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Tensões Comerciais Podem Gerar Quedas nas Bolsas de Valores, Afirma FMI

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O Fundo Monetário Internacional (FMI) alertou nesta segunda-feira, em seu relatório mais recente, que as crescentes tensões comerciais, assim como outros eventos de risco geopolítico, podem desencadear grandes correções nos mercados de ações, afetando diretamente a estabilidade financeira mundial.

Riscos Geopolíticos e Volatilidade no Mercado

Em um capítulo do seu próximo Relatório de Estabilidade Financeira Global, o FMI destacou que os eventos de risco, como conflitos, guerras, ataques terroristas e restrições comerciais, podem gerar volatilidade significativa nos mercados financeiros. Isso, por sua vez, pode comprometer a estabilidade financeira global. A instituição observou que, embora não tenha se referido a eventos específicos, como as recentes tarifas impostas pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, as tensões comerciais vêm crescendo desde 2022.

O FMI recomendou que as instituições financeiras mantenham uma reserva adequada de capital e liquidez para enfrentar possíveis perdas associadas aos riscos geopolíticos. Além disso, sugeriu o uso de testes de estresse e outras ferramentas analíticas para antecipar e gerenciar esses riscos.

Impacto dos Conflitos no Mercado de Ações

De acordo com o FMI, sua pesquisa mostrou que eventos de grande risco, como guerras ou tensões diplomáticas, resultaram em quedas nos preços das ações, em média, de 1 ponto percentual por mês nos mercados globais, com uma queda mais acentuada de 2,5 pontos percentuais nos mercados emergentes. Conflitos militares internacionais, como a invasão da Ucrânia pela Rússia em 2022, geraram quedas ainda mais significativas, com perdas médias de 5 pontos percentuais por mês, o dobro das perdas registradas em outros tipos de eventos geopolíticos.

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Tarifas e Incertezas Econômicas

O FMI observou também que as tensões comerciais, como as tarifas impostas pelos Estados Unidos e pela China de 2018 a 2024, impactaram negativamente o desempenho das ações de ambos os países, causando quedas no mercado. O relatório destaca que as incertezas econômicas associadas a essas tensões aumentam os chamados “riscos de cauda” no mercado, ou seja, a probabilidade de perdas extremas e inesperadas em investimentos. Isso eleva o risco de quedas abruptas no mercado de ações.

O aumento dos riscos geopolíticos também tem gerado elevação nos prêmios de risco soberano, os preços dos derivativos de crédito utilizados para proteger contra a inadimplência. Esse efeito pode se propagar para outras economias através de vínculos comerciais e financeiros, exacerbando a instabilidade nos mercados globais.

Projeções e Expectativas

O FMI deve divulgar o relatório completo durante as reuniões de primavera com o Banco Mundial, que ocorrerão na semana de 21 de abril. A expectativa é que os anúncios de tarifas de Trump dominem as discussões. Na última semana, as oscilações mais acentuadas em Wall Street desde a pandemia de Covid-19 foram registradas, com o índice Standard & Poor’s 500 caindo mais de 10% desde a posse de Trump, enquanto o ouro atingiu novos recordes de alta. A pesquisa com consumidores dos Estados Unidos também revelou que os temores em relação à inflação atingiram seu nível mais alto desde 1981, enquanto as instituições financeiras alertam para o risco crescente de uma recessão econômica.

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Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Nova bancada deve priorizar o crédito rural e a previsibilidade para o financiamento

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A Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA) projeta ampliar de 299 para 330 o número de integrantes na Câmara dos Deputados na legislatura que começa em 2027. A estimativa, apresentada pelo presidente da frente, deputado Pedro Lupion, representa crescimento de 10,4%. A agenda para o novo mandato terá como prioridades ampliar o acesso ao crédito rural e dar previsibilidade ao financiamento da produção.

A composição reúne experiência nas duas Casas. Dos atuais 299 integrantes da FPA na Câmara dos Deputados, 176 foram reeleitos. Outros 17 deputados conquistaram vagas no Senado. Entre os senadores ligados à frente, seis obtiveram novo mandato e um foi eleito deputado federal. A entidade também informa que 17 senadores estão em meio de mandato.

O total de 200 corresponde aos integrantes da atual frente que obtiveram novos mandatos no Congresso. A composição definitiva da FPA na próxima legislatura dependerá também da adesão de outros parlamentares. O balanço eleitoral, portanto, indica a continuidade de sua atuação, sem estabelecer o número final de participantes.

A expectativa para o novo período legislativo é transformar essas propostas em instrumentos que cheguem às propriedades. O avanço dependerá da construção de acordos no Congresso e da articulação com o Executivo, os agentes financeiros e as organizações de produtores.

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Para Isan Rezende (foto), presidente do Instituto do Agronegócio (IA) e da Federação dos Engenheiros Agrônomos de Mato Grosso (Feagro-MT), com a ampliação da força política há uma oportunidade de se construir uma agenda de longo prazo para o campo. “A presença de mais parlamentares que conhecem a produção rural pode ajudar a transformar as necessidades das propriedades em soluções concretas. Esperamos um diálogo aberto, com decisões técnicas e atenção aos produtores de todos os portes”.

“Um crédito que chega no momento certo, acompanhado de seguro e de regras estáveis, dá ao produtor condições para investir. Podemos avançar em armazenagem, irrigação e tecnologia quando existe segurança para planejar. Um Plano Safra com horizonte de vários anos pode contribuir para esse ambiente e melhorar a aplicação dos recursos”, diz Isan.

“Também vejo com otimismo a possibilidade de aproximar o Congresso das cooperativas, das entidades e dos profissionais que acompanham o trabalho nas propriedades. Essa troca permite identificar prioridades e construir soluções viáveis. O objetivo comum deve ser ampliar a produtividade, fortalecer a renda no campo e gerar oportunidades nas regiões produtoras”, concluiu o presidente do IA.

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Para o produtor, a agenda anunciada concentra-se em condições para financiar a safra e preservar a capacidade de investimento. O presidente da FPA, deputado Pedro Lupion, apontou a renegociação de dívidas e os obstáculos à contratação de crédito como temas que permanecerão nas negociações com o próximo governo.

Uma das propostas é dar ao Plano Safra um horizonte de vários anos. O planejamento plurianual permitiria sinalizar recursos e prioridades com antecedência, aproximando a política agrícola do tempo necessário para investir em máquinas, armazenagem e irrigação. A mudança ainda depende de discussão e aprovação; não constitui uma regra já definida para 2027.

Essa orientação também integra as propostas da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), que defende previsibilidade orçamentária, fortalecimento do seguro rural e instrumentos de apoio à saúde financeira do produtor. A entidade propõe ampliar o financiamento privado e melhorar as condições de acesso aos recursos, incluindo garantias e redução da burocracia.

Fonte: Pensar Agro

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