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TCP e Brado anunciam ampliação da ferrovia em Paranaguá para aumentar capacidade logística

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A TCP, administradora do Terminal de Contêineres de Paranaguá, em parceria com a Brado Logística, anunciou a expansão da infraestrutura ferroviária no pátio do terminal, único do Sul do Brasil com conexão direta entre sua área de operações e um ramal ferroviário. A iniciativa inclui a construção de uma terceira linha de trilhos e uma área de manobras, totalizando 757 metros adicionais de ferrovia, dedicados exclusivamente às operações da Brado. A expectativa é aumentar em cerca de 20% a capacidade do modal.

Maior eficiência e aumento da capacidade ferroviária

Com a expansão, a movimentação anual de contêineres cheios via ferrovia deve subir de 55 mil para 66 mil unidades a partir de 2027. Atualmente, a TCP opera com duas linhas, permitindo a operação de carga e descarga de 41 contêineres por vez. Com a nova linha e área de manobras, dois trens poderão operar simultaneamente, enquanto um terceiro realiza a saída, dobrando o volume recebido por encoste para até 82 contêineres.

Em 2024, cerca de 52 mil contêineres — 17% do total exportado pelo terminal — foram transportados pela Brado, com forte participação em cargas refrigeradas (reefer), principalmente proteínas animais oriundas de Cascavel e Cambé (PR). O transporte ferroviário também atende exportações de papel e celulose de Ortigueira (PR).

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Ferrovia como solução estratégica para o agronegócio

Segundo Giovanni Guidolim, gerente comercial e de logística da TCP, o modal ferroviário oferece previsibilidade, confiabilidade e custos competitivos, sendo essencial para cadeias exportadoras de carnes congeladas e papel. “A conexão direta do terminal com o ramal ferroviário reduz etapas logísticas, aumenta eficiência e fortalece o serviço para exportadores”, explica.

Vinicius Cordeiro, gerente executivo da Brado, destaca que a ampliação fortalece a participação da ferrovia na matriz logística dos clientes, garantindo maior eficiência, menor impacto ambiental e capacidade de diversificação de produtos e parceiros.

O executivo ressalta ainda a relevância para o setor agroindustrial: “O Paraná lidera a produção nacional de frango e ocupa a vice-liderança em suínos, exigindo soluções logísticas eficientes. O frango representa 24% do transporte realizado pela Brado, e a expansão da ferrovia permite atender a esse volume crescente.”

Investimentos em infraestrutura e sustentabilidade

A ampliação faz parte de um plano de investimentos de R$ 500 milhões realizado pela TCP nos últimos cinco anos, que incluiu:

  • Instalação de três guindastes RTG eletrificados, reduzindo emissões em 771 toneladas de CO₂/ano
  • Mobilização de novos Terminal Tractors (TTs) para otimizar a operação
  • Readequação do gate do terminal para acesso à terceira linha
  • Inauguração em 2023 de subestação de energia de 13,8 kV, atendendo à eletrificação e ao maior pátio de contêineres refrigerados da América do Sul (5.268 tomadas)
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A Brado, por sua vez, investiu na instalação de novos trilhos e três aparelhos de movimentação de via (AMVs), além de placas de apoio, chumbadores, soldas e grampos, garantindo manobras mais eficientes e seguras.

Washington Renan Bohnn, gerente de operações logísticas da TCP, reforça que os investimentos preparam o terminal para crescimento sustentável, aumentando eficiência, integração modal e competitividade para clientes do comércio exterior brasileiro.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Mercado de café na Ásia enfrenta escassez de oferta e preocupa traders com riscos climáticos do El Niño

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O mercado de café no Sudeste Asiático segue operando com oferta restrita e baixa liquidez nas últimas semanas, em um cenário marcado pela retenção de vendas no Vietnã, atrasos na colheita da Indonésia e crescente preocupação com os impactos climáticos associados ao possível retorno do fenôeno El Niño. A avaliação é da Hedgepoint Global Markets, que monitora o comportamento do mercado global da commodity.

Segundo a análise, o Vietnã — maior produtor mundial de café robusta — registrou forte desempenho nas exportações até abril da safra 2025/26, embarcando 18,6 milhões de sacas, volume 23,9% superior ao observado no mesmo período do ciclo anterior.

Vietnã reduz disponibilidade de café após vendas aceleradas

De acordo com a Hedgepoint Global Markets, os produtores vietnamitas aproveitaram os preços elevados, a maior oferta da safra e a menor presença do Brasil nas exportações nos últimos meses para intensificar as vendas no início da temporada.

Com grande parte da produção já comercializada e o país entrando no período de entressafra, os produtores passaram a reduzir o ritmo de novos negócios, diminuindo a disponibilidade de café no mercado internacional.

Esse movimento levou compradores a buscar alternativas na Indonésia. No entanto, o país também enfrenta dificuldades de oferta.

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Chuvas atrasam colheita de café na Indonésia

As chuvas intensas registradas nas últimas semanas provocaram atrasos no início da colheita da safra 2026/27 da Indonésia, reduzindo a disponibilidade imediata do produto e limitando os volumes exportados.

“A safra 26/27 da Indonésia tinha previsão de começar em abril, com volumes maiores chegando ao mercado a partir de maio. No entanto, chuvas intensas ao longo do mês passado atrasaram o início da colheita, limitando a disponibilidade de café”, afirma Laleska Moda, analista de Inteligência de Mercado da Hedgepoint Global Markets.

Oferta restrita sustenta preços do café robusta

O cenário de menor disponibilidade na Ásia também tem sustentado os preços internacionais do café robusta, principalmente porque a entrada da safra brasileira 2026/27 ainda ocorre de forma lenta, apesar da expectativa de produção recorde.

Outro fator que contribui para o suporte das cotações é o fortalecimento do real frente ao dólar, condição que reduz o interesse de produtores brasileiros em acelerar vendas no curto prazo.

El Niño amplia preocupações para próximas safras

Além das restrições imediatas de oferta, o clima segue no radar do mercado cafeeiro global. No Vietnã, abril registrou chuvas abaixo da média após um março mais úmido, aumentando as preocupações sobre a floração e o desenvolvimento das lavouras.

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As atenções do mercado se concentram na possibilidade de formação de um novo episódio de El Niño ao longo do segundo trimestre, fenômeno que pode afetar a disponibilidade hídrica nas regiões produtoras.

“Até o momento, nenhum impacto negativo foi relatado, e chuvas adicionais são esperadas nos próximos dias, o que deve proporcionar algum alívio aos agricultores”, destaca Laleska Moda.

Segundo a analista, os maiores riscos climáticos ainda estão concentrados nas próximas temporadas.

“Os principais riscos são vistos atualmente para a safra 27/28, já que o El Niño poderia restringir a disponibilidade de água para irrigação e atrasar a floração do café”, afirma.

Mercado segue atento à oferta global de café

Com estoques reduzidos no Vietnã, atraso da colheita na Indonésia e incertezas climáticas para os próximos ciclos, o mercado internacional de café segue monitorando de perto a evolução da oferta asiática.

A combinação entre menor disponibilidade imediata e riscos climáticos futuros mantém o setor em alerta e reforça a volatilidade nas cotações globais do café robusta.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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