AGRONEGÓCIO
Supersafra de Grãos 2024/25: Desafios para a Armazenagem e a Qualidade da Produção
Publicado em
15 de janeiro de 2025por
Da Redação
A produção de grãos para a safra 2024/25 no Brasil deve atingir 322,47 milhões de toneladas, de acordo com estimativas da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), marcando um aumento de 0,8% em relação à supersafra de 2022/23. Embora esse crescimento seja promissor para a economia brasileira, um alerta importante é o déficit no sistema de armazenagem do país. Dados divulgados pela Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos (Abimaq) apontam que, entre 2017 e 2023, o déficit de estocagem saltou de 59 milhões de toneladas para 119 milhões, representando um aumento de 101,6%.
O risco do descompasso entre produção e armazenagem
Neste cenário de aumento na produção de sementes como soja, milho, arroz e feijão, Giordania Tavares, CEO da Rayflex — empresa referência na fabricação de portas rápidas para a indústria — alerta para os riscos relacionados à armazenagem inadequada. A falta de armazéns qualificados pode resultar em prejuízos significativos, como a perda de qualidade dos grãos e o desperdício.
“Em um cenário de capacidade limitada de armazenamento, a solução mais rápida acaba sendo o uso de áreas abertas improvisadas, conhecidas como piscinões. No entanto, essas estruturas aumentam os custos e são propensas à proliferação de microorganismos, o que prejudica a qualidade dos grãos”, explica Giordania.
De acordo com a executiva, o descompasso entre a produção e a capacidade de estocagem compromete o controle adequado da temperatura e da umidade nos armazéns. Silos projetados especificamente para a gestão da armazenagem de grãos garantem um ambiente controlado, protegendo os grãos contra fungos e insetos que podem surgir da lavoura.
Temperatura e umidade: fatores críticos para a qualidade dos grãos
Giordania destaca que grãos como a soja continuam vivos após a colheita e, ao respirarem, geram calor. Quando expostos a determinadas faixas de temperatura, ocorre a proliferação de fungos e o aumento da ação de insetos. Para evitar esses problemas, é fundamental manter os grãos em armazéns que possibilitem o controle da temperatura, especialmente abaixo de 17°C, para garantir maior resistência à deterioração.
A armazenagem do feijão, por sua vez, exige ainda mais cuidado. Devido à presença de dois tipos de água em sua composição — a água livre, facilmente eliminada pelo calor, e a água constituída, mais ligada às células — o feijão é especialmente sensível às variações de umidade e temperatura durante o armazenamento. Giordania recomenda que a umidade do ar não ultrapasse 13% para preservar a qualidade do grão, evitando alterações na cor e aumento da dureza.
Tecnologia como solução para armazenagem eficiente
A CEO da Rayflex também enfatiza que a tecnologia pode desempenhar um papel crucial para garantir a segurança e a eficiência da armazenagem. Equipamentos como portas rápidas, com vedação completa, são fundamentais para proteger os grãos contra agentes contaminantes, como ventos e chuvas, além de contribuir para a higiene e reduzir a contaminação biológica.
Giordania destaca ainda a importância do uso de programas como o PCA (Plano de Construção de Armazenagem) e o Moderinfra, que incentivam a instalação de novos armazéns. Segundo ela, ampliar a capacidade de armazenamento, melhorar a recepção, expedição e segurança dos produtos são passos essenciais para valorizar o agronegócio brasileiro, um dos mais prósperos do mundo.
“A agricultura brasileira tem um grande potencial, e é fundamental que o setor continue investindo em tecnologias de armazenagem para garantir a qualidade e competitividade dos nossos produtos no mercado global”, conclui Giordania.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
AGRONEGÓCIO
Exportações de carne bovina do Brasil disparam em 2026 e superam 1,3 milhão de toneladas até maio
Published
6 horas agoon
8 de junho de 2026By
Da Redação
As exportações brasileiras de carne bovina seguem em forte expansão em 2026. Em maio, o Brasil embarcou 297 mil toneladas da proteína para o mercado internacional, volume 17,8% superior ao registrado no mesmo mês de 2025. O desempenho reforça o protagonismo do país no comércio global de carne bovina e consolida a trajetória de crescimento observada ao longo do ano.
