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Tendências do açúcar e do etanol: Análise de março de 2024 pela Consultoria Agro Itaú BBA

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Os preços do açúcar e do etanol estão enfrentando um período de enfraquecimento, influenciados pelo bom desenvolvimento das lavouras de cana na Índia, especialmente nas regiões de Maharashtra e Uttar Pradesh. No Brasil, a safra de cana-de-açúcar do Centro-Sul se aproxima do fim, enquanto algumas usinas iniciam suas operações, prevendo-se menor produtividade.

Cenário Internacional

Em Nova York, o preço médio de março na tela de maio/24 fechou em cUSD 21,60/lp, apresentando uma redução de 7,5% em comparação ao mês anterior. Na região Centro-Sul do Brasil, a safra 2023/24 está se encerrando, com algumas usinas iniciando a moagem já em fevereiro. Estima-se que mais unidades comecem a colheita até o final de março, dependendo das condições climáticas.

Na Índia, a Associação das Usinas de Açúcar (ISMA) divulgou que a produção de açúcar até a primeira quinzena de março atingiu 28 milhões de toneladas, apenas 0,6% menor que na safra anterior. A colheita indiana está se aproximando do fim, com menos unidades produtoras em atividade em comparação com o mesmo período do ano passado.

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Projeções para a Safra 2024/25

A região Centro-Sul do Brasil está prevista para ter uma redução na produtividade da cana na safra 2024/25, devido ao clima mais seco e quente observado entre o final de 2023 e o início de 2024. A safra indiana, por sua vez, pode apresentar um aumento na produção de açúcar, o que pode afetar os preços globais.

Etanol: Mercado e Perspectivas

Os preços médios do etanol em março registraram uma queda em relação a fevereiro, mas mostraram uma recuperação na segunda metade do mês, impulsionados pela demanda contínua pelo biocombustível. Em Paulínia, o preço médio do hidratado ficou em R$ 2,21/l, sem impostos, com uma redução de 1,5% em relação a fevereiro.

A demanda pelo hidratado continua robusta, com um aumento significativo em janeiro, segundo a ANP. A produção total de etanol até a segunda quinzena de fevereiro aumentou em relação à safra anterior, impulsionada por um crescimento tanto no hidratado quanto no anidro.

A forte demanda pelo etanol é reflexo das paridades competitivas nos postos de combustível, com os preços abaixo de 70% em 13 estados brasileiros. A expectativa é que a demanda se mantenha forte com o início da nova safra de cana-de-açúcar.

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Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Abelhas elevam produtividade da soja em até 18%

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A presença de abelhas nas proximidades das lavouras pode aumentar, em média, 13% a produtividade da soja, segundo estudos da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa). Em alguns experimentos, o ganho chegou a 18%, resultado obtido sem ampliação da área plantada.

Embora a soja seja considerada uma planta capaz de se autopolinizar, as visitas das abelhas às flores melhoram o processo de fecundação. Os efeitos podem aparecer no aumento do número de grãos por vagem, na redução de vagens vazias e, ao final do ciclo, na quantidade colhida por hectare.

Os percentuais não representam uma garantia automática para todas as propriedades. O resultado depende da cultivar, das condições climáticas, da população de polinizadores, da paisagem ao redor da lavoura e das práticas adotadas durante o florescimento. Ainda assim, as pesquisas mostram que a polinização deve ser considerada parte do sistema produtivo, e não apenas um benefício ambiental.

A contribuição econômica das abelhas vai muito além da produção de mel. Um estudo citado pela Embrapa estimou em aproximadamente R$ 43 bilhões o valor anual do serviço de polinização para a produção brasileira de alimentos, com base nos dados agrícolas de 2018.

Entre 141 espécies cultivadas no Brasil para alimentação humana, produção animal, fibras e biocombustíveis, cerca de 85 dependem, em algum grau, da polinização realizada por animais. As abelhas são os principais agentes desse processo. Café, laranja, maçã, melão, maracujá, castanha-do-brasil, canola e algodão estão entre as culturas beneficiadas.

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A dimensão desse serviço também começou a ser mais bem compreendida nas áreas de soja. Pesquisa divulgada pela Embrapa em 2026 identificou 53 espécies de abelhas em lavouras e fragmentos de vegetação nativa no sudoeste de Goiás. Desse total, 27 eram novos registros de espécies associadas à cultura na região.

O levantamento mostra que a soja não recebe apenas a visita da abelha-africanizada, normalmente utilizada na produção comercial de mel. Diferentes espécies nativas também percorrem as flores e participam da polinização. Essa diversidade reduz a dependência de um único polinizador e aumenta a capacidade de o ambiente responder a mudanças de temperatura, umidade e disponibilidade de alimento.

A manutenção de vegetação nativa próxima às áreas produtivas tem papel importante nesse processo. Matas, reservas legais, áreas de preservação permanente, corredores de vegetação e faixas com plantas floridas oferecem abrigo e alimento às abelhas antes e depois da florada da cultura comercial.

Para o produtor, essas áreas podem funcionar como infraestrutura biológica da propriedade. A contribuição será maior quando houver conexão entre os ambientes naturais e a lavoura, permitindo que os insetos encontrem locais para nidificação, água e fontes de néctar e pólen durante diferentes períodos do ano.

A integração também pode abrir uma fonte complementar de renda. Dados da Embrapa indicam que apicultores com bom manejo e colmeias instaladas próximas às lavouras podem obter até 50 quilos de mel por colmeia durante a florada da soja. Ao mesmo tempo que as abelhas encontram alimento, o produtor de grãos recebe o serviço de polinização.

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A convivência, entretanto, exige planejamento. A localização dos apiários precisa ser conhecida, e agricultores, responsáveis técnicos e apicultores devem manter comunicação sobre o calendário da lavoura e as aplicações de defensivos.

O manejo integrado de pragas ajuda a evitar pulverizações desnecessárias. Quando o controle químico for indispensável, devem ser respeitados o registro do produto, as orientações da bula, as condições meteorológicas e as técnicas destinadas a reduzir deriva. Sempre que tecnicamente possível, a aplicação deve considerar os horários de menor atividade das abelhas.

O vento, a temperatura e a umidade interferem diretamente na dispersão da calda. Uma pulverização feita em condições inadequadas pode atingir flores, vegetação próxima e fontes de água frequentadas pelos insetos, mesmo quando as colmeias estão fora da área cultivada. Por isso, regulagem do equipamento, escolha correta das pontas e acompanhamento das condições ambientais são medidas decisivas.

Também cabe ao apicultor manter as colmeias identificadas, bem manejadas e instaladas em locais adequados. A comunicação antecipada permite avaliar medidas de proteção sem comprometer as necessidades fitossanitárias da lavoura.

A preservação das abelhas não deve ser tratada como uma obrigação separada da produção. Os estudos mostram que esses insetos participam da formação da safra e podem melhorar o aproveitamento da área já cultivada. Para o produtor, proteger os polinizadores significa conservar um serviço natural capaz de elevar a produtividade, diversificar a renda e fortalecer a estabilidade do sistema agrícola.

Fonte: Pensar Agro

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