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Suplementação com Selênio Orgânico Eleva Qualidade das Proteínas de Origem Animal

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A suplementação de dietas animais com microminerais orgânicos, como o selênio, tem se mostrado uma prática eficaz não apenas para o desempenho e saúde dos animais de produção, mas também para a melhoria das características sensoriais e nutricionais das proteínas que chegam à mesa do consumidor, como carnes, leite e ovos. A ciência comprova que esses nutrientes impactam positivamente a durabilidade, o frescor, a cor e a vida útil (shelf life) dos produtos.

De acordo com Adriana Nascimento, doutora em Nutrição Animal e gerente técnica da Alltech para a América Latina, a evolução da nutrição animal responde à crescente demanda por alimentos mais seguros, sustentáveis e nutricionalmente ricos. “O selênio orgânico da Alltech, por ser altamente biodisponível, ou seja, facilmente absorvido e aproveitado pelos animais, amplia os benefícios tanto no desempenho animal quanto na qualidade dos produtos consumidos”, destaca.

Impactos Diretos na Qualidade dos Alimentos

Estudos realizados por diversas instituições têm demonstrado os benefícios da suplementação com selênio orgânico. Um estudo da Universidade de Cambridge, por exemplo, revelou que frangos alimentados com Sel-Plex™ — levedura enriquecida com selênio da Alltech — apresentaram melhor conversão alimentar, maior rendimento de peito e menor perda de umidade e oxidação da carne, resultando em produtos mais suculentos e com maior durabilidade.

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Além disso, a suplementação com a forma orgânica do selênio tem sido utilizada para produzir alimentos com maior concentração desse mineral, fundamental para o fortalecimento do sistema imunológico, a redução do risco de doenças degenerativas e a melhoria da saúde reprodutiva humana. Um estudo do Instituto de Ciência Animal da República Checa também confirmou que o uso de Sel-Plex aumentou os níveis de vitamina E e selênio em ovos e carne de frango, demonstrando a relação entre o selênio e a produção de enzimas antioxidantes essenciais para a saúde.

Benefícios para a Piscicultura e Sustentabilidade

A piscicultura, por sua vez, enfrenta desafios relacionados aos metais pesados provenientes de fontes minerais não seguras, que podem causar disfunções no organismo humano. Segundo Carolina Farias, doutora em Aquicultura e gerente de vendas da Alltech, a empresa garante a segurança de seus produtos por meio de certificações rigorosas, como a FamiQS. Um estudo da Universidade Estadual de Ponta Grossa mostrou que o uso de Sel-Plex, combinado com minerais proteinatos da Alltech (Bioplex), reduziu a excreção de zinco e cobre pelos peixes, além de proporcionar maior enriquecimento nutricional no filé e melhorar a saúde do consumidor.

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Pesquisas Comprovam os Benefícios para a Saúde Humana

Pesquisas também indicam que uma dieta rica em selênio pode auxiliar na prevenção de doenças como câncer e Alzheimer. Um estudo da Universidade de Auckland, na Nova Zelândia, concluiu que a suplementação de selênio em homens saudáveis aumentou os níveis do mineral no soro, além de melhorar a atividade de enzimas antioxidantes e reduzir o estresse oxidativo, fator associado ao desenvolvimento de doenças crônicas.

Alltech no Show Rural 2025

1410Os benefícios da suplementação animal com microminerais orgânicos da Alltech serão destacados no Show Rural Coopavel 2025, que ocorrerá de 10 a 14 de fevereiro, em Cascavel (PR). A empresa estará presente no pavilhão 4, estandes 545 e 546, onde apresentará seu portfólio e esclarecerá dúvidas dos visitantes. Além disso, especialistas da Alltech participarão da programação do Espaço Impulso, com destaque para os painéis “Nutritalk: nutrição do campo à mesa” e a palestra “Biotecnologias nutricionais na produção avícola”.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Crédito privado do agro supera R$ 1,34 trilhão e CPR lidera financiamento

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O estoque dos principais instrumentos privados de financiamento do agronegócio superou R$ 1,34 trilhão em julho, primeiro mês da safra 2026/27. O resultado mostra o aumento da participação do mercado de capitais no custeio da produção, na comercialização antecipada da safra e no financiamento de empresas ligadas às cadeias agroindustriais.

