AGRONEGÓCIO

StayAgro Busca Ajudar Produtores a Minimizar os Efeitos Climáticos nas Lavouras

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A produção rural enfrenta diversos desafios, e um dos mais impactantes é o clima, que pode afetar drasticamente o rendimento das lavouras. O estresse hídrico, por exemplo, prejudica diretamente a produtividade e pode reduzir os lucros do agricultor. Em meio a esse cenário, surge a StayAgro, uma empresa que visa mitigar os efeitos climáticos nas lavouras brasileiras, oferecendo soluções focadas em manejo nutricional e fisiologia vegetal. Com um portfólio de produtos que auxilia na redução das interferências climáticas e otimiza as aplicações de insumos, a StayAgro busca minimizar o período de “injúria” nos cultivos de soja, milho e algodão, essenciais para o agronegócio brasileiro.

Fundada por Ednei Paes Nantes, Carlos Ramiro Piccoli e Sormani Polini, a StayAgro atua em quatro áreas principais: tecnologia de aplicação, fisiologia vegetal, nutrição foliar e bioinsumos. Segundo Ednei Paes Nantes, um dos fundadores com vasta experiência no setor, incluindo a criação das empresas Gênica e Fast Agro, a StayAgro oferece soluções que aumentam a eficiência das aplicações de defensivos e fertilizantes, promovendo maiores lucros para o produtor, com ênfase na sustentabilidade.

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“Oferecemos também soluções que protegem contra pragas e doenças, comuns nas diversas culturas cultivadas no Brasil. Nossa equipe está preparada para oferecer suporte técnico especializado, atendendo às necessidades específicas de diferentes culturas e condições climáticas”, explica Ednei.

Diferenciação no Mercado

A StayAgro optou por uma estratégia de diferenciação, ao invés de competir apenas por preço. Seus produtos se destacam pela alta performance em campo, com matérias-primas de excelente qualidade. Para Ednei, essa abordagem é mais sustentável a longo prazo. “Do ponto de vista econômico, a diferenciação é o caminho mais viável para se destacar no mercado. Somente com diferenciação conseguimos gerar resultados consistentes para nossos clientes, evitando a guerra de preços, que reduziria a qualidade dos produtos e comprometeria a sustentabilidade financeira da empresa”, afirma.

Expectativas de Crescimento

A empresa projeta um faturamento robusto para a safra 2024/2025, respaldada pela experiência de seus fundadores, pelo profundo conhecimento do mercado e pelos sólidos relacionamentos comerciais. A StayAgro atende a um portfólio de clientes de alta tecnologia e grandes produtores, especialmente das culturas de soja, milho e algodão.

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A empresa adota diversas estratégias para expandir sua atuação, como o mapeamento de oportunidades e o acesso a grandes grupos de compras, produtores e revendas agrícolas. “Além de profissionais experientes nas áreas comercial e técnica, temos um portfólio com produtos e manejos exclusivos da StayAgro”, complementa Ednei.

Com sua visão focada em inovação, sustentabilidade e resultados consistentes, a StayAgro se posiciona como uma aliada estratégica para os produtores rurais, especialmente em tempos de desafios climáticos crescentes.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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AGRONEGÓCIO

Brasil pode multiplicar área irrigada, mas água e energia limitam avanço

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O Brasil possui aproximadamente 10 milhões de hectares equipados para irrigação, mas poderia incorporar mais de 55 milhões de hectares à tecnologia, segundo estimativas oficiais. A expansão permitiria aumentar a produção dentro de áreas já ocupadas e reduzir perdas provocadas por estiagens, mas depende de investimentos em reservatórios, energia elétrica, licenciamento e gestão dos recursos hídricos.

Os números variam conforme a metodologia. O Portal da Irrigação, do governo federal, trabalha com cerca de 10 milhões de hectares equipados. Já o Atlas Irrigação, da Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico (ANA), contabiliza 8,2 milhões de hectares irrigados e fertirrigados em sua base nacional mais abrangente.

