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Suinocultores de MS lançam Programa para promover sustentabilidade da cadeia

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A Associação Sul-mato-grossense de Suinocultores lançou nesta segunda-feira (20) o Programa Asumas de Sustentabilidade (PAS), uma iniciativa que tem por objetivo promover melhorias no desempenho ambiental econômico e social da cadeia produtiva, e ainda busca desenvolver novas tecnologias e subsidiar políticas públicas que promovam a sustentabilidade do setor. O evento aconteceu na sede do Sistema Famasul e contou com a participação do representando do Governo do Estado, o secretário da Semadesc, Jaime Verruck.

“O Programa Asumas de Sustentabilidade, não só coloca Mato Grosso do Sul na vanguarda, superando até mesmo estados mais tradicionais na suinocultura, mas também destaca nossa capacidade de liderar em termos de práticas sustentáveis”, explica o presidente da Asumas, Milton Bigatão. “Esse não será um daqueles programas que vem para avaliar ou punir o produtor. Vem para reconhecer e ressaltar que grande parte das práticas sustentáveis, já são implementadas pelos suinocultores de Mato Grosso do Sul. O Programa não apenas certifica esses esforços, mas também pode inspirar outras regiões do país a seguir nosso exemplo”, completa o presidente.

Verruck valorizou a iniciativa do Programa surgir de uma instituição privada e destacou a necessidade de que a consequência seja valorização do produto final. “Temos que entender que dentro do ciclo de vida do produto, esse produto final que nós estamos buscando com a suinocultura do Mato Grosso do Sul, conseguimos agregar valor, dado todo esse Programa de Sustentabilidade, geramos um valor diferenciado dessa carne. O mercado tem que reconhecer que aquele suinocultor, que aquela carne está inserida num programa dessa dimensão, e por isso, tem que ter uma remuneração diferenciada”, pontua o secretário da Semadesc.

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Para o desenvolvimento do Programa, a Asumas contou com a contribuição direta da Embrapa Agropecuária Oeste, e todo os princípios foram alinhados com a Semadesc, Sistema Famasul, Universidade da Grande Dourados, e instituições do Sistema S, como Senar/MS, Senai e Sebrae.

O PAS foi estruturado em seis eixos temáticos: energético, biosseguridade, agrícola, agregação de valor, ambiental, social e econômico, comunicação empresarial e transferência de tecnologia.

No primeiro eixo temático, o energético, a finalidade do Programa é maximizar a produção de variadas formas de energia, seja a partir dos dejetos gerados na atividade suinícola ou a partir do uso das instalações, com ênfase na produção de biogás e purificação. Já no segundo eixo, referente à biosseguridade, a meta é atualizar os protocolos e ampliar a adesão. O terceiro, o eixo agrícola, busca otimizar o uso de dejetos suínos como fertilizante para diferentes culturas agrícolas. Enquanto o quarto item, relacionado à agregação de valor, diz respeito à intenção de monetizar subprodutos da atividade suinícola como via produção de fertilizantes especiais, comercialização de energia e de créditos no mercado de carbono.

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O quinto item, considerado transversal a todos os demais, por estar ligado ao ambiental, econômico e social, buscará avaliar o desempenho desses itens na propriedade, por meio de métricas reconhecidas cientificamente. Também transversal, o último item é o da comunicação empresarial e transferência de tecnologias, que preza por divulgar o PAS e suas atividades, além de realizar as transferências de tecnologias e preparar documentos que forneçam subsídios para políticas públicas.

Para mais informações sobre o Programa Asumas de Sustentabilidade, acesso o link: https://bit.ly/46k9Hyp.

Fonte: Agro Agência Assessoria

Fonte: Portal do Agronegócio

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Milho: clima pressiona safrinha, B3 reage e mercado físico segue travado no Brasil

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O mercado brasileiro de milho encerra o dia com sinais mistos, refletindo um cenário típico de transição entre fundamentos climáticos e dinâmica de oferta. De acordo com análise atualizada da TF Agroeconômica, o avanço nos contratos futuros na B3 contrasta com a baixa liquidez no mercado físico, onde compradores seguem cautelosos e vendedores resistem a novas quedas.

Clima muda o rumo do milho e sustenta preços na B3

A principal variável no radar dos agentes é o clima. A preocupação com o desenvolvimento da segunda safra (safrinha) ganhou força após alertas sobre falta de chuvas em importantes regiões produtoras.

A Conab destacou condições adversas em estados como Goiás e Minas Gerais, com registros de estresse hídrico. No Paraná, as temperaturas elevadas combinadas com chuvas irregulares começam a impactar o potencial produtivo, elevando o chamado “prêmio climático” nas cotações.

Esse cenário sustentou os preços na B3. O contrato com vencimento em maio de 2026 fechou a R$ 68,77, com alta diária de R$ 0,56, embora ainda acumule leve recuo semanal. Já o julho de 2026 encerrou a R$ 69,82, com estabilidade no dia e ganho na semana. O setembro de 2026 avançou para R$ 72,05, refletindo maior sensibilidade às incertezas climáticas.

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Além do clima, o suporte veio também da valorização do dólar e do comportamento da Bolsa de Chicago, fatores que seguem influenciando diretamente a formação de preços no Brasil.

Mercado físico trava com baixa liquidez e cautela dos compradores

Apesar do suporte externo e climático, o mercado físico segue travado em diversas regiões do país, com poucos negócios efetivos.

No Rio Grande do Sul, a liquidez permanece baixa, com negociações pontuais. Os preços variam entre R$ 56,00 e R$ 65,00 por saca, com média estadual em R$ 58,18 e leve alta semanal. A menor disponibilidade em algumas áreas, a recomposição de estoques e a disputa por fretes ajudam a evitar quedas mais acentuadas.

Em Santa Catarina, o impasse entre vendedores e compradores continua limitando os negócios. As pedidas giram próximas de R$ 75,00, enquanto as ofertas permanecem ao redor de R$ 65,00. No Planalto Norte, as cotações oscilam entre R$ 70,00 e R$ 75,00 por saca, sem avanços relevantes.

No Paraná, a pressão recente reforçou a postura defensiva do mercado. As indicações estão próximas de R$ 65,00, enquanto a demanda se posiciona em torno de R$ 60,00 CIF, ampliando o spread e dificultando o fechamento de negócios.

Oferta pressiona no Centro-Oeste, mas bioenergia limita quedas

No Mato Grosso do Sul, a maior disponibilidade de milho voltou a pressionar os preços, que variam entre R$ 53,96 e R$ 55,30 por saca. A entrada mais intensa de oferta no mercado físico mantém o viés negativo no curto prazo.

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Por outro lado, o setor de bioenergia segue atuando como importante canal de absorção da produção, ajudando a equilibrar parcialmente o mercado. Ainda assim, esse fator não tem sido suficiente para alterar de forma significativa o cenário de preços no curto prazo.

Perspectiva: clima segue como principal driver

A análise da TF Agroeconômica indica que o mercado deve continuar altamente sensível às condições climáticas nas próximas semanas. A definição do potencial produtivo da safrinha será determinante para o comportamento dos preços, especialmente na B3.

Enquanto isso, o mercado físico tende a permanecer com baixa liquidez, à espera de maior clareza sobre a oferta e de melhores oportunidades de negociação.

Em resumo, o milho no Brasil vive um momento de transição: sustentado pelo risco climático nos futuros, mas ainda travado pela cautela e pela dinâmica de oferta no mercado físico.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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