AGRONEGÓCIO

Tecnologias de gestão impulsionam o agronegócio em 2024

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O país tem batido recordes sucessivos de produção e exportação em diversos segmentos do agronegócio. De acordo com a Secretaria de Comércio e Relações Internacionais do Ministério da Agricultura e Pecuária (SCRI/Mapa), entre janeiro e setembro de 2023, as vendas externas do agronegócio brasileiro somaram US$ 126,22 bilhões, um recorde histórico que representa crescimento de 3,6% na comparação com o mesmo período em 2022 (US$ 121,87 bilhões).

Mas esse sucesso no campo não se deve apenas à maior oferta de crédito aos produtores rurais ou aumento das áreas cultivadas e pastagens. O principal diferencial do Brasil em relação a outros países está no investimento em tecnologia de ponta e ferramentas avançadas de gestão, como o Enterprise Resource Planning (ERP). Esses sistemas têm papel crucial no agronegócio nacional, ajudando a integrar e gerenciar diversas operações dentro do setor. Com o avanço da transformação digital no campo, essa será uma tendência que deve se manter em forte crescimento em 2024.

Os ERPs, aliados às tecnologias de Big Data e analytics, seguirão crescendo no próximo ano. Eles apóiam os gestores na coordenação de todos os aspectos das operações agrícolas, desde o plantio até a colheita e distribuição. Essa tecnologia permite um planejamento mais preciso das safras, com previsões baseadas em dados históricos, condições climáticas, análise de solo, demanda de mercado, entre outros fatores. Eles otimizam a gestão de recursos, como estoques de insumos, equipamentos, mão de obra e terras, garantindo eficiência e redução de desperdícios. Isso permite ao produtor se preparar de forma mais assertiva e produzir com mais eficiência, ajudando a coordenar todos os aspectos das operações agrícolas. Já na pecuária é possível acompanhar outros aspectos do negócio como, por exemplo, alimentação do rebanho, reprodução, vacinação, corte e distribuição.

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Outra vantagem da adoção de um sistema de ERP é conseguir monitorar os custos operacionais, receitas, fluxo de caixa e contabilidade, fornecendo os insights necessários para tomada de decisões financeiras com base em dados mais precisos.

No âmbito de estoque e logística, um ERP permite o acompanhamento detalhado dos estoques de produtos, insumos e equipamentos, facilitando a gestão de inventário e a logística para distribuição. A mesma tecnologia pode ser utilizada para ajudar na rastreabilidade dos produtos desde o campo até o consumidor final, garantindo conformidade com regulamentações e padrões de qualidade.

Ao integrar diferentes áreas da empresa, como produção, vendas, finanças e recursos humanos, os ERPs melhoram a comunicação interna e a eficiência operacional oferecendo uma visão de 360° da operação. Esses sistemas coletam e analisam dados de várias fontes, proporcionando insights valiosos para otimizar processos e tomar decisões estratégicas com base em dados.

Por Herlon Acosta, Diretor de Contas da Ninecon

Fonte: New Divide Comunicação

Fonte: Portal do Agronegócio

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AGRONEGÓCIO

Milho brasileiro bate recorde histórico e ultrapassa 369 sacas por hectare em concurso nacional de produtividade

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Milho no Brasil atinge novo patamar produtivo com avanço tecnológico

A cultura do milho no Brasil alcançou um novo patamar de produtividade na safra atual, conforme os resultados do Concurso Getap Verão 2026, que evidenciam a consolidação do uso de tecnologia, manejo avançado e gestão eficiente no campo.

O levantamento reuniu produtores de diversas regiões do país e registrou produtividades recordes, reforçando o potencial do milho brasileiro em diferentes condições climáticas e sistemas de produção.

Segundo o coordenador técnico do Grupo Tático de Produtividade do Milho (Getap), Gustavo Capanema, os resultados refletem a evolução contínua do setor.

“Cada ano traz um desafio diferente, seja clima ou pressão de pragas, mas o produtor mostra capacidade de adaptação e evolução constante”, destacou.

Norte e Centro-Oeste registram altas produtividades no milho sequeiro

Na Região Norte, a Bahia voltou a se destacar com resultados expressivos no milho sequeiro. O maior desempenho foi de Marcelino Flores de Oliveira, de Formosa do Rio Preto (BA), com 315,37 sacas por hectare.

Outros produtores também apresentaram números elevados, com produtividades acima de 250 sc/ha, reforçando a força da região na produção do cereal.

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Já na Região Oeste, o destaque ficou com Thomas David Peixoto, de Costa Rica (MS), que atingiu 208,28 sc/ha no sistema sequeiro.

Minas Gerais se consolida no milho irrigado e sequeiro no Centro do país

Na Região Centro, Minas Gerais manteve forte presença entre os melhores resultados do país.

No sistema irrigado, a liderança foi da Fazenda Nacional AgroFarm, em São Gonçalo do Sapucaí (MG), com 289,55 sc/ha, seguida por produtores que também ultrapassaram a marca de 280 sc/ha.

No sistema sequeiro, o destaque foi Marcelo Sanfelice, de Ibiá (MG), com 307,71 sc/ha, acompanhado por outros produtores mineiros com desempenhos próximos ou superiores a 280 sc/ha.

O desempenho reforça a importância da regionalização e do uso de tecnologia para elevar a produtividade em diferentes ambientes agrícolas.

Sul do Brasil lidera recordes e alcança maior produtividade do país

Os maiores resultados do concurso vieram da Região Sul, que novamente se destacou como referência nacional em produtividade de milho.

Na categoria irrigado, a Agrícola Binsfeld, de Palmeira das Missões (RS), atingiu 359,61 sc/ha, enquanto outros produtores da região também superaram a marca de 330 sc/ha.

No sistema sequeiro, o maior resultado do Brasil foi registrado por Eduardo Pletz, de Guarapuava (PR), com impressionantes 369,92 sacas por hectare, liderando o ranking nacional.

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Outros produtores do Paraná e Santa Catarina também figuraram entre os melhores desempenhos, com resultados acima de 350 sc/ha.

Tecnologia e gestão impulsionam evolução do milho brasileiro

De acordo com o coordenador do Getap, os resultados refletem a disseminação de conhecimento técnico e o avanço das tecnologias agrícolas no país.

A combinação entre genética, manejo de solo, nutrição e inovação tem permitido ao produtor rural atingir patamares cada vez mais elevados de produtividade, mesmo diante de desafios climáticos e fitossanitários.

Perspectiva: milho brasileiro mantém trajetória de alta produtividade

Os dados do Getap Verão 2026 indicam que o milho brasileiro segue em trajetória de crescimento produtivo, com médias elevadas em todas as regiões e recordes históricos em diversas propriedades.

A tendência, segundo especialistas do setor, é de continuidade na evolução tecnológica, com maior eficiência no uso de insumos e expansão do acesso a práticas de alta produtividade no campo.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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