cartório e outra entregue ao testador”, detalha Trentin.

Cumprimento das regras é essencial para validade do documento

Um dos pontos mais importantes é o respeito às exigências legais. O testamento não pode suprimir a legítima dos herdeiros necessários — equivalente a 50% do patrimônio — nem contrariar as formalidades previstas em lei.

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Caso sejam constatadas irregularidades ou vícios formais, o documento pode ser anulado judicialmente após o falecimento do testador. Por isso, o acompanhamento jurídico especializado é considerado indispensável, especialmente quando se trata de patrimônios rurais e empresas familiares.

Apoio jurídico especializado no agronegócio

Com sede em Jataí (GO), o escritório Álvaro Santos Advocacia e Consultoria no Agro atua há mais de dez anos com foco exclusivo em demandas do agronegócio. Sua equipe multidisciplinar oferece assessoria a produtores rurais de todos os portes nas áreas de Planejamento Patrimonial e Sucessório, Direito Ambiental, Tributação Rural, Direito Trabalhista e Previdenciário.

A experiência acumulada em casos ligados ao setor permite que o escritório ofereça soluções personalizadas, acompanhando o produtor antes, dentro e depois da porteira, sempre com foco em segurança jurídica e continuidade dos negócios no campo.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Produção de suínos cresce 50% e abre espaço para novos investimentos

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A suinocultura de Mato Grosso do Sul cresceu aproximadamente 50% nos últimos três anos e já alcança cerca de 3,6 milhões de animais abatidos por ano. A expansão, que coloca o Estado entre os principais polos emergentes da atividade no País, estará no centro das discussões do VIII Fórum de Desenvolvimento da Suinocultura de Mato Grosso do Sul, marcado para 17 de setembro, em Dourados (a cerca de 240km da capital, Campo Grande).

O avanço ocorre em uma região que até poucos anos atrás tinha participação bem menor na produção nacional de carne suína. Mato Grosso do Sul passou a ocupar a quinta posição no ranking brasileiro de abates, atrás de Estados com tradição muito mais antiga na atividade, como Santa Catarina, Paraná, Rio Grande do Sul e Minas Gerais.

Parte dessa expansão está associada à disponibilidade de milho e soja, principais componentes da alimentação dos animais e responsáveis pela maior parcela do custo de produção. A proximidade entre as granjas e as regiões produtoras de grãos reduz distâncias no abastecimento de ração e cria condições para a instalação de novas unidades produtivas e industriais.

Outro fator é o crescimento do número de matrizes. Em 2026, mais de 111,5 mil matrizes já estavam cadastradas no Programa Leitão Vida, política estadual de incentivo à produção. Até o início de junho, 272 estabelecimentos participavam do programa.

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No mesmo período, 1,63 milhão de suínos haviam sido abatidos dentro do programa e os incentivos concedidos aos produtores superavam R$ 45 milhões. A atividade também acumulou aproximadamente R$ 1,7 bilhão em cartas-consulta aprovadas pelo Fundo Constitucional de Financiamento do Centro-Oeste (FCO) nos últimos sete anos.

A política de incentivo passou ainda por mudanças. O novo protocolo do Leitão Vida ampliou as exigências relacionadas à biossegurança, bem-estar animal, rastreabilidade, sustentabilidade e utilização de tecnologias nas propriedades.

Dos 272 estabelecimentos participantes neste ano, 239 já haviam migrado para o novo sistema de conformidade. A intenção é atrelar parte dos incentivos não apenas ao volume produzido, mas também ao cumprimento de padrões técnicos, sanitários e ambientais.

Para o produtor, essa mudança ganha importância porque a expansão da atividade depende cada vez mais do acesso a mercados exigentes. Sanidade, rastreabilidade e biossegurança deixaram de ser apenas questões internas das granjas e passaram a influenciar diretamente a capacidade de frigoríficos e produtores alcançarem novos compradores.

Mato Grosso do Sul também ampliou sua estrutura industrial. Unidades instaladas no Estado vêm aumentando a capacidade de abate, movimento necessário para acompanhar o crescimento das granjas e evitar um desequilíbrio entre a oferta de animais e a capacidade de processamento.

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A expansão da suinocultura cria ainda uma demanda adicional para a agricultura estadual. Cada aumento no alojamento de animais significa maior consumo de milho e farelo de soja, estabelecendo uma relação direta entre o crescimento das granjas e o mercado regional de grãos.

Esse movimento pode ser especialmente importante para regiões com grande produção de milho segunda safra. A instalação de unidades de produção animal permite transformar parte do grão dentro do próprio Estado em proteína de maior valor agregado, reduzindo a necessidade de transportar toda a produção agrícola por longas distâncias até outros centros consumidores.

O crescimento, entretanto, exige investimentos elevados. Construção e modernização de granjas, climatização, tratamento de dejetos, biossegurança, armazenagem de ração e adequações ambientais aumentam a necessidade de capital e tornam a expansão dependente de planejamento financeiro e acesso ao crédito.

Consolidado como um dos principais encontros da suinocultura no Centro-Oeste, o Fórum ocorre justamente quando Mato Grosso do Sul tenta transformar o forte crescimento dos últimos anos em uma cadeia maior, mais tecnificada e com maior participação nos mercados nacional e internacional.

Serviço

VIII Fórum de Desenvolvimento da Suinocultura de Mato Grosso do Sul
Data: 17 de setembro de 2026
Horário: 7h às 18h
Local: Unigran – Dourados (MS)

Fonte: Pensar Agro

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