O mesmo levantamento identifica potencial adicional de 55,85 milhões de hectares. Desse total, 26,69 milhões estão sobre áreas agrícolas de sequeiro, que dependem das chuvas, e outros 26,73 milhões sobre pastagens. A estimativa exclui áreas ambientalmente protegidas, mas representa uma possibilidade física, não uma expansão que possa ocorrer imediatamente.

Uma parcela entre 6 milhões e 8 milhões de hectares apresenta condições mais favoráveis para incorporação em prazo menor. Ainda assim, seriam necessários investimentos elevados na aquisição de equipamentos, ampliação das redes elétricas e construção de estruturas de captação, armazenamento e distribuição de água.

O avanço dos pivôs centrais mostra que o produtor já procura reduzir a dependência das chuvas. Levantamento da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) identificou 33.846 pivôs em funcionamento em 2024, responsáveis pela irrigação de 2,2 milhões de hectares.

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A tecnologia permite fornecer água em momentos decisivos, como germinação, floração e enchimento de grãos. No milho, a falta de umidade nessas fases pode provocar perdas mesmo quando o volume total de chuva da temporada fica próximo da média.

A irrigação também aumenta a previsibilidade para cooperativas, fábricas de ração, usinas de etanol e outras indústrias que dependem do fornecimento regular de grãos. Com menor oscilação na produção, a cadeia consegue organizar melhor compras, estoques e processamento.

Estudos realizados em regiões de agricultura irrigada encontraram indicadores econômicos superiores aos observados em municípios sem a mesma estrutura. As áreas analisadas, embora representassem cerca de 8% do espaço agrícola considerado, concentravam 704 mil hectares irrigados por pivôs e respondiam por aproximadamente 15% das exportações do agronegócio.

Uma simulação com a incorporação de 1.500 hectares irrigados apontou aumento inicial de R$ 8,27 milhões no valor adicionado pela agropecuária. Em uma segunda etapa, após os efeitos sobre fornecedores, serviços e empregos, o acréscimo poderia superar R$ 13 milhões.

Essas comparações, entretanto, não significam que a irrigação seja a única responsável pelo desempenho econômico. Municípios irrigantes também costumam concentrar propriedades tecnificadas, agroindústrias, crédito, armazenagem e melhor infraestrutura.

O principal limite é a disponibilidade de água em cada bacia. A ANA calcula que a irrigação responde por 46% de toda a água retirada de rios, reservatórios e aquíferos no Brasil e por 67% do consumo, parcela que não retorna imediatamente aos mananciais.

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Por isso, o potencial nacional não pode ser interpretado como autorização para irrigar qualquer área. Cada projeto depende da disponibilidade local, dos demais usos da água e da obtenção de outorga, documento que estabelece quanto poderá ser captado, por quanto tempo e em quais condições.

A construção de reservatórios pode guardar água durante o período chuvoso para utilização em momentos críticos. Esses projetos, porém, também precisam respeitar regras ambientais, segurança das barragens e limites de captação para não prejudicar o abastecimento das cidades, a indústria e outros produtores.

A energia elétrica é outro obstáculo. Sistemas de irrigação demandam potência elevada e funcionamento regular, mas parte das regiões com maior potencial agrícola ainda não dispõe de redes trifásicas ou capacidade suficiente para atender novos equipamentos. O custo da energia também interfere diretamente na viabilidade do investimento.

A expansão sustentável exige ainda sensores de umidade, acompanhamento meteorológico e equipamentos capazes de aplicar somente o volume necessário. Irrigar sem monitoramento pode desperdiçar água, elevar custos e provocar erosão, encharcamento ou perda de nutrientes.

Diante da maior frequência de veranicos e estiagens em períodos críticos, a irrigação tende a ganhar importância na agricultura brasileira. O avanço, contudo, dependerá menos da simples compra de pivôs e mais de planejamento por bacia, segurança jurídica, energia disponível e infraestrutura para armazenar água sem comprometer os demais usuários.

Fonte: Pensar Agro

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