AGRONEGÓCIO
Sorgo ganha espaço no Rio Grande do Sul e pode gerar mais de R$ 2 mil por hectare ao produtor
Publicado em
13 de março de 2026por
Da Redação
O sorgo vem ganhando destaque entre os produtores do Rio Grande do Sul como uma alternativa agrícola rentável e mais resiliente às adversidades climáticas. Resultados das primeiras áreas colhidas pela empresa Boa Safra (SOJA3), referência nacional na produção de sementes, apontam rentabilidade líquida superior a R$ 2.000 por hectare.
As lavouras foram implantadas entre agosto e setembro de 2025, e os resultados positivos reforçam o potencial econômico da cultura na região. Um dos destaques é o híbrido BS005, que apresenta ciclo aproximado de 120 dias, permitindo colheita antecipada e maior flexibilidade no planejamento das atividades agrícolas.
Híbrido precoce amplia eficiência do sistema produtivo
O desempenho do BS005 tem chamado atenção por combinar produtividade com ciclo relativamente curto. Essa característica permite ao produtor realizar a colheita mais cedo, abrindo espaço para outras culturas ou atividades dentro da propriedade.
O ciclo de cerca de quatro meses contribui para uma melhor gestão da área agrícola, possibilitando maior diversificação e aproveitamento do calendário de plantio.
Contratos garantem previsibilidade de receita ao produtor
Outro fator que tem impulsionado o cultivo do sorgo no estado é o modelo comercial adotado pela Boa Safra. A empresa tem incentivado a cultura por meio de contratos firmados com indústrias de ração animal e biocombustíveis.
Esses acordos oferecem maior segurança ao produtor, garantindo previsibilidade de receita de até 85% do valor da saca de milho comercializado na região onde ocorre o plantio.
Esse modelo reduz a exposição às oscilações de mercado e cria um ambiente mais favorável para o investimento na cultura.
Cultura apresenta vantagens agronômicas em anos de clima adverso
Além da segurança comercial, o sorgo também se destaca por características agronômicas que favorecem sua adoção.
Entre os principais diferenciais estão:
- menor custo com insumos
- ciclo mais curto em comparação a outras culturas
- alta tolerância ao estresse hídrico
- boa adaptação a temperaturas elevadas
Esses fatores permitem que a cultura mantenha desempenho mais estável mesmo em cenários de estiagem prolongada ou irregularidade climática, situação recorrente em diversas regiões do estado.
O período de plantio, que pode ocorrer entre a segunda quinzena de agosto e o final de novembro, também posiciona o sorgo como uma alternativa de verão ainda pouco explorada no Rio Grande do Sul.
Estrutura de comercialização facilita adoção da cultura
Para apoiar os produtores interessados na cultura, a Boa Safra estruturou áreas comerciais e uma rede de parceiros para recebimento e comercialização do grão.
Essa estrutura é considerada estratégica, principalmente porque o período de colheita do sorgo coincide com o do milho, o que poderia dificultar a logística de comercialização sem um planejamento adequado.
Com o suporte oferecido pela empresa, o produtor consegue escoar a produção com maior eficiência.
Sorgo amplia possibilidades de uso dentro da propriedade
De acordo com Rafael Tombini, gerente comercial da Regional Sul da Boa Safra, o sorgo pode agregar valor ao sistema produtivo ao permitir diferentes estratégias agrícolas.
Segundo ele, a cultura possibilita tanto o cultivo de uma segunda safra, como a implantação de soja safrinha plantada em janeiro, além do consórcio com forrageiras para pastejo bovino.
Essa flexibilidade contribui para ampliar a diversificação da propriedade e reduzir riscos produtivos.
“Ele permite tanto a implantação de uma segunda safra quanto o consórcio com forrageiras para pastejo bovino, agregando valor ao sistema produtivo e oferecendo uma alternativa rentável e de menor risco”, afirma Tombini.
Resistência do sorgo chama atenção de produtores gaúchos
A irregularidade climática recente no estado tem reforçado o interesse pela cultura. Enquanto lavouras de milho registram perdas de produtividade em algumas regiões, o sorgo tem apresentado desenvolvimento mais estável.
Segundo Tombini, essa característica tem despertado o interesse de produtores principalmente no noroeste gaúcho e no sul do estado.
Os primeiros relatos de campo indicam satisfação com os resultados e já há produtores sinalizando expansão da área cultivada nas próximas safras.
Resultados iniciais ajudam a definir melhor janela de plantio
As primeiras colheitas também têm servido como base para avaliar o comportamento da cultura em diferentes períodos de plantio.
