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STF valida lei de Mato Grosso que condiciona incentivos fiscais ao cumprimento da legislação ambiental

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STF reconhece constitucionalidade da lei estadual que protege produtores mato-grossenses

A Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso (Aprosoja MT) celebrou como um avanço significativo a recente decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) na Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI) nº 7.774, proferida nesta segunda-feira (28). A Corte restabeleceu a vigência do artigo 2º da Lei Estadual nº 12.709/2024, que condiciona a concessão de incentivos fiscais e a cessão de terrenos públicos a empresas que cumpram a legislação ambiental brasileira.

Estado pode definir critérios próprios para concessão de benefícios

A decisão, assinada pelo ministro Flávio Dino, reconheceu a competência do Estado de Mato Grosso para estabelecer seus próprios critérios na concessão de incentivos fiscais. Dessa forma, o governo estadual pode vedar benefícios a empresas que imponham restrições comerciais mais severas do que aquelas previstas pela legislação federal, como é o caso da Moratória da Soja.

Prerrogativa estadual e equilíbrio entre produção e preservação

Segundo o despacho do ministro, o restabelecimento da eficácia do artigo 2º da lei estadual é razoável por garantir ao Estado o direito de condicionar a concessão de benefícios a práticas alinhadas com as normas ambientais federais. A medida não impede que empresas celebrem acordos privados, como a Moratória da Soja, mas assegura que o Estado não é obrigado a premiar condutas que ultrapassem os limites legais estabelecidos nacionalmente.

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Riscos de exclusão social e atividades clandestinas

O ministro Flávio Dino alertou para as consequências negativas da imposição de normas privadas desconectadas da legislação. Para ele, tais exigências podem gerar exclusão social e fomentar o crescimento da criminalidade no campo. Em suas palavras:

“Sublinho que se a regulação ultrapassa os limites do razoável, em cada situação concreta, o efeito pode ser deletério — com a ampliação de desigualdades regionais e de atividades clandestinas. Ou seja, a exploração das áreas que se pretende proteger continua, só que totalmente à margem da institucionalidade […]”

Efeitos da lei passam a valer em 2026

Com a decisão monocrática do ministro, os efeitos do artigo 2º da Lei nº 12.709/2024 foram restabelecidos a partir de 1º de janeiro de 2026. A medida reforça o direito da Assembleia Legislativa e do Governo de Mato Grosso de coibir práticas que, sob a justificativa de sustentabilidade, impõem barreiras consideradas injustas e discriminatórias a produtores que atuam dentro da legalidade.

Aprosoja MT reforça defesa da legalidade e da soberania

Para a Aprosoja MT, a decisão representa uma vitória para os produtores rurais e para a soberania das leis brasileiras. A entidade afirma que continuará trabalhando para assegurar o respeito à Constituição Federal e ao Código Florestal, em defesa de uma produção legal, sustentável e amparada pela segurança jurídica.

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“Não aceitaremos que produtores sejam subjugados por acordos que tentam transformar conluios privados em normas públicas”, declarou o presidente da entidade.

Compromisso com o desenvolvimento sustentável

A Aprosoja MT reiterou seu compromisso com a produção agrícola responsável, a soberania nacional e o desenvolvimento sustentável dos municípios de Mato Grosso. A entidade permanece ao lado dos produtores na defesa de seus direitos e da valorização do setor rural que atua em conformidade com as normas ambientais vigentes.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Safra de inverno 2026/27 avança no RS com boas condições climáticas e redução da área de trigo

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A safra de inverno 2026/27 começa a ganhar ritmo na Fronteira Oeste do Rio Grande do Sul, especialmente nas áreas de solos arrozeiros, onde produtores avançam na implantação das culturas com condições consideradas favoráveis neste início de ciclo. O cenário climático registrado ao longo do outono tem contribuído para o bom estabelecimento das lavouras e para a execução dos manejos agrícolas dentro das janelas ideais.

De acordo com o engenheiro agrônomo Edison Jacociunas, as últimas precipitações ocorreram no início do mês, permitindo melhora significativa nas condições de solo para a semeadura. Com a redução da umidade superficial, os produtores conseguiram realizar o plantio em profundidade adequada, fator decisivo para garantir uniformidade na emergência das plantas e maior potencial produtivo nas fases iniciais das culturas.

O período também favoreceu a realização do manejo pré-emergente para controle de plantas invasoras, prática considerada estratégica para reduzir a competição por água, luz e nutrientes durante o desenvolvimento inicial das lavouras de inverno.

Aveia apresenta excelente desenvolvimento na região

Entre os cultivos já implantados, a aveia se destaca pelo desempenho positivo nas áreas da Fronteira Oeste. As lavouras apresentam bom vigor vegetativo e vêm sendo aproveitadas em sistemas integrados de produção, especialmente por meio do pastoreio intensivo.

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A integração entre agricultura e pecuária segue como alternativa importante para os produtores que utilizam solos arrozeiros durante o inverno, ampliando a rentabilidade das propriedades e otimizando o uso das áreas agrícolas no período de entressafra.

Área de trigo registra forte retração na Fronteira Oeste

Apesar das condições favoráveis para implantação, a cultura do trigo apresenta redução significativa de área cultivada nesta safra na região da Fronteira Oeste gaúcha. Ainda assim, as lavouras já semeadas encontram-se em fase de emergência, dentro da janela considerada ideal para o desenvolvimento da cultura.

O estabelecimento adequado nesta fase inicial é visto como fundamental para que as plantas avancem no ciclo produtivo com melhores condições sanitárias e maior potencial de rendimento.

A retração da área de trigo reflete fatores econômicos e estratégicos enfrentados pelos produtores, incluindo custos de produção elevados, margens pressionadas e incertezas de mercado.

Canola mantém bom potencial mesmo após geadas

As áreas cultivadas com canola também apresentam evolução satisfatória na região, mesmo após as geadas registradas na semana passada. O frio provocou impactos pontuais no desenvolvimento inicial das plantas, mas, até o momento, o cenário geral permanece positivo para a cultura.

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A expectativa dos produtores é de que as condições climáticas sigam favoráveis ao longo das próximas semanas, garantindo continuidade no desenvolvimento das lavouras de inverno no Rio Grande do Sul.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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