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Suco de laranja enfrenta pressão de preços mesmo com safra menor em 2026/27, aponta Rabobank

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O mercado global de suco de laranja deve continuar enfrentando um cenário desafiador nos próximos meses. Apesar da expectativa de uma safra menor no Brasil em 2026/27, a redução da oferta não deverá ser suficiente para impulsionar uma recuperação consistente dos preços. A avaliação é do relatório AgroInfo 2026, divulgado pelo Rabobank, que analisa as perspectivas para a cadeia citrícola diante de um ambiente marcado por demanda enfraquecida, estoques elevados e desafios estruturais na produção.

Produção de laranja deve cair quase 13% na safra 2026/27

Segundo estimativas do Fundecitrus, a safra brasileira de laranja 2026/27 deverá alcançar 255,2 milhões de caixas, volume 12,9% inferior ao registrado na temporada anterior, quando a produção foi estimada em 292,9 milhões de caixas.

A redução confirma as expectativas do mercado e reflete, principalmente, a queda da produtividade dos pomares. Embora o número de árvores produtivas continue crescendo no cinturão citrícola paulista, o potencial produtivo por planta deve ser menor.

A projeção indica que o número médio de frutos por árvore será 17% inferior ao observado na safra passada, resultado de fatores climáticos e fitossanitários que vêm afetando a citricultura brasileira nos últimos anos.

Greening e mudanças climáticas seguem como ameaças ao setor

O Rabobank destaca que a produção de laranja enfrenta pressões estruturais cada vez mais intensas. Entre os principais desafios estão o avanço do greening, considerado a principal doença da citricultura mundial, além do aumento dos custos de produção e das mudanças climáticas.

O cenário de temperaturas mais elevadas e períodos de seca mais frequentes tem reduzido o potencial produtivo dos pomares, contribuindo para uma tendência de safras menores ao longo da última década.

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Outro fator de preocupação é a possível formação de um El Niño de forte intensidade no segundo semestre de 2026. Caso o fenômeno se confirme, poderá impactar negativamente o período de florada e formação dos frutos da safra 2027/28, aumentando os riscos para os produtores.

Demanda global por suco continua enfraquecida

Mesmo com a oferta global mais restrita, o consumo de suco de laranja segue em trajetória de queda nos principais mercados consumidores.

De acordo com o relatório, os preços internacionais do FCOJ (suco de laranja concentrado e congelado) recuaram cerca de 60% desde os picos registrados em 2024. Ainda assim, os preços ao consumidor permanecem elevados nos Estados Unidos e na Europa, limitando a recuperação da demanda.

Nos Estados Unidos, principal mercado consumidor do mundo, o preço médio ao consumidor passou de aproximadamente US$ 2,50 por litro em 2023/24 para cerca de US$ 3,10 por litro em 2025/26.

Essa situação ocorre porque parte dos estoques atuais foi adquirida quando os preços estavam em níveis historicamente elevados. Além disso, varejistas e engarrafadores têm priorizado a manutenção das margens de lucro em detrimento do aumento do volume comercializado.

Estoques elevados dificultam reação dos preços

A combinação entre demanda enfraquecida e produção global ainda suficiente para abastecer o mercado deverá resultar em novo acúmulo de estoques ao final da próxima temporada.

Na avaliação do Rabobank, esse movimento tende a manter os preços internacionais do suco de laranja pressionados, reduzindo as chances de uma valorização sustentável no curto prazo.

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Uma recuperação mais consistente dependeria de fatores extraordinários, como uma quebra significativa de safra em grandes regiões produtoras ou uma retomada mais forte do consumo mundial.

Margens negativas preocupam produtores

O cenário também preocupa os citricultores brasileiros. Atualmente, os preços da fruta negociada no mercado spot permanecem abaixo dos custos de produção para grande parte dos produtores.

Segundo o levantamento, os valores giram em torno de R$ 25 por caixa, patamar considerado insuficiente para garantir rentabilidade adequada em diversas regiões produtoras.

Com margens pressionadas, o setor pode enfrentar redução da área cultivada nos próximos ciclos, o que tende a limitar a oferta futura e aumentar a volatilidade do mercado.

Perspectivas para a citricultura brasileira

Apesar da expectativa de uma safra menor em 2026/27, o mercado de suco de laranja continua dependente da recuperação da demanda global para voltar a registrar preços mais atrativos.

Enquanto isso, produtores precisarão lidar com desafios crescentes relacionados ao clima, sanidade dos pomares e custos de produção. O avanço do greening, aliado aos riscos associados ao El Niño e à fragilidade do consumo internacional, mantém o setor em estado de atenção para os próximos anos.

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Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Exportações de algodão de Mato Grosso batem recorde em junho e China amplia compras da pluma brasileira

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As exportações de algodão em pluma de Mato Grosso registraram um novo recorde para o mês de junho, consolidando o protagonismo do estado no comércio internacional da fibra. Impulsionadas pelo forte avanço da demanda chinesa e pela competitividade da pluma brasileira, as vendas externas apresentaram crescimento expressivo em relação ao mesmo período do ano passado.

De acordo com análise semanal do Instituto Mato-Grossense de Economia Agropecuária (Imea), elaborada com base em dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex), o Brasil exportou 217,04 mil toneladas de algodão em pluma em junho de 2026. Embora o volume represente uma retração de 25,46% frente a maio, houve avanço de 63,41% na comparação com junho de 2025.

Mato Grosso lidera exportações brasileiras de algodão

Em Mato Grosso, os embarques somaram 154,18 mil toneladas em junho, resultado que representa queda mensal de 20,70%, mas crescimento de 66,38% em relação ao mesmo mês do ano anterior.

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O desempenho estabeleceu um novo recorde para junho na série histórica da Secex, reforçando a liderança do estado nas exportações brasileiras de algodão.

Safra 2024/25 mantém ritmo forte nas vendas externas

No acumulado da safra 2024/25, entre agosto de 2025 e junho de 2026, Mato Grosso exportou 1,97 milhão de toneladas de algodão em pluma.

O volume representa um crescimento de 13,57% em comparação ao mesmo período da temporada anterior, evidenciando o fortalecimento da presença brasileira no mercado internacional da fibra.

China amplia importações e consolida liderança entre os compradores

Segundo o Imea, a China permaneceu como o principal destino do algodão mato-grossense na safra 2024/25.

As compras chinesas cresceram 53,97% em relação ao ciclo anterior e passaram a representar 19,75% de todas as exportações de algodão realizadas pelo estado.

O instituto atribui esse avanço à maior competitividade da pluma brasileira em um cenário de elevada oferta exportável, fator que aumentou a atratividade do produto nacional frente aos concorrentes internacionais.

Mato Grosso concentra embarques para o mercado chinês

Com o forte crescimento da demanda asiática, Mato Grosso respondeu por mais da metade das exportações brasileiras de algodão destinadas à China, reforçando sua posição estratégica no abastecimento do maior mercado consumidor mundial da fibra.

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A combinação entre elevada produção, qualidade da pluma e competitividade nos preços segue fortalecendo o estado como principal polo exportador de algodão do Brasil e um dos mais relevantes fornecedores do mercado global.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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