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Tecnologia Inovadora Monitora Comportamento de Bovinos e Revoluciona a Pecuária Brasileira

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A pecuária brasileira enfrenta o desafio de aumentar a produção de carne e leite por hectare, sem expandir a área dedicada ao gado e respeitando o meio ambiente. Segundo a FAO, agência da Organização das Nações Unidas para a Alimentação, a oferta de alimentos de origem animal deve dobrar até 2050, sendo que 70% desse crescimento virá da eficiência produtiva. Essa evolução se dá não apenas em genética, nutrição e sanidade, mas também na adoção de práticas de manejo. “Estamos falando da pecuária de precisão como uma aliada no aumento da produção”, destaca Vanessa Amorim, analista de mercado agro da Belgo Arames. “A boa notícia é que já dispomos de tecnologias que podem impulsionar essa transformação”, complementa.

A agtech Instabov foi criada com o propósito de aumentar a produtividade na pecuária por meio do monitoramento e geolocalização do rebanho.

“A Instabov monitora os animais em tempo integral, permitindo que os pecuaristas tomem decisões mais rápidas e assertivas. Os dados coletados identificam, rastreiam e medem indicadores produtivos, comportamentais e fisiológicos do rebanho, como número de passos, zonas de calor, atividade e movimentação dos animais”, informa Vanessa Amorim.

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O sistema Instabov é composto por dois dispositivos: uma coleira instalada nos animais, que emite os dados coletados, e uma antena que capta o sinal em um raio de até 10 quilômetros. As informações são registradas a cada dez minutos, e os colares possuem uma bateria com durabilidade de cinco anos.

Essa tecnologia já está contribuindo para o monitoramento do comportamento de bovinos em propriedades rurais em todas as regiões do Brasil e, até o final de 2026, pretende expandir sua atuação para países vizinhos, como Bolívia, Paraguai, Argentina e Uruguai.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Etanol de cana pode reduzir emissões em até 19% até 2030 e fortalecer transição energética no Brasil

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O avanço da produção de etanol de cana-de-açúcar no Brasil pode reduzir em até 19% as emissões de gases de efeito estufa até 2030, além de fortalecer a segurança energética, estimular o crescimento econômico e ampliar a segurança alimentar. A conclusão faz parte de um estudo da Agroicone, obtido com exclusividade pela CNN, que analisa os impactos da expansão dos biocombustíveis no país.

A pesquisa avaliou de forma integrada os efeitos da indústria sucroenergética sobre agricultura, energia, uso da terra, renda, consumo e comércio internacional. O levantamento reforça que a ampliação da produção de biocombustíveis não compete com a produção de alimentos e pode gerar impactos positivos tanto no campo econômico quanto ambiental.

Segundo o estudo, a substituição gradual de combustíveis fósseis pelo etanol de cana será decisiva para que o Brasil avance nas metas de descarbonização e na consolidação da transição energética.

Expansão do etanol pode impulsionar PIB, renda e consumo

A análise da Agroicone destaca que o crescimento do setor sucroenergético contribui diretamente para a geração de empregos, aumento da renda e fortalecimento do consumo interno.

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De acordo com a pesquisadora Luciane Chiodi Bachion, os cenários de mitigação climática avaliados no estudo apontam impactos positivos sobre a economia e o acesso à alimentação.

“Os resultados indicam tendência de aumento de até 6% no consumo de alimentos e crescimento de 2% a 3,5% no PIB per capita até 2030”, afirma a pesquisadora.

O estudo defende que a segurança alimentar deve ser analisada não apenas sob a ótica dos preços, mas também considerando renda, acesso aos alimentos e desenvolvimento socioeconômico.

Outro ponto destacado é que a expansão da cana-de-açúcar ocorre, em grande parte, sobre áreas degradadas, reduzindo a pressão sobre novas áreas agrícolas e minimizando a competição com outras culturas alimentares.

Biocombustíveis ganham força na agenda climática

Além dos ganhos econômicos, a pesquisa aponta que o etanol de cana desempenha papel estratégico na redução das emissões de carbono e no cumprimento dos compromissos climáticos assumidos pelo Brasil.

Segundo Sofia Arantes, pesquisadora da Agroicone, cenários mais ambiciosos de descarbonização podem ampliar significativamente os ganhos ambientais do setor.

“Em cenários de maior participação da bioenergia, a substituição de combustíveis fósseis por etanol pode levar a reduções de emissões em aproximadamente 19% até 2030”, destaca.

A pesquisa ressalta ainda que o setor sucroenergético brasileiro apresenta elevada eficiência energética, circularidade no sistema produtivo e autossuficiência energética na cadeia industrial, fatores que fortalecem sua importância na matriz energética nacional.

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Cana-de-açúcar avança como peça-chave da transição energética

O estudo conclui que a expansão do etanol de cana-de-açúcar representa uma solução estratégica para o Brasil ao unir segurança energética, desenvolvimento socioeconômico e mitigação das mudanças climáticas.

Com a crescente demanda global por combustíveis renováveis e pela redução das emissões de carbono, o setor sucroenergético brasileiro ganha protagonismo como uma das principais alternativas sustentáveis para a transição energética mundial.

A análise também reforça que não há conflito entre produção de alimentos e biocombustíveis, contrariando uma das principais críticas historicamente associadas à expansão da cana-de-açúcar.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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