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China reabre mercado para carne de frango do Rio Grande do Sul após suspensão sanitária

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China autoriza novamente importações de frango do Rio Grande do Sul

A China voltou a liberar as importações de carne de frango produzida no Rio Grande do Sul, após uma suspensão temporária imposta em julho de 2024 devido à detecção da Doença de Newcastle.

A decisão foi oficializada pela Administração Geral das Alfândegas da China (GACC) e comunicada pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) nesta semana.

A retomada das compras pelo gigante asiático foi recebida com otimismo pela Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), que destacou o papel estratégico da China nas exportações brasileiras de carne de frango.

Embargo foi motivado por medidas preventivas sanitárias

A suspensão anterior afetava exclusivamente as exportações a partir do Rio Grande do Sul, um dos principais polos produtores e exportadores de carne de frango do país.

De acordo com o Mapa, a liberação das plantas gaúchas foi possível após uma avaliação de risco sanitário detalhada, conduzida pelas autoridades chinesas, que consideraram erradicado o foco da doença identificado no segundo semestre de 2024.

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O processo de reabilitação seguiu os protocolos internacionais de saúde animal e se baseou em documentação técnica enviada pelo Brasil à GACC, comprovando a eficiência das medidas de controle adotadas no estado.

Confiança internacional no sistema sanitário brasileiro

Para a ABPA, a decisão chinesa reforça o reconhecimento internacional da robustez e transparência do sistema de defesa agropecuária brasileiro.

“A reabertura do mercado chinês demonstra confiança nas ações do Brasil e no rigor de seu controle sanitário”, destacou a entidade.

A ABPA também ressaltou que o episódio reafirma a capacidade de resposta rápida das autoridades nacionais diante de incidentes sanitários, o que mantém o país como fornecedor confiável e previsível no comércio global de proteínas.

Atuação coordenada entre governo e setor produtivo

A retomada das exportações foi resultado de uma articulação diplomática e técnica conjunta, envolvendo o Ministério da Agricultura, os adidos agrícolas brasileiros e a Embaixada do Brasil em Pequim.

A entidade destacou ainda a atuação do ministro Carlos Fávaro e dos secretários Luís Rua (Comércio e Relações Internacionais) e Carlos Goulart (Defesa Agropecuária), cujas ações foram decisivas para a negociação com as autoridades chinesas.

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Efeitos positivos para o agronegócio brasileiro

Com a reabertura, o Brasil restabelece os fluxos comerciais com um de seus maiores compradores de carne de frango, o que contribui para:

  • Estabilizar os embarques nacionais;
  • Fortalecer o equilíbrio de preços internos;
  • Ampliar a competitividade do setor de proteínas no mercado global.

O retorno do Rio Grande do Sul ao comércio com a China deve impulsionar as exportações nos primeiros meses de 2026, reforçando a liderança brasileira como maior exportador mundial de carne de frango.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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AGRONEGÓCIO

Crédito privado do agro supera R$ 1,34 trilhão e CPR lidera financiamento

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O estoque dos principais instrumentos privados de financiamento do agronegócio superou R$ 1,34 trilhão em julho, primeiro mês da safra 2026/27. O resultado mostra o aumento da participação do mercado de capitais no custeio da produção, na comercialização antecipada da safra e no financiamento de empresas ligadas às cadeias agroindustriais.

Os dados foram divulgados pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) e abrangem as Cédulas de Produto Rural (CPR), as Letras de Crédito do Agronegócio (LCA), os Certificados de Recebíveis do Agronegócio (CRA) e os Certificados de Direitos Creditórios do Agronegócio (CDCA).

A CPR manteve a liderança entre os instrumentos analisados, com estoque de R$ 580,78 bilhões. O volume estava distribuído em 372 mil títulos, com valor médio de R$ 1,56 milhão por cédula.

Somente em julho foram emitidos R$ 37,53 bilhões em novas CPR. Esse é o dado que melhor indica o ingresso de operações no primeiro mês da nova temporada. O estoque total também inclui títulos emitidos anteriormente que ainda não foram liquidados.

A CPR permite ao produtor ou à cooperativa antecipar recursos para financiar a atividade. Na modalidade física, o compromisso pode ser liquidado com a entrega futura do produto agropecuário. Na CPR financeira, a quitação ocorre em dinheiro. O instrumento também é usado como garantia em operações para a compra de sementes, fertilizantes, defensivos e outros insumos.

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O avanço das CPR amplia as alternativas ao crédito rural bancário, especialmente em períodos de juros elevados ou de maior restrição nas linhas oficiais. Ao mesmo tempo, exige atenção às condições estabelecidas no contrato, como taxa de juros, forma de liquidação, garantias, vencimento e consequências em caso de frustração da safra.

As Letras de Crédito do Agronegócio apresentaram o segundo maior estoque, com R$ 560,37 bilhões. As LCA são emitidas por instituições financeiras para captar dinheiro de investidores e financiar operações relacionadas ao setor.

Pelas regras atuais do Manual de Crédito Rural, pelo menos 60% do estoque das LCA deve ser reaplicado no financiamento da atividade agropecuária. Isso representa aproximadamente R$ 336,22 bilhões.

Dentro desse volume, ao menos 45% devem ser destinados ao crédito rural oficial, o equivalente a R$ 151,30 bilhões. Os valores incluem tanto operações da safra 2026/27 quanto contratos de temporadas anteriores que continuam em aberto.

Isso significa que o estoque divulgado não corresponde integralmente a recursos novos disponíveis para contratação imediata. Parte representa financiamentos já concedidos e títulos que ainda não chegaram ao vencimento.

Os Certificados de Recebíveis do Agronegócio somaram R$ 174,20 bilhões em julho. O CRA permite transformar créditos originados em negócios do setor em títulos negociados com investidores, aproximando empresas e cadeias produtivas do mercado de capitais.

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Já os Certificados de Direitos Creditórios do Agronegócio alcançaram estoque de R$ 30,21 bilhões. O CDCA é emitido por cooperativas e empresas que atuam na comercialização, no beneficiamento ou na industrialização de produtos agropecuários e tem como lastro direitos de crédito ligados ao setor.

Fora da soma de R$ 1,34 trilhão, os Fundos de Investimento nas Cadeias Produtivas Agroindustriais (Fiagro) também avançaram como fonte privada de recursos. Os dados mais recentes, referentes a junho, mostram patrimônio líquido de R$ 64,13 bilhões distribuído entre 285 fundos.

Os Fiagro podem investir em imóveis rurais, participações em empresas, direitos creditórios e outros ativos ligados ao agronegócio. Para o setor produtivo, funcionam como uma ponte entre investidores e projetos de produção, armazenagem, logística, agroindústria e aquisição de ativos.

O crescimento desses instrumentos reforça a diversificação do financiamento rural, historicamente concentrado nos bancos e nos recursos do Plano Safra. Para o produtor, porém, maior oferta de alternativas não elimina a necessidade de comparar custos, garantias e riscos. O volume disponível no mercado é elevado, mas o acesso e as condições de pagamento variam conforme a atividade, o porte da operação e a capacidade financeira de cada tomador.

Fonte: Pensar Agro

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