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Suinocultura: Margens Fortalecidas pela Queda nos Custos de Milho e Farelo

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A análise mensal da Consultoria Agro Itaú BBA destaca a robustez recente na suinocultura, impulsionada pela queda nos custos de produção, compensando a redução nos preços dos suínos. As exportações e o controle na oferta de animais contribuíram para fortalecer as margens, promovendo uma visão positiva no cenário do setor.

Exportações em Alta e Recuperação nos Preços

O início do ano testemunhou um desempenho excepcional nas exportações de carne suína, seguindo o recorde estabelecido em 2023. Janeiro registrou 83,8 mil toneladas exportadas, um aumento de 16,6% em relação ao mesmo período do ano anterior. Apesar da queda de 2% no preço médio em comparação com dezembro de 2023, fevereiro sinaliza uma recuperação de 3,3%, representando a primeira elevação em nove meses. A perspectiva de crescimento nas quantidades exportadas é mantida, apesar dos desafios relacionados à emissão de certificados sanitários.

Estabilidade nos Preços Internos e Boa Competitividade

No mercado interno, os preços dos suínos em São Paulo reagiram no início de fevereiro, ainda que a alta tenha perdido força na segunda quinzena. A média de fechamento do mês ficou 0,4% abaixo de janeiro, atingindo R$ 6,65/kg. Na Região Sul, houve uma queda ligeiramente maior (1,4%), mas os custos diminuíram mais, fortalecendo a competitividade do setor.

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Perspectivas Favoráveis para o Próximo Período

A suinocultura continua a operar com um ritmo de produção mais moderado, favorecendo as cotações. Os dados preliminares do 4º trimestre de 2023 indicam aumentos nas cabeças abatidas e na produção de carcaças, consolidando a tendência do último ano.

Com a oferta controlada, boa competitividade em relação ao frango e exportações eficientes, a previsão é de que os preços permaneçam estáveis, sofrendo variações sazonais típicas. Além disso, a entrada da primeira safra de milho e os preços acessíveis do farelo de soja devem manter as margens em níveis satisfatórios.

Desafios Futuros e Perspectivas

Olhando adiante, a possível valorização do milho, devido à expectativa de menor produção neste ano, destaca a importância do momento atual para a formação de estoques e definição dos custos médios de aquisição. A manutenção da disciplina no controle da oferta, mesmo com margens fortalecidas, permanece como uma incógnita.

Na China, os preços de suínos e carne suína se recuperaram em fevereiro, após uma pressão no mês anterior. A análise dos fatores econômicos e dos estoques sugere a necessidade de observar se essas altas recentes serão sustentáveis, considerando as condições econômicas em evolução e os estoques relativamente elevados.

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Fonte: Portal do Agronegócio

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MBRF amplia receita, bate recorde no 2º trimestre e reforça peso estratégico do Centro-Oeste

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Região concentra seis plantas industriais e cinco centros de distribuição da companhia, além de empregar cerca de 20 mil colaboradores; Mato Grosso reúne três unidades industriais e dois CDs
Região concentra seis plantas industriais e cinco centros de distribuição da companhia, além de empregar cerca de 20 mil colaboradores; Mato Grosso reúne três unidades industriais e dois CDs

A MBRF (MBRF3), uma das maiores empresas globais de alimentos, encerrou o segundo trimestre de 2026 com receita líquida de R$ 40,7 bilhões, alta de 4,9% em relação ao mesmo período do ano passado, e volume de vendas de 1,969 milhão de toneladas, recorde para um segundo trimestre.

Os resultados também ajudam a dimensionar a importância estratégica do Centro-Oeste para a companhia. As operações da MBRF na região empregam cerca de 20 mil colaboradores, reforçando o impacto da empresa na geração de emprego e renda e no desenvolvimento econômico regional.

O Centro-Oeste concentra ainda seis plantas industriais consideradas nesta estrutura, instaladas em Várzea Grande (MT), Lucas do Rio Verde (MT), Nova Mutum (MT), Rio Verde (GO), Mineiros (GO) e Dourados (MS).

