AGRONEGÓCIO

Tensão comercial entre EUA e parceiros internacionais mantém preços do café em queda nas bolsas globais

Publicado em

Os preços do café operavam em queda nas bolsas internacionais na manhã desta segunda-feira (7), refletindo as incertezas geradas pelas medidas tarifárias recíprocas anunciadas recentemente pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. O mercado segue pressionado diante da indefinição sobre os rumos do comércio global.

Segundo análise do Escritório Carvalhaes, o cenário atual indica o início de transformações profundas nas regras do comércio internacional, cujos impactos sobre o setor cafeeiro ainda são incalculáveis. A entidade destaca que as exportações brasileiras de café para os Estados Unidos concentram-se majoritariamente no café verde, que, ao ser industrializado e comercializado no mercado norte-americano, gera milhares de empregos e significativa agregação de valor.

“O cenário é de enormes incertezas e teremos de aguardar o desenvolvimento das negociações e o detalhamento das medidas anunciadas por Trump para começarmos a enxergar o que acontecerá com o comércio mundial”, afirma boletim divulgado pelo escritório.

Por volta das 9h (horário de Brasília), os contratos futuros de café arábica registravam forte recuo na Bolsa de Nova York. O vencimento para maio de 2025 operava com queda de 560 pontos, cotado a 360,10 cents por libra-peso. O contrato de julho caía 550 pontos, negociado a 357,80 cents/lbp, enquanto o de setembro recuava 530 pontos, para 353,85 cents/lbp. Já o vencimento de dezembro apresentava baixa de 465 pontos, a 348,10 cents/lbp.

Leia Também:  Queda nos preços dos grãos impacta movimentação no Terminal de Grãos do Maranhão

Na Bolsa de Londres, o café robusta também operava com perdas expressivas. O contrato para maio de 2025 registrava queda de US$ 161, cotado a US$ 4.951 por tonelada. O vencimento de julho recuava US$ 164, a US$ 4.964 por tonelada; o de setembro caía US$ 150, para US$ 4.932 por tonelada; e o de novembro cedia US$ 159, negociado a US$ 4.837 por tonelada.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

COMENTE ABAIXO:
Advertisement

AGRONEGÓCIO

Proteína da soja ganha valor no mercado e reforça importância da qualidade na armazenagem de grãos no Brasil

Published

on

A soja começa a deixar de ser avaliada apenas pelo volume produzido e passa a ganhar atenção crescente por seus atributos de qualidade, como teor de proteína, óleo e aminoácidos. Esse movimento, já consolidado em mercados como Estados Unidos e Canadá, começa a avançar gradualmente no Brasil e pode alterar a forma como o grão é valorizado na cadeia produtiva.

A tendência reforça a importância da pós-colheita e da armazenagem adequada como fatores determinantes para a manutenção do valor industrial da soja, especialmente no segmento de nutrição animal.

Qualidade da soja ganha peso na indústria e pode influenciar remuneração do produtor

Pesquisas conduzidas por José Marcos Gontijo Mandarino, pesquisador da Embrapa Soja, indicam que atributos como proteína e óleo impactam diretamente o rendimento industrial do farelo de soja, um dos principais insumos utilizados na nutrição animal.

A Embrapa Suínos e Aves destaca que o farelo de soja pode representar entre 65% e 70% da proteína utilizada em formulações para aves e suínos, evidenciando sua relevância estratégica na cadeia de proteína animal.

Em países como Estados Unidos e Canadá, produtores já recebem bonificações por soja com maior teor de proteína, com variações que podem chegar a 15% conforme contratos específicos. No Brasil, esse modelo ainda não está consolidado, mas especialistas indicam tendência de valorização progressiva da qualidade do grão.

Leia Também:  Cartilha Orienta Produtores sobre Pagamento de Salários na Colheita de Café
Armazenagem adequada passa a ser fator estratégico na rentabilidade

Para o setor, a mudança de percepção sobre a soja também amplia o papel da armazenagem como etapa decisiva na preservação de atributos de qualidade.

Segundo o CEO da Provent Brasil, Elton Stadler, a armazenagem deixa de ser apenas uma etapa de conservação de volume e passa a ter impacto direto na estratégia econômica do produtor.

Ele destaca que, à medida que o mercado passa a considerar atributos como proteína e aminoácidos na formação de preços, a manutenção da qualidade do grão se torna um diferencial competitivo.

Estudo aponta perdas de qualidade em armazenamento inadequado

Um estudo da Faculdade de Agronomia da Universidade Federal de Pelotas mostrou que silos sem controle adequado de ambiente podem gerar perdas significativas após seis meses de armazenagem.

Os principais impactos observados foram:

  • Aumento de 58,4% nos grãos ardidos
  • Crescimento de 14,5% nos grãos fermentados
  • Redução do teor de proteína
  • Maior perda de massa dos grãos

Os resultados reforçam a importância do controle de temperatura, umidade e ventilação na preservação da qualidade da soja armazenada.

Leia Também:  China reabre mercado para carne de frango do Rio Grande do Sul após suspensão sanitária
Tecnologia de exaustão ganha espaço em unidades armazenadoras

Nesse cenário, sistemas de exaustão contínua, como o Cycloar, têm sido adotados em unidades armazenadoras há mais de três décadas.

A tecnologia atua na redução do calor interno, da condensação e do excesso de umidade nos silos, fatores diretamente associados à deterioração da qualidade dos grãos ao longo do tempo.

Mudança de mercado pode impactar renda do produtor rural

A tendência de valorização de atributos intrínsecos da soja, como teor de proteína e qualidade do farelo, pode alterar gradualmente a dinâmica de remuneração no campo.

Especialistas apontam que produtores que investirem em boas práticas de pós-colheita e armazenagem tendem a estar mais bem posicionados em um cenário de maior exigência da indústria.

Segundo o setor, a preservação da qualidade após a colheita pode se tornar tão relevante quanto a produtividade na definição do resultado econômico da safra.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

COMENTE ABAIXO:
Continuar lendo

CUIABÁ

MATO GROSSO

POLÍCIA

FAMOSOS

ESPORTES

MAIS LIDAS DA SEMANA