Os dados foram divulgados pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) e abrangem as Cédulas de Produto Rural (CPR), as Letras de Crédito do Agronegócio (LCA), os Certificados de Recebíveis do Agronegócio (CRA) e os Certificados de Direitos Creditórios do Agronegócio (CDCA).

A CPR manteve a liderança entre os instrumentos analisados, com estoque de R$ 580,78 bilhões. O volume estava distribuído em 372 mil títulos, com valor médio de R$ 1,56 milhão por cédula.

Somente em julho foram emitidos R$ 37,53 bilhões em novas CPR. Esse é o dado que melhor indica o ingresso de operações no primeiro mês da nova temporada. O estoque total também inclui títulos emitidos anteriormente que ainda não foram liquidados.

A CPR permite ao produtor ou à cooperativa antecipar recursos para financiar a atividade. Na modalidade física, o compromisso pode ser liquidado com a entrega futura do produto agropecuário. Na CPR financeira, a quitação ocorre em dinheiro. O instrumento também é usado como garantia em operações para a compra de sementes, fertilizantes, defensivos e outros insumos.

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O avanço das CPR amplia as alternativas ao crédito rural bancário, especialmente em períodos de juros elevados ou de maior restrição nas linhas oficiais. Ao mesmo tempo, exige atenção às condições estabelecidas no contrato, como taxa de juros, forma de liquidação, garantias, vencimento e consequências em caso de frustração da safra.

As Letras de Crédito do Agronegócio apresentaram o segundo maior estoque, com R$ 560,37 bilhões. As LCA são emitidas por instituições financeiras para captar dinheiro de investidores e financiar operações relacionadas ao setor.

Pelas regras atuais do Manual de Crédito Rural, pelo menos 60% do estoque das LCA deve ser reaplicado no financiamento da atividade agropecuária. Isso representa aproximadamente R$ 336,22 bilhões.

Dentro desse volume, ao menos 45% devem ser destinados ao crédito rural oficial, o equivalente a R$ 151,30 bilhões. Os valores incluem tanto operações da safra 2026/27 quanto contratos de temporadas anteriores que continuam em aberto.

Isso significa que o estoque divulgado não corresponde integralmente a recursos novos disponíveis para contratação imediata. Parte representa financiamentos já concedidos e títulos que ainda não chegaram ao vencimento.

Os Certificados de Recebíveis do Agronegócio somaram R$ 174,20 bilhões em julho. O CRA permite transformar créditos originados em negócios do setor em títulos negociados com investidores, aproximando empresas e cadeias produtivas do mercado de capitais.

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Já os Certificados de Direitos Creditórios do Agronegócio alcançaram estoque de R$ 30,21 bilhões. O CDCA é emitido por cooperativas e empresas que atuam na comercialização, no beneficiamento ou na industrialização de produtos agropecuários e tem como lastro direitos de crédito ligados ao setor.

Fora da soma de R$ 1,34 trilhão, os Fundos de Investimento nas Cadeias Produtivas Agroindustriais (Fiagro) também avançaram como fonte privada de recursos. Os dados mais recentes, referentes a junho, mostram patrimônio líquido de R$ 64,13 bilhões distribuído entre 285 fundos.

Os Fiagro podem investir em imóveis rurais, participações em empresas, direitos creditórios e outros ativos ligados ao agronegócio. Para o setor produtivo, funcionam como uma ponte entre investidores e projetos de produção, armazenagem, logística, agroindústria e aquisição de ativos.

O crescimento desses instrumentos reforça a diversificação do financiamento rural, historicamente concentrado nos bancos e nos recursos do Plano Safra. Para o produtor, porém, maior oferta de alternativas não elimina a necessidade de comparar custos, garantias e riscos. O volume disponível no mercado é elevado, mas o acesso e as condições de pagamento variam conforme a atividade, o porte da operação e a capacidade financeira de cada tomador.

Fonte: Pensar Agro

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