A presença regional se estende à logística e distribuição. A MBRF mantém centros de distribuição em Várzea Grande e Cuiabá, em Mato Grosso; Goiânia, em Goiás; Campo Grande, em Mato Grosso do Sul; e Brasília, no Distrito Federal.

Mato Grosso ganha protagonismo

Dentro dessa estrutura, Mato Grosso ocupa posição de destaque, reunindo três plantas industriais — Várzea Grande, Lucas do Rio Verde e Nova Mutum — além dos centros de distribuição de Várzea Grande e Cuiabá.

A presença da companhia em alguns dos principais polos do agronegócio brasileiro evidencia a conexão entre produção agropecuária, industrialização, geração de empregos, logística e acesso aos mercados consumidores. É justamente no Centro-Oeste, região central para a produção de proteínas e grãos do país, que a MBRF mantém uma estrutura relevante para sustentar sua plataforma multiproteína.

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No Brasil, o volume vendido pela operação BRF cresceu 4,6% frente ao primeiro trimestre, impulsionado pela ampliação da base de clientes e pela manutenção de elevados níveis de serviço. A integração comercial também permitiu levar o portfólio de bovinos a mais de 20 mil novos pontos de venda, uma das principais sinergias proporcionadas pela combinação dos negócios.

A operação BRF registrou receita líquida de R$ 15,4 bilhões no trimestre, enquanto o EBITDA ajustado cresceu 3,8%, com margem de 16,8%.

No consolidado da MBRF, o EBITDA ajustado alcançou R$ 3,2 bilhões, crescimento de 5,4%, com margem de 7,9%. O lucro líquido foi de R$ 69 milhões.

“Os números apresentados refletem a solidez do nosso modelo de negócios, a qualidade da execução das nossas equipes e os avanços na integração das operações. Continuamos a fortalecer a nossa competitividade por meio de marcas líderes, presença global, ampla distribuição e ganhos contínuos de eficiência, sempre com foco na geração sustentável de valor”, afirma Marcos Molina, chairman da MBRF.

Segundo Miguel Gularte, CEO da MBRF, o desempenho reforça as perspectivas da companhia para os próximos meses. “O avanço consistente em nossos resultados ao longo do trimestre, com evolução operacional, comercial e na captura de sinergias, reforça nossa confiança e nos posiciona para capturar as oportunidades do segundo semestre.”

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Sinergias e eficiência

A integração dos negócios gerou R$ 158 milhões em sinergias no segundo trimestre, envolvendo frentes comerciais, suprimentos, logística e estrutura corporativa. As despesas administrativas consolidadas foram reduzidas em 13% na comparação anual.

Já o programa MBRF+, voltado à melhoria contínua, produtividade e eficiência, gerou outros R$ 328 milhões no período.

A companhia também registrou fluxo de caixa operacional de R$ 2,2 bilhões no trimestre e mantém o foco na melhoria da conversão de caixa e na gestão do capital de giro.

No mercado internacional, os resultados também avançaram. A Sadia Halal atingiu receita líquida de US$ 590 milhões, crescimento de 16,6%, e EBITDA ajustado de US$ 95 milhões, alta de 104,3%, alcançando margem recorde de 16,1%.

Na América do Sul, as operações de bovinos registraram receita líquida de R$ 6,389 bilhões, avanço de 26,4%, enquanto o EBITDA ajustado cresceu 22,1%, para R$ 570 milhões.

Sobre a MBRF

A MBRF é uma das maiores empresas globais de alimentos, presente em 117 países e com um portfólio multiproteína que inclui carne bovina, suína e de aves, produtos industrializados, pratos prontos e pet food. Com marcas como Sadia, Perdigão, Sadia Bassi, Perdigão Montana, Perdigão na Brasa, Qualy, Banvit e Paty, reúne 130 mil colaboradores no mundo e produz cerca de 8,2 milhões de toneladas de alimentos por ano, atendendo mais de 425 mil clientes.

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