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Histórica etapa do Circuito Nelore de Qualidade avalia mais de 3 mil animais em Mato Grosso

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A maior etapa já realizada no Circuito Nelore de Qualidade avaliou 3.354 animais nos dias 15 e 16 de outubro, na unidade da Friboi em Diamantino (MT). Durante a 24ª etapa de 2024, foram analisados 2.320 machos não castrados e 1.034 fêmeas, consolidando um marco histórico para a iniciativa.

O evento foi resultado da parceria entre a Associação dos Criadores de Nelore do Brasil (ACNB), a Associação dos Criadores de Nelore do Mato Grosso (ACNMT) e o frigorífico Friboi, contando ainda com o apoio da Matsuda Sementes e Nutrição Animal.

“O volume de animais avaliados foi impressionante. Tivemos a participação de 16 pecuaristas, com lotes provenientes de dez municípios, superando nossas expectativas. O total alcançado ultrapassou a média esperada, representando um avanço significativo. Em 2023, avaliamos 1.052 animais. Neste ano, com o trabalho intenso da equipe de originação da unidade Friboi, mais que triplicamos esse número”, destacou Victor Miranda, presidente da ACNB.

Reconhecimento aos melhores lotes de machos e fêmeas

Entre os machos avaliados, 64% possuíam até dois dentes incisivos permanentes, característica de animais com cerca de dois anos de idade. O peso médio registrado foi de 22 arrobas.

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Na categoria Melhor Lote de Carcaças de Machos, a Medalha de Ouro foi entregue a Mariana Vilarindo Andrzejewski Matias, da Fazenda Santa Teresinha, em Brasnorte (MT). O segundo lugar ficou com Amarildo Christofolli, da Fazenda Hervalense III, em Diamantino (MT), e a Medalha de Bronze foi para Denise Conceição Zottis Boscoli, da Fazenda Bragança, em Lucas do Rio Verde (MT).

Elza Junqueira de Carvalho Dias, da Fazenda Rio Bonito, em Tangará da Serra (MT), recebeu a Medalha de Ouro na subcategoria de Melhor Lote de Carcaças de Machos Terminados em Pastagens.

Já entre as fêmeas, 86% dos animais tinham até dois dentes incisivos permanentes, indicando também cerca de dois anos de idade. Destas, 51% apresentavam dentição de leite completa, com menos de dois anos. O peso médio foi de 16 arrobas, e 93% das carcaças avaliadas possuíam cobertura de gordura mediana.

Na categoria Melhor Lote de Carcaças de Fêmeas, a Medalha de Ouro foi conquistada por Celso Junqueira Franco Netto, da Fazenda Esperança, em Brasnorte (MT). Edilson Antônio Piaia, da Fazenda São João, em Campo Novo do Parecis (MT), ficou com a Medalha de Prata e ainda recebeu o Ouro na subcategoria de Melhor Lote de Carcaças de Fêmeas Terminadas em Pastagens. Denise Conceição Zottis Boscoli completou o pódio com a Medalha de Bronze, representando a Fazenda Bragança, em Lucas do Rio Verde (MT).

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Circuito Nelore de Qualidade: excelência e tradição

Promovido desde 1999 pela ACNB, o Circuito Nelore de Qualidade tem como objetivo valorizar e difundir a genética da raça Nelore, contribuindo para a evolução da pecuária brasileira e a produção de carne de alta qualidade.

A iniciativa conta com o apoio de grandes frigoríficos como Friboi, Frisa, Fribal e Masterboi, além de parceiros internacionais, como Fridosa, na Bolívia, e Minerva Foods, no Paraguai. Reconhecido como o maior campeonato de avaliação de carcaças de bovinos do mundo, o Circuito reafirma a importância do trabalho dos pecuaristas e seu impacto no mercado global de carne bovina.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Guerra no Oriente Médio pode elevar custos no campo e pressionar inflação dos alimentos no Brasil

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As tensões geopolíticas no Oriente Médio voltaram a acender um alerta para o agronegócio global. Um estudo divulgado pelo Rabobank aponta que o prolongamento do conflito na região, aliado ao fechamento do Estreito de Ormuz — uma das principais rotas mundiais de transporte de petróleo — pode provocar aumento dos custos de produção agropecuária e pressionar a inflação dos alimentos no Brasil ao longo de 2026 e 2027.

