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Surto de pragas no Cerrado pressiona produtores de soja e milho a adotarem estratégias eficazes

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Aumento de pragas no Cerrado preocupa agricultores

O Cerrado brasileiro enfrenta surtos de pragas mais intensos do que em anos anteriores, segundo alerta da Embrapa. Esse avanço descontrolado dos insetos representa uma ameaça significativa à produção de soja e milho, com risco de prejuízos expressivos para a safra atual. O cenário é agravado por fatores climáticos, ambientais e falhas no manejo.

Clima favorece proliferação de pragas

A combinação de temperaturas elevadas, chuvas intensas no início da safra e curtos períodos de estiagem cria um ambiente ideal para a multiplicação das pragas nas lavouras. Por isso, a identificação rápida e precisa das espécies invasoras é fundamental, já que cada praga requer uma estratégia de controle específica. Além disso, a resistência de algumas espécies a defensivos usados rotineiramente dificulta o manejo, exigindo a rotação de produtos e modos de ação.

Manejo Integrado de Pragas como estratégia eficaz

Luiz Carlos Marcandalli, gerente de marketing nacional da Rainbow Agro — a 10ª maior empresa mundial de defensivos agrícolas — destaca o Manejo Integrado de Pragas (MIP) como uma das melhores práticas para reduzir danos. “O sucesso do MIP depende do monitoramento constante das lavouras para identificar o momento ideal de intervenção. A rotação de culturas também é importante, pois dificulta o ciclo de vida das pragas e ajuda a reduzir surtos”, explica.

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Práticas agrícolas combinadas garantem sustentabilidade

Além do MIP, a adoção de práticas diversas contribui para a sustentabilidade do cultivo, mantendo a eficácia dos defensivos e preservando a produtividade das plantações. O manejo sanitário ganha destaque ao aplicar soluções agroquímicas direcionadas para diferentes fases do desenvolvimento das plantas.

Portfólio de defensivos para controle eficaz

Atualmente, há soluções fitossanitárias voltadas para o controle das principais pragas da soja e do milho, promovendo maior eficiência e rentabilidade para os produtores. Marcandalli cita inseticidas como Ethrole, Acegol e Metomy, que combatem o bicudo, lagartas, pulgão e outras pragas, ajudando a manter a qualidade da produção.

Resposta rápida e apoio aos produtores

Diante dos desafios impostos pelas pragas no Cerrado, a necessidade de uma resposta ágil e estratégica é clara. “Estamos ao lado dos produtores para desenvolver um plano de ação eficaz e assegurar os resultados esperados”, conclui Luiz Carlos Marcandalli.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Embarques de milho aceleram com entrada da segunda safra

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O Brasil exportou 1,18 milhão de toneladas de milho nos primeiros cinco dias úteis de agosto, impulsionado pela entrada da segunda safra e pela maior disponibilidade do cereal nos portos. Apesar da aceleração em relação a julho, a média diária dos embarques ainda ficou 27,4% abaixo da registrada em agosto do ano passado.

Os dados foram divulgados pela Secretaria de Comércio Exterior (Secex), do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços. Entre os dias 3 e 7 de agosto, o país enviou ao exterior 1.183.719 toneladas, média de 236.744 toneladas por dia.

Em agosto de 2025, os embarques alcançaram 6,85 milhões de toneladas em 21 dias úteis, com média diária de 326.127 toneladas. Os primeiros números deste mês representam 17,3% daquele total, mas não indicam, por enquanto, que o Brasil superará o resultado do ano passado.

Se a média observada nos primeiros cinco dias for mantida até o fim do mês, as exportações chegarão a aproximadamente 4,97 milhões de toneladas. O volume ficaria cerca de 1,88 milhão de toneladas abaixo do registrado em agosto de 2025. Trata-se de uma projeção simples, que poderá mudar conforme a programação dos portos e os novos contratos de venda.

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A recuperação é mais evidente na comparação com julho. No mês passado, a média diária dos embarques terminou em 84.488 toneladas. O ritmo registrado no início de agosto foi quase três vezes maior, movimento esperado para esta época do ano, quando o avanço da colheita do milho segunda safra aumenta a oferta disponível para exportação.

A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) estima que o Brasil colherá 141,7 milhões de toneladas de milho na safra 2025/26. A segunda safra deverá responder por 109,4 milhões de toneladas, mantendo-se como a principal fonte do cereal destinado ao mercado externo durante o segundo semestre.

Embora o volume diário exportado ainda esteja abaixo do ano passado, o preço médio avançou 22,3%. Cada tonelada embarcada no início de agosto alcançou valor equivalente a aproximadamente R$ 1.247, considerando a cotação de R$ 5,15. Esse valor corresponde ao produto exportado e não deve ser confundido com o preço recebido diretamente pelo produtor na fazenda.

As vendas realizadas nos cinco primeiros dias úteis movimentaram o equivalente a R$ 1,48 bilhão. A média diária da receita, contudo, permaneceu 11,2% inferior à de agosto de 2025, porque a valorização da tonelada não compensou integralmente a redução do volume embarcado.

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Para o produtor, o desempenho das exportações é importante porque define quanto da segunda safra será retirado do mercado interno. Se os embarques ganharem força nas próximas semanas, poderão reduzir a pressão provocada pela entrada do milho colhido e dar maior sustentação às cotações nas regiões produtoras.

Caso o ritmo permaneça abaixo do registrado no ano passado, uma parcela maior da safra ficará disponível no mercado doméstico, elevando a necessidade de armazenagem e aumentando a disputa entre produtores por espaço nos silos. O efeito será mais intenso nas regiões distantes dos portos, onde o custo do frete limita a competitividade do cereal.

O resultado de agosto dependerá da demanda dos compradores, dos preços internacionais, da programação dos navios e da capacidade dos portos de absorver o aumento da oferta. Com a colheita avançando, o Brasil entra agora no período decisivo para transformar a safra elevada em exportações e evitar excesso de milho no mercado interno.

Fonte: Pensar Agro

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