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Agenda entre prefeito e senador define envio de recursos para a saúde e habitação de Cuiabá

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Na manhã desta terça-feira (12), o senador Wellington Fagundes esteve no gabinete do prefeito de Cuiabá, Abilio Brunini, para anunciar a destinação de duas emendas parlamentares voltadas à capital. Os recursos deverão contemplar ações nas áreas da saúde e habitação, com foco na ampliação de atendimentos especializados e no enfrentamento do déficit habitacional do município.

A reunião teve como principal pauta a definição das prioridades para aplicação dos recursos e de que forma os investimentos poderão contribuir para melhorar os serviços oferecidos à população cuiabana. Segundo o senador, a intenção é fortalecer áreas consideradas estratégicas para o município, especialmente diante da crescente demanda por atendimentos especializados e moradia popular.

Na área da saúde, Wellington Fagundes destacou a possibilidade de direcionar cerca de R$ 1 milhão recursos para ampliar procedimentos de angiografia e hemodiálise, além de investir na capacitação dos profissionais da rede municipal. O senador ressaltou que o objetivo é garantir mais eficiência no atendimento e ampliar o acesso da população aos serviços especializados.

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“O debate foi justamente para entender onde esses recursos terão maior impacto. A saúde precisa de investimentos contínuos, principalmente em procedimentos de alta complexidade e qualificação dos profissionais”, afirmou o senador durante o encontro.

Já na área habitacional, Wellington Fagundes informou que poderá encaminhar cerca de R$ 20 milhões para auxiliar Cuiabá no enfrentamento do déficit habitacional. O recurso deve ser articulado junto à Caixa Econômica Federal e poderá contribuir para a construção de moradias populares na capital.

O prefeito Abilio Brunini destacou a importância da parceria institucional entre o município e a bancada federal para garantir novos investimentos. Segundo ele, os recursos chegam em um momento importante para Cuiabá, especialmente em setores considerados prioritários pela gestão.

A reunião também contou com discussões técnicas sobre os próximos passos para formalização das emendas e definição dos projetos que deverão receber os investimentos.

Fonte: Prefeitura de Cuiabá – MT

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Nova bancada deve priorizar o crédito rural e a previsibilidade para o financiamento

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A Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA) projeta ampliar de 299 para 330 o número de integrantes na Câmara dos Deputados na legislatura que começa em 2027. A estimativa, apresentada pelo presidente da frente, deputado Pedro Lupion, representa crescimento de 10,4%. A agenda para o novo mandato terá como prioridades ampliar o acesso ao crédito rural e dar previsibilidade ao financiamento da produção.

A composição reúne experiência nas duas Casas. Dos atuais 299 integrantes da FPA na Câmara dos Deputados, 176 foram reeleitos. Outros 17 deputados conquistaram vagas no Senado. Entre os senadores ligados à frente, seis obtiveram novo mandato e um foi eleito deputado federal. A entidade também informa que 17 senadores estão em meio de mandato.

O total de 200 corresponde aos integrantes da atual frente que obtiveram novos mandatos no Congresso. A composição definitiva da FPA na próxima legislatura dependerá também da adesão de outros parlamentares. O balanço eleitoral, portanto, indica a continuidade de sua atuação, sem estabelecer o número final de participantes.

A expectativa para o novo período legislativo é transformar essas propostas em instrumentos que cheguem às propriedades. O avanço dependerá da construção de acordos no Congresso e da articulação com o Executivo, os agentes financeiros e as organizações de produtores.

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Para Isan Rezende (foto), presidente do Instituto do Agronegócio (IA) e da Federação dos Engenheiros Agrônomos de Mato Grosso (Feagro-MT), com a ampliação da força política há uma oportunidade de se construir uma agenda de longo prazo para o campo. “A presença de mais parlamentares que conhecem a produção rural pode ajudar a transformar as necessidades das propriedades em soluções concretas. Esperamos um diálogo aberto, com decisões técnicas e atenção aos produtores de todos os portes”.

“Um crédito que chega no momento certo, acompanhado de seguro e de regras estáveis, dá ao produtor condições para investir. Podemos avançar em armazenagem, irrigação e tecnologia quando existe segurança para planejar. Um Plano Safra com horizonte de vários anos pode contribuir para esse ambiente e melhorar a aplicação dos recursos”, diz Isan.

“Também vejo com otimismo a possibilidade de aproximar o Congresso das cooperativas, das entidades e dos profissionais que acompanham o trabalho nas propriedades. Essa troca permite identificar prioridades e construir soluções viáveis. O objetivo comum deve ser ampliar a produtividade, fortalecer a renda no campo e gerar oportunidades nas regiões produtoras”, concluiu o presidente do IA.

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Para o produtor, a agenda anunciada concentra-se em condições para financiar a safra e preservar a capacidade de investimento. O presidente da FPA, deputado Pedro Lupion, apontou a renegociação de dívidas e os obstáculos à contratação de crédito como temas que permanecerão nas negociações com o próximo governo.

Uma das propostas é dar ao Plano Safra um horizonte de vários anos. O planejamento plurianual permitiria sinalizar recursos e prioridades com antecedência, aproximando a política agrícola do tempo necessário para investir em máquinas, armazenagem e irrigação. A mudança ainda depende de discussão e aprovação; não constitui uma regra já definida para 2027.

Essa orientação também integra as propostas da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), que defende previsibilidade orçamentária, fortalecimento do seguro rural e instrumentos de apoio à saúde financeira do produtor. A entidade propõe ampliar o financiamento privado e melhorar as condições de acesso aos recursos, incluindo garantias e redução da burocracia.

Fonte: Pensar Agro

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