Segundo a análise, o choque nos mercados de energia já está elevando os preços internacionais do petróleo e do gás natural, criando uma cadeia de impactos que alcança combustíveis, fertilizantes, transporte e logística agrícola.

Petróleo mais caro aumenta custos da produção rural

O relatório destaca que a valorização das commodities energéticas tem efeito direto sobre a atividade agropecuária. O diesel, principal combustível utilizado nas operações agrícolas e no transporte de cargas, tende a registrar alta de preços, elevando os custos desde o plantio até a distribuição dos alimentos.

Além disso, a produção mundial de fertilizantes depende fortemente de gás natural e derivados de petróleo. Com a elevação dos preços desses insumos, a tendência é de aumento nos gastos dos produtores rurais em diversas culturas.

De acordo com as projeções do Rabobank, o Índice de Commodities do Banco Central para Energia (IC-Br Energia) deverá encerrar 2026 com avanço de 41,6% na comparação anual, refletindo a disparada dos preços energéticos observada após a escalada do conflito.

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Agro sente impacto de forma gradual

Diferentemente do mercado de energia, onde os reflexos são imediatos, os efeitos sobre as commodities agrícolas costumam ocorrer de forma mais lenta.

O estudo avalia que os custos mais elevados de energia, frete, fertilizantes e logística devem ser gradualmente incorporados aos preços agrícolas. Como consequência, o Índice de Commodities Agropecuárias (IC-Br Agro) deve voltar a registrar valorização nos próximos meses.

A expectativa é que o indicador feche 2026 com crescimento de 8,8%, sinalizando um ambiente de custos mais elevados para a cadeia produtiva.

Outro fator de preocupação é a possibilidade de ocorrência de um fenômeno El Niño de forte intensidade, cenário que pode provocar alterações climáticas relevantes em importantes regiões produtoras, afetando produtividade e disponibilidade de alimentos.

Inflação dos alimentos pode ganhar força

O levantamento mostra que os alimentos in natura deverão ser os mais sensíveis aos efeitos do choque externo.

Frutas, hortaliças, legumes e outros produtos frescos costumam reagir rapidamente ao aumento dos custos de transporte, combustíveis e insumos agrícolas. Por isso, a projeção é que a inflação desse grupo alcance 9,6% ao final de 2026 e ultrapasse 10% em 2027.

Nos alimentos semielaborados e industrializados, o repasse tende a ocorrer de forma mais gradual. Estoques, contratos de fornecimento e maior diversificação de custos ajudam a amortecer os impactos iniciais da alta das commodities e da energia.

Mesmo assim, os analistas observam que o aumento dos custos deverá atingir toda a cadeia alimentícia ao longo dos próximos trimestres.

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Alimentação no domicílio deve permanecer pressionada

Após um período de desaceleração observado no início de 2026, a inflação dos alimentos consumidos dentro de casa pode voltar a acelerar.

As projeções indicam que a inflação de alimentação no domicílio deverá encerrar 2026 próxima de 6,1%, permanecendo acima dos níveis considerados confortáveis para o controle inflacionário.

Embora o índice deva apresentar desaceleração em 2027, os preços continuarão refletindo os efeitos acumulados da alta dos custos energéticos, das despesas logísticas e dos insumos agrícolas.

Agronegócio acompanha cenário com atenção

Especialistas destacam que o atual cenário reforça a importância do monitoramento dos mercados internacionais pelo setor agropecuário brasileiro.

O Oriente Médio ocupa posição estratégica no abastecimento global de petróleo e fertilizantes. Qualquer interrupção prolongada nos fluxos comerciais pode gerar volatilidade nos preços e afetar diretamente a competitividade do agronegócio.

Para produtores rurais, cooperativas, tradings e indústrias de alimentos, o principal desafio será administrar o aumento dos custos de produção em um ambiente marcado por incertezas geopolíticas, oscilações climáticas e maior volatilidade dos mercados globais.

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Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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