Os dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), compilados pela Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes (ABIEC), mostram que o faturamento das exportações atingiu US$ 1,83 bilhão em maio, avanço de 6,5% em relação ao mês anterior.
Além do aumento nos embarques, o setor também foi beneficiado pela valorização do produto no mercado internacional. O preço médio da carne bovina exportada alcançou US$ 6.163 por tonelada, registrando alta de 3,5% na comparação com abril.
China responde por mais da metade das exportações brasileiras
A China permaneceu como principal destino da carne bovina brasileira, ampliando sua participação nas compras externas e sustentando o crescimento das exportações nacionais.
Em maio, os chineses adquiriram 157,6 mil toneladas da proteína, movimentando US$ 1,06 bilhão. O volume representa crescimento de 39,6% em relação ao mesmo período do ano passado e corresponde a 53,1% de toda a carne bovina exportada pelo Brasil no mês.
O avanço das compras chinesas ocorre em um momento de antecipação dos embarques por parte dos importadores, diante da implementação de medidas de salvaguarda anunciadas pelo governo do país asiático para o setor de carne bovina.
Estados Unidos mantêm posição estratégica entre os compradores
Os Estados Unidos seguiram como o segundo principal mercado para a carne bovina brasileira em maio. As exportações para o país somaram 28,8 mil toneladas, gerando receita de US$ 195,6 milhões.
Na comparação anual, os embarques para o mercado norte-americano cresceram 5,1%, demonstrando a manutenção da demanda mesmo em um cenário de maior concorrência internacional.
Entre os principais compradores também se destacaram a Rússia, com importações de 13,7 mil toneladas, o Chile, com 8,5 mil toneladas, e a União Europeia, que adquiriu 8,3 mil toneladas da proteína brasileira durante o mês.
Carne in natura domina receita das exportações
A carne bovina in natura continua sendo o principal produto exportado pelo setor. Em maio, essa categoria respondeu por 88,2% do volume total embarcado e por 93,1% de toda a receita obtida com as exportações brasileiras.
O faturamento da carne in natura atingiu aproximadamente US$ 1,7 bilhão no período, reforçando sua relevância para a balança comercial do agronegócio brasileiro.
Brasil acumula mais de 1,38 milhão de toneladas exportadas em 2026
No acumulado dos cinco primeiros meses do ano, as exportações brasileiras de carne bovina alcançaram 1,388 milhão de toneladas, crescimento de 15,3% em relação ao mesmo período de 2025.
A receita gerada pelo setor chegou a US$ 7,88 bilhões entre janeiro e maio, refletindo tanto o aumento do volume exportado quanto a valorização dos preços internacionais.
O preço médio das exportações brasileiras atingiu US$ 5.677 por tonelada no período, significativamente acima dos US$ 4.824 por tonelada registrados nos cinco primeiros meses do ano passado.
Diversificação de mercados fortalece competitividade brasileira
A China segue liderando o ranking anual de compradores, com 631,9 mil toneladas importadas e faturamento de US$ 3,78 bilhões. O país asiático respondeu por 45,5% do volume exportado pelo Brasil e por 48% de toda a receita gerada pelo setor no acumulado de 2026.
Os Estados Unidos aparecem na segunda posição, com 178,6 mil toneladas embarcadas e receita superior a US$ 1,16 bilhão. Na sequência estão Chile, Rússia e União Europeia, todos registrando crescimento nas importações da proteína brasileira.
Segundo a ABIEC, o desempenho positivo reflete a ampla presença da carne bovina brasileira no mercado internacional.
Atualmente, o produto nacional está presente em mais de 177 destinos ao redor do mundo, estratégia que contribui para ampliar a competitividade do setor, reduzir riscos comerciais e fortalecer a posição do Brasil como um dos maiores exportadores globais de proteína animal.
Perspectivas seguem positivas para o restante do ano
Com demanda internacional aquecida, preços sustentados e diversificação crescente dos mercados compradores, o setor de carne bovina mantém perspectivas favoráveis para os próximos meses.
A continuidade do forte ritmo de exportações reforça a importância da pecuária de corte para o agronegócio brasileiro e para a geração de divisas, consolidando o país como um dos principais fornecedores mundiais de carne bovina.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
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