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StoneX reduz previsão para safra de soja do Brasil, mas ainda vê recorde

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“Novembro ainda registrou muita irregularidade das chuvas, volumes abaixo do normal e temperaturas elevadas em várias regiões produtoras, com exceção do Sul”, disse a especialista de inteligência de mercado do grupo, Ana Luiza Lodi, em nota.

Apesar da redução na estimativa, o Brasil ainda poderia colher uma safra superior à registrada no ano passado, se o clima colaborar, com crescimento garantido por um aumento na área plantada, disse a consultoria. A StoneX projetou a colheita de soja de 2022/23 em 157,7 milhões de toneladas.

Segundo a analista, o potencial produtivo de alguns Estados foi ajustado para baixo, com destaque para os do Centro-Oeste.

Em Mato Grosso, além da redução do rendimento projetado, houve um pequeno corte da área plantada, uma vez que as condições climáticas levaram a atrasos “significativos” no plantio, segundo relatório.

O recuo na produção levou a uma redução dos estoques finais esperados para o ciclo 2023/24 no Brasil.

Com isso, a estimativa de exportação de soja do Brasil em 2024 passou de 104 milhões para 103 milhões de toneladas de soja, versus 99 milhões neste ano.

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“Destaca-se que as exportações são a variável de demanda mais afetada no caso de redução da disponibilidade de soja. Com isso, o tamanho da produção vai definir o potencial de embarques do país no próximo ano, após um 2023 com volumes recordes embarcados.”

MILHO EM QUEDA

Pelo quarto mês consecutivo, a StoneX reduziu sua estimativa de produção da primeira safra 2023/24 de milho do país, que passou de 26,8 milhões para 26,45 milhões de toneladas.

“Muito vem sendo discutido sobre a migração do milho para outras culturas na safra de verão, em especial no Norte/Nordeste, e essa percepção tem ganhado cada vez mais força”, explicou o analista do grupo João Pedro Lopes.

A StoneX também reduziu seu número para a safra de inverno 2023/24 de milho, para 97,3 milhões de toneladas, recuo de 1,6% em comparação com o relatório de novembro, devido ao atraso na soja, que impactará o plantio de milho.

Considerando os números de todas as safras de milho, a produção brasileira está estimada em 126,02 milhões de toneladas, cerca de 2 milhões a menos que o divulgado no mês passado. Na temporada passada, o país produziu um recorde de 139,2 milhões de toneladas de milho.

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Fonte: Reuters

Fonte: Portal do Agronegócio

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Área de cevada no Rio Grande do Sul deve encolher mais de 30% em 2026 com temor do El Niño

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A área cultivada com cevada no Rio Grande do Sul deverá registrar forte retração na safra de 2026. Segundo o Informativo Conjuntural da Emater/RS-Ascar, a redução pode superar 30% em relação ao ciclo anterior, refletindo a preocupação dos produtores com os riscos climáticos associados à possível atuação do fenômeno El Niño durante o período de desenvolvimento da cultura.

A implantação das lavouras está em fase inicial no Estado, mas muitos agricultores já demonstram cautela diante das previsões meteorológicas para o inverno e a primavera, fatores decisivos para o desempenho produtivo da cevada.

El Niño aumenta percepção de risco no campo

De acordo com a Emater/RS-Ascar, a expectativa de um cenário climático mais instável tem sido o principal motivo para a diminuição da área destinada à cultura.

Mesmo com a oferta de contratos de integração e comercialização por parte da indústria cervejeira, tradicional compradora da produção gaúcha, muitos produtores optaram por reduzir os investimentos na cevada ou direcionar áreas para outras culturas de inverno consideradas menos suscetíveis aos riscos previstos.

A possibilidade de excesso de chuvas durante fases importantes do ciclo produtivo preocupa o setor, uma vez que pode comprometer a qualidade dos grãos e reduzir o potencial de rendimento das lavouras.

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Lavouras implantadas apresentam bom desenvolvimento

Apesar das incertezas para o restante da temporada, as áreas já semeadas apresentam condições satisfatórias de desenvolvimento.

Segundo os técnicos da Emater/RS-Ascar, a emergência das plantas ocorreu de forma adequada e o crescimento vegetativo está dentro do padrão esperado para esta fase da cultura. As condições iniciais de cultivo são consideradas favoráveis, contribuindo para um bom estabelecimento das lavouras.

O desempenho final da safra, entretanto, dependerá do comportamento climático nos próximos meses.

Erechim lidera retração da área cultivada

A região administrativa de Erechim, principal polo produtor de cevada do Rio Grande do Sul, deverá registrar uma das maiores reduções de área no Estado.

As projeções apontam que a área cultivada ficará abaixo de 6 mil hectares em 2026, representando queda superior a 35% em comparação com a safra anterior.

O movimento reforça a tendência observada em todo o território gaúcho, onde produtores avaliam com cautela os custos de produção e os riscos associados ao clima.

Safra anterior alcançou mais de 32 mil hectares

Os números finais da área plantada para a safra 2026 ainda estão sendo levantados pela Emater/RS-Ascar. Na temporada passada, o Rio Grande do Sul cultivou 32.010 hectares de cevada, com produtividade média de 3.622 quilos por hectare.

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O Estado responde pela maior parte da produção nacional da cultura, sendo peça fundamental para o abastecimento da indústria de malte e cerveja no Brasil.

Preço da cevada permanece estável

No mercado, a cevada destinada à indústria de malte segue sendo negociada a preços considerados estáveis.

Levantamento da Emater/RS-Ascar indica que, na região de Erechim, a saca de 60 quilos está cotada, em média, a R$ 80,00.

O comportamento dos preços ao longo da temporada dependerá da evolução da área efetivamente cultivada, das condições climáticas e da qualidade dos grãos colhidos, fatores que poderão influenciar diretamente a oferta disponível para a indústria.

Clima será decisivo para a safra 2026

As atenções do setor permanecem voltadas para as previsões meteorológicas dos próximos meses. Caso o El Niño se confirme com maior intensidade, os impactos poderão ir além da redução de área, afetando também produtividade e qualidade da produção.

Diante desse cenário, produtores, cooperativas e indústrias acompanham de perto a evolução das condições climáticas, que deverão definir os rumos da safra de cevada no principal estado produtor do país.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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