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Tereza Cristina Defende Marco Temporal para Garantir Paz e Segurança Jurídica no Campo

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A senadora Tereza Cristina (PP-MS), coordenadora política da Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA) no Senado Federal, destacou a importância de um entendimento sobre a Lei do Marco Temporal para assegurar a paz no campo e a segurança jurídica para todos os envolvidos. Em uma reunião de conciliação no Supremo Tribunal Federal (STF) realizada nesta segunda-feira (5), Tereza Cristina expressou sua expectativa de que um consenso seja alcançado em relação à demarcação de terras indígenas e possíveis indenizações aos proprietários.

Durante a primeira reunião da comissão especial designada pelo ministro Gilmar Mendes, a senadora enfatizou a necessidade de um diálogo aberto e desprovido de preconceitos. “Estamos próximos de alcançar um acordo, como quase conseguimos no passado com a mesa de negociação do governo federal. Vou participar ativamente das reuniões no Senado para apresentar argumentos que ajudem a resolver essa questão”, afirmou. Ela ressaltou a urgência de resolver o impasse antes de 18 de dezembro, citando o aumento das invasões em várias regiões do país.

A reunião de conciliação contou com a presença de representantes dos povos indígenas, do governo, estados, municípios e parlamentares, com o objetivo de incluir diversos setores da sociedade nas negociações. A Lei do Marco Temporal, aprovada em 2023, estabelece que os indígenas têm direito às terras que ocupavam na data da promulgação da Constituição, em novembro de 1988. No entanto, a constitucionalidade da lei foi contestada no STF, levando à judicialização de ações por diversos partidos, entidades e associações de proprietários.

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Em abril de 2024, o STF derrubou a liminar do ministro Edson Fachin que suspendia decisões judiciais sobre a demarcação de terras indígenas em Guaíra (PR). A FPA, a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) e a Federação da Agricultura do Paraná (FAEP) buscaram a reforma da liminar para garantir o direito de propriedade e a segurança jurídica. O ministro Gilmar Mendes suspendeu todos os processos judiciais relacionados ao marco temporal, reconhecendo o conflito de interpretações da lei e as diretrizes do STF. As reuniões da comissão de conciliação estão previstas para continuar até 18 de dezembro. Caso não haja acordo até essa data, os processos seguirão seu curso normal na Corte.

O ministro Gilmar Mendes defendeu a possibilidade de demarcação de terras indígenas sem desrespeitar ocupações consolidadas, afirmando que a Constituição pode ser cumprida respeitando as ocupações de boa fé. Ele destacou a importância de não tratar aqueles que ocupam terras de forma consolidada como violadores e de buscar soluções que considerem os direitos fundamentais envolvidos no conflito histórico.

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Atualmente, há 270 terras indígenas pendentes de demarcação, das quais 12 foram homologadas recentemente. O jurista enfatizou a importância de utilizar este momento como uma oportunidade para pacificar a questão, ressaltando que a Lei do Marco Temporal é uma tentativa de implementar as condicionantes estabelecidas pelo STF em 2009.

O presidente do STF, Roberto Barroso, também sublinhou a importância de buscar uma solução consensual, destacando que ouvir todas as partes é essencial para um processo negociado. “Esta é uma situação pioneira no Supremo, onde estamos buscando uma solução complexa e consensual. A boa fé e a boa vontade são fundamentais para satisfazer todos os interesses envolvidos”, afirmou.

O deputado Pedro Lupion (PP-PR), presidente da FPA, reforçou que a Lei do Marco Temporal está em vigor e deve ser respeitada. “A segurança jurídica e o direito de propriedade são garantidos pela legislação e devem ser priorizados. A Lei do Marco Temporal (Lei 14.701/2023) está vigente e precisa ser cumprida, proibindo a demarcação de áreas sem indenização prévia”, concluiu Lupion, destacando que a lei foi debatida por 16 anos antes de sua aprovação no Congresso e visa efetivar as condicionantes do STF.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Nova bancada deve priorizar o crédito rural e a previsibilidade para o financiamento

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A Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA) projeta ampliar de 299 para 330 o número de integrantes na Câmara dos Deputados na legislatura que começa em 2027. A estimativa, apresentada pelo presidente da frente, deputado Pedro Lupion, representa crescimento de 10,4%. A agenda para o novo mandato terá como prioridades ampliar o acesso ao crédito rural e dar previsibilidade ao financiamento da produção.

A composição reúne experiência nas duas Casas. Dos atuais 299 integrantes da FPA na Câmara dos Deputados, 176 foram reeleitos. Outros 17 deputados conquistaram vagas no Senado. Entre os senadores ligados à frente, seis obtiveram novo mandato e um foi eleito deputado federal. A entidade também informa que 17 senadores estão em meio de mandato.

O total de 200 corresponde aos integrantes da atual frente que obtiveram novos mandatos no Congresso. A composição definitiva da FPA na próxima legislatura dependerá também da adesão de outros parlamentares. O balanço eleitoral, portanto, indica a continuidade de sua atuação, sem estabelecer o número final de participantes.

A expectativa para o novo período legislativo é transformar essas propostas em instrumentos que cheguem às propriedades. O avanço dependerá da construção de acordos no Congresso e da articulação com o Executivo, os agentes financeiros e as organizações de produtores.

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Para Isan Rezende (foto), presidente do Instituto do Agronegócio (IA) e da Federação dos Engenheiros Agrônomos de Mato Grosso (Feagro-MT), com a ampliação da força política há uma oportunidade de se construir uma agenda de longo prazo para o campo. “A presença de mais parlamentares que conhecem a produção rural pode ajudar a transformar as necessidades das propriedades em soluções concretas. Esperamos um diálogo aberto, com decisões técnicas e atenção aos produtores de todos os portes”.

“Um crédito que chega no momento certo, acompanhado de seguro e de regras estáveis, dá ao produtor condições para investir. Podemos avançar em armazenagem, irrigação e tecnologia quando existe segurança para planejar. Um Plano Safra com horizonte de vários anos pode contribuir para esse ambiente e melhorar a aplicação dos recursos”, diz Isan.

“Também vejo com otimismo a possibilidade de aproximar o Congresso das cooperativas, das entidades e dos profissionais que acompanham o trabalho nas propriedades. Essa troca permite identificar prioridades e construir soluções viáveis. O objetivo comum deve ser ampliar a produtividade, fortalecer a renda no campo e gerar oportunidades nas regiões produtoras”, concluiu o presidente do IA.

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Para o produtor, a agenda anunciada concentra-se em condições para financiar a safra e preservar a capacidade de investimento. O presidente da FPA, deputado Pedro Lupion, apontou a renegociação de dívidas e os obstáculos à contratação de crédito como temas que permanecerão nas negociações com o próximo governo.

Uma das propostas é dar ao Plano Safra um horizonte de vários anos. O planejamento plurianual permitiria sinalizar recursos e prioridades com antecedência, aproximando a política agrícola do tempo necessário para investir em máquinas, armazenagem e irrigação. A mudança ainda depende de discussão e aprovação; não constitui uma regra já definida para 2027.

Essa orientação também integra as propostas da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), que defende previsibilidade orçamentária, fortalecimento do seguro rural e instrumentos de apoio à saúde financeira do produtor. A entidade propõe ampliar o financiamento privado e melhorar as condições de acesso aos recursos, incluindo garantias e redução da burocracia.

Fonte: Pensar Agro

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