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Refinarias se beneficiam da queda dos preços do petróleo; confira análises da hEDGEpoint

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Por exemplo, os Estados Unidos estão acumulando cada vez mais estoques de gasolina e de destilados médios, o que deve impactar, em breve, os cracks do mercado de refino. Considerando todos os aspectos, o final de 2023 aponta para uma desvalorização no complexo energético, e 2024 pode ser bastante desafiador com os riscos de mercado existentes.

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“Embora o complexo energético tenha enfrentado desafios ao longo de 2023, especialmente no final do ano, quando os preços do petróleo bruto diminuíram, as refinarias ainda obtêm margens de lucro robustas. No entanto, isso ainda é consequência da queda acentuada dos preços do petróleo nos últimos meses, o principal insumo na produção de gasolina, destilados médios e outros combustíveis. Agora, o aumento dos estoques nos Estados Unidos é um sinal de que os cracks podem diminuir em breve. Além disso, os desafios para 2024 aumentam em meio a um ambiente de altas taxas de juros, demanda reduzida e sinais de menor cooperação entre os países da OPEP+”, diz Victor Arduin, analista de Energia e Macroeconomia da companhia.

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As margens de refino estão se mantendo estáveis, mas há riscos à frente

A queda do custo do petróleo bruto nos últimos meses manteve as margens dos produtos de refino, como a gasolina e o óleo para aquecimento, estáveis.

“Essa tendência se reflete no crack spread do WTI 3:2:1, que permanece acima de sua média de cinco anos, em US$ 22,56. Essa medida indica que o processo de refino está gerando lucros saudáveis no momento, apesar do declínio geral do complexo energético. O mesmo ocorre em outros benchmarks globais de refino, alguns com intensidade ainda maior. Nesse contexto, a Arábia Saudita anunciou recentemente descontos aos seus compradores em busca de manter a participação no mercado em um ambiente mais competitivo, onde petróleos sancionados, como o Urals da Rússia, permitem que as refinarias obtenham melhores margens. Em termos históricos, os cracks de refino pós-COVID-19 permanecem excepcionalmente altos”, diz o analista.

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Entretanto, é importante mencionar que esse ambiente pode não ser manter nos próximos meses. Os recentes aumentos nos estoques dos EUA sinalizam a possibilidade de um excedente no mercado.

Os estoques de gasolina, que já ultrapassaram a média de cinco anos, continuam acumulando. Ainda, as refinarias estão se esforçando para aumentar a produção de destilados médios, que atualmente oferecem melhores margens de lucro.

“No entanto, esse esforço para aumentar a produção, acabará, cedo ou tarde, contribuindo para o crescimento dos seus estoques também, o que terá um impacto baixista em seus futuros. Se isso não bastasse para trazer uma perspectiva mais baixista, também é importante considerar o complicado ambiente macroeconômico de altas taxas de juros, uma possível recessão na Europa e menor demanda na China. Esses riscos estão alimentando as expectativas de menor consumo energético em 2024”, observa.

As commodities de energia devem concluir o ano com uma tendência de queda

Depois de um ano de 2022 excepcionalmente alto para as commodities energéticas, este ano deverá terminar com uma desvalorização geral do complexo energético. Isso é explicado pela queda abrupta do petróleo, o principal insumo e custo na produção de vários produtos refinados.

“O ambiente atual de taxas de juros restritivas, as preocupações com a recessão na Europa e a menor demanda nos Estados Unidos, que aumentou nos últimos meses seus estoques, são as principais causas da recente queda nos principais índices de referência do petróleo, em que somente neste mês o WTI caiu 4,73 (-6,23%) e o Brent 6,99 (-8,44%) USD/barril. Embora os riscos de queda no lado da demanda sejam significativos, o lado da oferta não é muito diferente”, explica.

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O grupo OPEP+ mostrou menos coordenação em sua estratégia de cortes de produção em sua última reunião, e os países não pertencentes à OPEP estão ganhando mais participação no mercado. Como resultado, o déficit de energia é significativamente menor do que o esperado meses atrás, quando os principais índices de referência do petróleo estavam acima de US$ 90.

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Embora o complexo energético esteja caminhando para uma desvalorização em 2023, é importante considerar que 2022 foi um ano extremamente altista para as commodities de energia. A invasão russa na Ucrânia aumentou o risco de interrupções no fornecimento de petróleo e gás natural para a Europa, elevando significativamente o valor desses recursos. Portanto, é natural que os preços estejam convergindo para valores que são, em termos históricos, mais “normais”. Até o momento, observamos que as refinarias têm desfrutado de margens saudáveis. Apesar de os ganhos terem sido menos significativos em comparação com o ano passado, este ano foi de altos spreads de refino quando observada sua série histórica.

