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Super El Niño eleva risco de escaldadura nas lavouras e exige novas estratégias para proteger a produtividade

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As previsões de temperaturas elevadas associadas ao fortalecimento do super El Niño acendem um alerta para os produtores rurais. O aumento da incidência de ondas de calor e da radiação solar intensa amplia o risco de escaldadura nas lavouras, um problema que pode reduzir significativamente o potencial produtivo de diversas culturas agrícolas.

Espécies de grande relevância econômica, como café, banana, melancia e citros, estão entre as mais suscetíveis aos danos provocados pelo excesso de luminosidade aliado às altas temperaturas. Nessas condições, o metabolismo vegetal é comprometido, afetando o enchimento de frutos e grãos e reduzindo a produtividade na colheita.

Excesso de luz provoca estresse fisiológico nas plantas

Embora a luz solar seja essencial para a fotossíntese, sua intensidade excessiva pode ultrapassar a capacidade de aproveitamento da planta, desencadeando um processo de estresse fisiológico.

Segundo o engenheiro agrônomo João Vidotto, gerente de Desenvolvimento de Mercado e Produtos da Fortgreen no Brasil e Paraguai, esse fenômeno provoca uma sobrecarga nos mecanismos responsáveis pela conversão da energia luminosa.

“Quando a folha recebe uma carga luminosa muito acima da sua capacidade de uso, ocorre uma saturação dos fotossistemas. A planta entra em intenso estresse oxidativo, há degradação da clorofila, aumento da temperatura interna e, consequentemente, morte celular, resultando nas queimaduras visíveis nas folhas”, explica o especialista.

Além dos danos foliares, a escaldadura compromete processos metabólicos importantes, reduzindo a eficiência fotossintética e limitando o desenvolvimento das culturas justamente nas fases mais sensíveis do ciclo produtivo.

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Mudanças climáticas exigem manejo mais eficiente

Com eventos climáticos extremos se tornando cada vez mais frequentes, especialistas apontam que o manejo nutricional e fisiológico das plantas ganha papel estratégico para minimizar perdas provocadas pelo calor excessivo.

A adoção de tecnologias voltadas à mitigação do estresse térmico e luminoso passa a integrar as estratégias de adaptação das propriedades rurais, especialmente em regiões sujeitas a longos períodos de altas temperaturas.

Fortgreen lança tecnologia voltada à proteção contra o excesso de radiação

Diante desse cenário, a Fortgreen desenvolveu o SunOFF, solução destinada ao manejo fisiológico das plantas em condições de elevada radiação solar.

Segundo a empresa, a tecnologia atua em duas frentes: reduz fisicamente o impacto do excesso de luz sobre a superfície foliar e promove suplementação nutricional com fósforo, cálcio, zinco e selênio, nutrientes que contribuem para o equilíbrio metabólico da planta durante períodos de estresse.

De acordo com João Vidotto, o objetivo é preservar o funcionamento normal do metabolismo vegetal, reduzindo a necessidade de ativação intensa dos mecanismos naturais de defesa contra temperaturas elevadas.

“Ao regularmos a entrada dessa energia, evitamos o desgaste interno da planta, permitindo que ela mantenha seu foco no crescimento e na produção, em vez de direcionar recursos para combater o estresse”, destaca.

Aplicação uniforme aumenta eficiência no campo

Outro diferencial apontado pela empresa está na tecnologia de aplicação. Conforme a Fortgreen, o desenvolvimento da formulação buscou garantir espalhamento uniforme sobre a superfície foliar, evitando falhas de cobertura e acúmulo do produto nas nervuras das folhas.

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Ainda segundo a companhia, a solução apresenta elevada aderência, mantendo sua eficiência mesmo após a ocorrência de chuvas.

Tecnologia passou por validações em centros de pesquisa

Antes do lançamento comercial, o produto foi submetido a avaliações em instituições brasileiras de pesquisa, incluindo a Universidade Estadual de Maringá (UEM), por meio do COMCAP e do Laboratório BIOPLAN, o Instituto Capixaba de Pesquisa, Assistência Técnica e Extensão Rural (Incaper), a HLX Biotecnologia, a Universidade de Franca (Unifran) e o Centro Universitário de Patos de Minas (Unipam).

Além dos ensaios experimentais, a tecnologia já foi utilizada em mais de 30 áreas comerciais distribuídas pelos estados do Paraná, Minas Gerais, Espírito Santo, Bahia, Rondônia e São Paulo.

Preparação da lavoura ganha importância diante dos extremos climáticos

Com o avanço das mudanças climáticas e a maior frequência de eventos extremos, especialistas reforçam que a preparação das lavouras antes dos períodos de calor intenso será cada vez mais decisiva para preservar produtividade e rentabilidade.

