AGRONEGÓCIO

Produtores do RS comemoram safra recorde de cana-de-açúcar

Publicado em

O Rio Grande do Sul está colhendo resultados promissores na safra de cana-de-açúcar, especialmente na região de Santa Rosa, administrada pela Emater/RS-Ascar. De acordo com o Informativo Conjuntural divulgado na última quinta-feira (12), a área plantada totaliza 2.234 hectares, com uma produtividade média estimada de 55 toneladas por hectare.

Entre as variedades cultivadas, a SP 813250 tem se destacado, particularmente pela alta eficiência na produção de melado e açúcar mascavo. Especialistas atribuem o bom desempenho às chuvas regulares observadas desde o segundo semestre de 2023 e às temperaturas elevadas, condições ideais para o cultivo. Atualmente, o preço médio pago ao produtor é de R$ 124,61 por tonelada.

Mercado global registra oscilações

Enquanto os produtores gaúchos celebram os bons resultados, o mercado de açúcar enfrenta flutuações significativas. Dados da União Nacional da Bioenergia (Udop) indicam que os contratos futuros de açúcar bruto na ICE Futures de Nova York começaram a semana em queda. Na última segunda-feira (16), o contrato para março de 2025 foi negociado a 20,68 centavos de dólar por libra-peso, apresentando uma redução de 0,2% em relação à sessão anterior. Esse foi o menor valor registrado em quase três meses, atingindo 20,43 centavos. O contrato para maio de 2025 também sofreu retração, sendo cotado a 19,20 centavos de dólar por libra-peso.

Leia Também:  Histórica etapa do Circuito Nelore de Qualidade avalia mais de 3 mil animais em Mato Grosso

Na ICE Futures Europe, em Londres, o cenário foi misto. O contrato de março de 2025 registrou uma leve alta de US$ 1,40, encerrando a sessão a US$ 529,40 por tonelada. Por outro lado, os contratos seguintes apresentaram quedas entre US$ 2 e US$ 3,40 por tonelada.

Queda no mercado interno

No Brasil, o mercado interno do açúcar cristal segue em retração. Segundo o Indicador Cepea/Esalq da USP, a saca de 50 quilos foi comercializada na segunda-feira (16) por R$ 160,77, uma queda de 0,32% em relação à última sexta-feira. Desde o início de dezembro, o indicador já acumula uma desvalorização de 2,3%.

Apesar das oscilações nos mercados interno e externo, os produtores gaúchos continuam comemorando os resultados excepcionais desta safra, que refletem o equilíbrio entre as condições climáticas favoráveis e o manejo eficiente da cultura.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

COMENTE ABAIXO:
Advertisement

AGRONEGÓCIO

Exportações de algodão do Brasil devem bater recorde em 2025/26 e reforçam liderança global no mercado internacional

Published

on

As exportações brasileiras de algodão devem encerrar o ciclo comercial 2025/2026 em nível recorde, com estimativa de aproximadamente 3,3 milhões de toneladas embarcadas, segundo projeções apresentadas durante a abertura do XXIII Anea Cotton Dinner, em reunião da Câmara Setorial da Cadeia Produtiva do Algodão e Derivados.

O desempenho reforça o protagonismo do Brasil no comércio internacional da fibra, com o país consolidado como principal exportador mundial de algodão, superando concorrentes tradicionais como os Estados Unidos. O resultado é sustentado pela forte demanda de mercados da Ásia, Europa e Oriente Médio.

Produção brasileira mantém crescimento e produtividade elevada

A safra 2025/2026 de algodão no Brasil deve alcançar cerca de 3,9 milhões de toneladas de pluma, cultivadas em aproximadamente 1,9 milhão de hectares, com produtividade média próxima de 1.954 quilos por hectare, de acordo com dados da Associação Brasileira dos Produtores de Algodão (Abrapa).

Para o ciclo 2026/2027, as primeiras estimativas indicam nova expansão, com produção projetada em 3,96 milhões de toneladas, reforçando a tendência de crescimento consistente da cultura no país.

Leia Também:  Irrigação por Gotejamento: Chave para uma Safra Recorde na Usina Da Mata Açúcar e Álcool
Brasil registra recordes de exportação e consolida liderança global

A Associação Nacional dos Exportadores de Algodão (Anea) destacou que o Brasil registrou recordes mensais de embarques em sete meses dentro do ciclo atual, mantendo ritmo forte de exportações e encerrando a temporada na liderança global do setor.

“O algodão brasileiro alcançou um novo patamar no mercado internacional. Tivemos sete meses de recorde de exportação, e junho deve seguir o mesmo ritmo. Hoje, o desafio já não é apenas produzir mais, mas garantir infraestrutura, competitividade e previsibilidade para sustentar esse crescimento”, afirmou o presidente da Anea, Dawid Wajs.

O avanço das exportações reflete não apenas o aumento da produção, mas também a consolidação da confiança internacional na qualidade da fibra brasileira.

Cenário global pode sustentar preços do algodão

No mercado internacional, o cenário de oferta e demanda segue apertado. A projeção aponta consumo global de aproximadamente 26,510 milhões de toneladas, acima da oferta estimada em 25,265 milhões de toneladas, o que pode contribuir para sustentar as cotações da fibra no mercado mundial.

Leia Também:  Região Sul terá recorde de produção de soja
Mercado interno mais cauteloso e busca por qualidade

No Brasil, o mercado doméstico apresenta comportamento mais conservador. As fiações têm adotado postura cautelosa nas compras, priorizando qualidade da matéria-prima e reduzindo o apetite por contratos de longo prazo, especialmente em um ambiente de juros elevados.

Uso do algodão avança para além do setor têxtil

Durante as discussões do setor, também ganhou destaque a valorização das fibras naturais e a ampliação do uso do algodão em novas aplicações industriais. Além do vestuário, o produto vem sendo incorporado em segmentos como saúde, construção civil, defesa e materiais funcionais, ampliando seu potencial de inovação e agregação de valor na cadeia produtiva.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

COMENTE ABAIXO:
Continuar lendo

CUIABÁ

MATO GROSSO

POLÍCIA

FAMOSOS

ESPORTES

MAIS LIDAS DA SEMANA