No entanto, a queda nos preços do petróleo, refletindo os riscos de demanda, poderá em breve afetar as margens das refinarias, especialmente com o aumento dos estoques de gasolina e destilados médios nos Estados Unidos. Nesse contexto, espera-se que o próximo ano seja mais desafiador para commodities energéticas, o que em algum momento se refletirá em margens mais baixas nas refinarias.

Fonte: hEDGEpoint Global Markets

Fonte: Portal do Agronegócio

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STF destrava Ferrogrão e Neri Geller projeta transformação da Baixada Cuiabana

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Avanço da Ferrogrão é visto como oportunidade estratégica para impulsionar a agroindustrialização, gerar empregos e fortalecer o desenvolvimento socioeconômico da Baixada Cuiabana
Avanço da Ferrogrão é visto como oportunidade estratégica para impulsionar a agroindustrialização, gerar empregos e fortalecer o desenvolvimento socioeconômico da Baixada Cuiabana

A decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) que autorizou a retomada dos estudos da Ferrogrão (EF-170) foi recebida como um marco estratégico para o futuro econômico de Mato Grosso. Para o ex-ministro da Agricultura Neri Geller, o avanço do projeto representa mais do que uma solução logística para o agronegócio: abre caminho para um novo ciclo de desenvolvimento regional baseado na industrialização, geração de empregos e integração econômica da Baixada Cuiabana.

Defensor histórico da ampliação da infraestrutura ferroviária no país, Neri avalia que Mato Grosso vive um momento decisivo de transformação econômica, em que logística, agroindústria e planejamento regional passam a caminhar juntos.

“A Ferrogrão representa uma mudança estrutural para Mato Grosso. Não estamos falando apenas de transporte de grãos, mas da construção de um ambiente econômico capaz de atrair indústrias, ampliar investimentos e gerar desenvolvimento sustentável para várias regiões do estado, especialmente a Baixada Cuiabana.”

O STF formou maioria para validar a constitucionalidade da Lei nº 13.452/2017, permitindo a continuidade dos estudos técnicos da ferrovia que ligará Sinop (MT) ao terminal de Miritituba (PA), consolidando um novo corredor de exportação pelo Arco Norte.

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Baixada Cuiabana pode viver novo ciclo econômico

Segundo Neri Geller, o fortalecimento da malha logística estadual tende a impactar diretamente a dinâmica econômica da Baixada Cuiabana, região que historicamente concentra importante papel político, administrativo e populacional no estado, mas que ainda possui enorme potencial de expansão industrial.

“O desenvolvimento de Mato Grosso precisa chegar de forma mais equilibrada às regiões. A Baixada Cuiabana possui localização estratégica, mão de obra, mercado consumidor e capacidade para receber agroindústrias ligadas ao processamento de alimentos, etanol de milho, biocombustíveis, armazenagem e logística.”

Para o ex-ministro, a melhoria da infraestrutura ferroviária cria um ambiente mais competitivo para atração de investimentos privados de médio e longo prazo.

“Quando o estado reduz custo logístico, melhora previsibilidade e amplia corredores de exportação, automaticamente cria segurança para novos investimentos industriais no. Isso gera emprego, renda e desenvolvimento social. É esse modelo que defendemos para a Baixada Cuiabana.”

Agroindustrialização como vetor de geração de empregos

Neri Geller também defende que Mato Grosso avance para uma nova etapa econômica baseada na agregação de valor da produção agropecuária dentro do próprio estado.

Hoje, Mato Grosso lidera a produção nacional de soja, milho e algodão, além de possuir forte participação na pecuária brasileira. Apesar disso, grande parte da produção ainda sai do estado in natura, sem processamento industrial local.

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“A riqueza produzida em Mato Grosso precisa permanecer mais dentro do estado. A agroindustrialização fortalece a economia regional, amplia arrecadação, gera empregos qualificados e melhora a distribuição do desenvolvimento.”

Segundo ele, a Baixada Cuiabana pode se transformar em um importante polo de processamento e distribuição ligado às novas rotas logísticas que vêm sendo estruturadas no estado.

Logística e desenvolvimento caminham juntos

O avanço da Ferrogrão ocorre em um momento em que Mato Grosso consolida diversos projetos estruturantes, como a Ferrovia Estadual, a FICO, a expansão da Ferronorte e novos corredores multimodais voltados ao Arco Norte.

Especialistas apontam que a integração entre ferrovias, rodovias e hidrovias será determinante para sustentar o crescimento da produção agropecuária nas próximas décadas.

“O futuro de Mato Grosso passa pela integração logística, pela industrialização e pela geração de oportunidades. Precisamos preparar o estado para os próximos 20 ou 30 anos. E a Baixada Cuiabana pode ser protagonista nesse novo ciclo econômico.

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