A adoção de estratégias de manejo capazes de reduzir os impactos do estresse térmico tende a ganhar espaço nas propriedades rurais, contribuindo para aumentar a resiliência das culturas e reduzir os riscos de perdas provocadas pelo excesso de radiação solar.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Pesquisa inédita define manejo de micronutrientes no cacau e pode elevar a produtividade das lavouras

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A cacauicultura brasileira acaba de ganhar um importante avanço científico que promete aumentar a eficiência da produção e reduzir custos no campo. Pesquisadores do Parque Científico e Tecnológico do Sul da Bahia (PCTSul) desenvolveram a primeira referência técnica específica para o manejo dos micronutrientes cobre, ferro, manganês e zinco em lavouras de cacau cultivadas na região Sul da Bahia.

Os resultados, publicados na revista científica Soil Science Society of America Journal, estabelecem faixas inéditas de disponibilidade desses nutrientes no solo, oferecendo uma base mais precisa para interpretação de análises laboratoriais e definição das recomendações de adubação.

A expectativa é que a nova metodologia contribua para aumentar a produtividade das lavouras, reduzir desperdícios de fertilizantes, diminuir custos de produção e tornar o uso dos recursos naturais mais eficiente.

Pesquisa cria referência inédita para a cacauicultura brasileira

O estudo foi liderado pelo engenheiro agrônomo e pesquisador do PCTSul, Edson França, mestre em Produção Vegetal, e representa um marco para a nutrição mineral do cacaueiro.

Segundo o pesquisador, a ausência de parâmetros específicos para a cultura fazia com que muitas recomendações de adubação fossem realizadas com base em referências desenvolvidas para outras culturas ou em critérios generalistas.

A pesquisa reuniu centenas de amostras de solo coletadas ao longo de vários anos em áreas comerciais de produção de cacau no Sul da Bahia. A partir da análise dos dados, os pesquisadores conseguiram estabelecer faixas consideradas ideais para cada micronutriente, identificando situações de deficiência, equilíbrio e excesso no solo.

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Esses elementos — cobre, ferro, manganês e zinco — são absorvidos em pequenas quantidades pelas plantas, mas exercem papel fundamental no desenvolvimento vegetativo, na formação dos frutos e no potencial produtivo das lavouras.

Adubação mais precisa reduz custos e impactos ambientais

Com a nova classificação, técnicos e produtores passam a contar com informações específicas para definir o manejo nutricional do cacaueiro.

A utilização de parâmetros mais precisos tende a evitar aplicações desnecessárias de fertilizantes, reduzindo desperdícios, diminuindo os custos de produção e minimizando impactos ambientais causados pelo uso excessivo de insumos.

Além do benefício econômico, a adoção de recomendações mais ajustadas contribui para melhorar a fertilidade do solo e aumentar a sustentabilidade dos sistemas produtivos.

Camada superficial do solo oferece diagnóstico mais eficiente

Outro resultado relevante da pesquisa diz respeito à profundidade ideal para as análises de solo.

Os pesquisadores identificaram que a camada superficial, entre 0 e 10 centímetros, apresenta maior capacidade para indicar desequilíbrios nutricionais nas lavouras de cacau, permitindo diagnósticos mais rápidos e precisos do que o modelo tradicional baseado em amostras coletadas até 20 centímetros de profundidade.

O estudo também verificou que os micronutrientes apresentam distribuição distinta nas diferentes camadas do solo, reforçando a importância de avaliações que considerem múltiplas profundidades para ampliar a confiabilidade dos diagnósticos agronômicos.

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Ciência aproxima recomendações da realidade do produtor

De acordo com os pesquisadores, este é um dos primeiros estudos realizados no Brasil a desenvolver classes específicas de interpretação dos micronutrientes para o cacaueiro com base em informações obtidas diretamente em áreas comerciais de produção.

Essa abordagem permite aproximar a pesquisa científica das condições reais enfrentadas pelos produtores, tornando as recomendações técnicas mais eficientes e aplicáveis ao campo.

Até então, a ausência de referências específicas fazia com que muitas decisões sobre adubação fossem tomadas de forma empírica ou utilizando parâmetros desenvolvidos para outras culturas.

Projeto reúne instituições de pesquisa

Os dados utilizados na pesquisa foram obtidos por meio do Projeto Renova Cacau, desenvolvido em parceria com o Parque Científico e Tecnológico do Sul da Bahia.

O trabalho contou ainda com a participação do Centro de Inovação do Cacau (CIC), unidade operacional do PCTSul, da Universidade Estadual de Santa Cruz (UESC) e de outras instituições de pesquisa.

Com a definição dessas novas referências técnicas, a expectativa é que o manejo nutricional do cacaueiro entre em uma nova etapa, oferecendo maior precisão na adubação, aumento da produtividade e fortalecimento da competitividade da cacauicultura brasileira.

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Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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