Algumas áreas começaram a ser colhidas já no mês de janeiro, o que permitirá aos técnicos mapear as melhores janelas agrícolas para o sorgo no estado.
Segundo Tombini, esse acompanhamento será essencial para consolidar o potencial produtivo e econômico da cultura no Rio Grande do Sul.
Trabalho técnico reforça potencial do sorgo no estado
Para Éder Santos, gerente nacional de sorgo da Boa Safra, as condições climáticas e agrícolas do Rio Grande do Sul favorecem a expansão da cultura.
Ele destaca que a empresa tem investido em híbridos precoces e de alto desempenho, além de oferecer suporte técnico aos produtores.
“Com híbridos precoces e de alta qualidade, a empresa tem realizado um trabalho técnico consistente na região, oferecendo suporte de manejo e garantindo resultados concretos ao produtor”, avalia Santos.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
AGRONEGÓCIO
Conectividade no campo cresce 15% e acelera avanço da agricultura digital no Brasil
Published
18 minutos agoon
2 de junho de 2026By
Da Redação
A conectividade no campo brasileiro avançou de forma expressiva nos últimos anos e já se consolida como um dos principais pilares da transformação digital do agronegócio. Dados da Anatel e do Ministério das Comunicações mostram que 82,8% dos municípios brasileiros registraram melhora nos indicadores de conectividade no último ano, refletindo diretamente no ambiente rural.
Nas áreas agrícolas, o crescimento também chama atenção. Levantamento realizado pela ConectarAGRO em parceria com a Universidade Federal de Viçosa aponta que a área agricultável conectada no Brasil saltou de 18,7% para 33,9% entre 2023 e 2025, avanço de aproximadamente 15 pontos percentuais.
O movimento acompanha a crescente demanda do setor por tecnologias como agricultura de precisão, sensores inteligentes, telemetria em tempo real e operação de máquinas autônomas.
Digitalização rural pode movimentar US$ 500 bilhões até 2030
A expansão da infraestrutura digital no campo ganhou ainda mais relevância diante das projeções internacionais para o setor. Estudo da McKinsey & Company estima que a conectividade rural poderá gerar impacto superior a US$ 500 bilhões no Produto Interno Bruto global até 2030.
Segundo o relatório, somente o mercado ligado à operação online de máquinas autônomas pode alcançar US$ 60 bilhões nos próximos anos, impulsionado pela automação agrícola e pela integração de dados em tempo real.
Para especialistas do setor, a conectividade deixou de ser apenas suporte operacional e passou a ocupar papel estratégico na gestão das propriedades rurais.
Telemetria, drones e IA ampliam demanda por redes robustas
De acordo com Pedro Reinaldo, CEO da LOViZ, o avanço tecnológico no agro exige redes cada vez mais estáveis e de alta capacidade.
“O campo vive uma transformação acelerada, em que drones, irrigação inteligente, sensores IoT e sistemas de telemetria dependem de transmissão contínua de dados. Sem conectividade adequada, o produtor perde eficiência operacional e capacidade de tomada de decisão”, afirma o executivo.
A adoção de tecnologias baseadas em inteligência artificial também intensifica a necessidade de estabilidade de sinal, principalmente em propriedades que operam equipamentos autônomos e plataformas integradas de monitoramento.
Relevo e distância ainda desafiam expansão da conectividade rural
Apesar da evolução dos indicadores, a cobertura em áreas rurais ainda enfrenta obstáculos importantes. Regiões afastadas, propriedades extensas e topografias acidentadas dificultam a entrega de sinal estável pelas redes tradicionais de telecomunicações.
Nesse cenário, soluções personalizadas de conectividade vêm ganhando espaço no agronegócio. A LOViZ desenvolveu o sistema Agro Connect, voltado à implantação de redes adaptadas às características geográficas e operacionais de cada propriedade.
Segundo a empresa, o objetivo é garantir baixa latência e estabilidade para aplicações ligadas à automação, sensores inteligentes e inteligência artificial no campo.
Internet no campo também melhora qualidade de vida e retenção de mão de obra
Além dos ganhos de produtividade, a expansão da banda larga rural também traz impactos sociais relevantes. O acesso à internet de alta performance melhora a comunicação, o acesso à educação e os serviços digitais nas propriedades rurais.
Especialistas destacam ainda que a conectividade contribui para retenção de talentos no campo, um dos desafios enfrentados atualmente pelo agronegócio brasileiro.
Com o avanço da agricultura digital, a expectativa do mercado é que a infraestrutura de conectividade se torne um diferencial competitivo decisivo para o setor nos próximos anos, sustentando o crescimento da automação, da inteligência operacional e da gestão baseada em dados no campo brasileiro.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
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