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Soja registra leves altas em Chicago com foco no clima no Meio-Oeste dos EUA

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Os contratos futuros da soja operam com leves altas na Bolsa de Chicago nesta segunda-feira (19). Por volta das 7h25 (horário de Brasília), os principais vencimentos apresentavam valorização entre 2 e 3 pontos. O contrato de julho era negociado a US$ 10,53 por bushel, enquanto o de setembro estava cotado a US$ 10,31.

Expectativa por novas informações movimenta o mercado

O início da semana é marcado pela cautela dos investidores, que aguardam novas informações relevantes para direcionar o mercado. A principal atenção está voltada para os dados atualizados do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), que devem ser divulgados no final da tarde e trarão detalhes sobre o avanço do plantio da safra norte-americana.

Condições climáticas seguem no radar dos traders

O clima no Meio-Oeste dos Estados Unidos permanece como fator central de monitoramento por parte dos traders. O plantio avança em ritmo acelerado e o desenvolvimento das lavouras é considerado satisfatório até o momento.

Segundo o diretor geral do Grupo Labhoro, os modelos climáticos para os próximos 10 dias indicam a ocorrência de boas chuvas em grande parte do cinturão agrícola (Corn Belt) e também em estados do Sul do país. Se confirmadas, essas precipitações devem aliviar áreas que apresentam déficit hídrico, principalmente no Oeste do Corn Belt.

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“Os mapas que medem os índices dos últimos 30 dias mostram deficiência hídrica nas Dakotas, Nebraska, Iowa e Minnesota”, destaca o especialista.

Fundos apostam em safra normal e mercado baixista

De acordo com a análise do Grupo Labhoro, a atual posição vendida dos fundos indica que o mercado está apostando em uma safra dentro da normalidade nos Estados Unidos. Esse cenário reforça a expectativa de um movimento baixista nos preços, embora essa tendência ainda dependa da confirmação das condições climáticas nas próximas semanas.

Fatores macroeconômicos também influenciam o mercado

Além do clima, os investidores também acompanham o cenário macroeconômico global. As tensões comerciais entre China e Estados Unidos seguem como ponto de atenção, assim como o comportamento do mercado de derivados da soja. Nesta segunda-feira, o óleo de soja apresenta alta, enquanto o farelo registra queda. A variação do dólar também segue como fator de influência sobre as negociações.

Fonte: Portal do Agronegócio

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Exportações de suco de laranja encerram safra 2025/26 com receita 30% menor apesar de volume estável

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As exportações brasileiras de suco de laranja encerraram a safra 2025/26 com volume praticamente estável, mas registraram forte queda na receita em consequência da retração da demanda global e do recuo dos preços internacionais. Os embarques totalizaram 746,9 mil toneladas de FCOJ (Frozen Concentrated Orange Juice) equivalente, alta de apenas 0,2% em relação às 745,7 mil toneladas exportadas na safra anterior.

Em contrapartida, a receita cambial caiu cerca de 30%, passando de US$ 3,42 bilhões na temporada 2024/25 para US$ 2,38 bilhões na safra 2025/26. Os dados são da Secretaria de Comércio Exterior (Secex), referentes às exportações realizadas pelo Porto de Santos, compilados pela CitrusBR.

Segundo a entidade, o resultado reflete um cenário de ajuste do mercado internacional após o período de preços elevados registrado nas últimas safras.

Demanda enfraquecida reduz receita das exportações

De acordo com o diretor-executivo da CitrusBR, Ibiapaba Netto, os elevados preços praticados nas últimas temporadas levaram muitos consumidores a substituírem o suco de laranja por bebidas mais acessíveis. Além disso, problemas de qualidade provocados pelas condições climáticas adversas e pelo avanço do greening também influenciaram o comportamento da demanda mundial.

Esse conjunto de fatores provocou uma forte correção nas cotações internacionais, reduzindo significativamente o faturamento do setor exportador brasileiro, mesmo com o volume embarcado praticamente inalterado.

Estados Unidos assumem liderança entre os compradores

A principal mudança na geografia das exportações ocorreu no mercado norte-americano.

Os Estados Unidos ultrapassaram a União Europeia e se consolidaram como o maior destino individual do suco de laranja brasileiro durante a safra 2025/26.

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As importações norte-americanas alcançaram 355,8 mil toneladas de FCOJ equivalente, crescimento de 16,3% na comparação com as 305,8 mil toneladas registradas na temporada anterior. Com isso, o país passou a responder por quase 48% de todo o volume exportado pelo Brasil, ante aproximadamente 40% na safra passada.

Apesar do aumento dos embarques, a receita obtida com as vendas aos Estados Unidos recuou 20,6%, totalizando cerca de US$ 1,08 bilhão, reflexo direto da queda dos preços internacionais.

União Europeia perde participação nas exportações

Historicamente principal destino do suco brasileiro, a União Europeia registrou retração tanto em volume quanto em receita.

As exportações para o bloco caíram 10,9%, passando de 376,5 mil para 335,2 mil toneladas de FCOJ equivalente. O faturamento recuou aproximadamente 38%, encerrando a safra em cerca de US$ 1,11 bilhão.

Com esse desempenho, a participação da União Europeia no total exportado diminuiu de aproximadamente 50% para cerca de 45%, abrindo espaço para o avanço dos Estados Unidos e de outros mercados internacionais.

China amplia compras

A China apresentou um dos melhores desempenhos entre os principais destinos do suco brasileiro.

As importações cresceram 26% na safra 2025/26, passando de 20,1 mil para 25,5 mil toneladas de FCOJ equivalente.

A receita acompanhou esse avanço de forma mais moderada, registrando alta de 1% e atingindo aproximadamente US$ 70,3 milhões.

O resultado reforça o potencial do mercado chinês como um dos principais vetores de crescimento das exportações brasileiras nos próximos anos.

Japão registra maior queda entre os principais mercados

O mercado japonês apresentou a retração mais significativa da temporada.

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O volume embarcado caiu 28,6%, recuando de 20,1 mil para 14,3 mil toneladas de FCOJ equivalente.

A receita sofreu impacto ainda maior, com queda de 45,9%, totalizando aproximadamente US$ 58,9 milhões. O resultado foi consequência da combinação entre menor demanda e redução dos preços praticados naquele mercado.

Exportações seguem abaixo dos níveis históricos

Os números da safra 2025/26 confirmam que o setor ainda opera abaixo dos volumes registrados na última década.

Entre as safras 2014/15 e 2023/24, o Brasil exportou frequentemente volumes próximos ou superiores a 1 milhão de toneladas de FCOJ equivalente. Nas duas últimas temporadas, porém, os embarques permaneceram abaixo de 750 mil toneladas, refletindo os desafios enfrentados pela citricultura nacional.

Apesar disso, o país mantém a liderança global nas exportações de suco de laranja, abastecendo os principais mercados consumidores do mundo.

Perspectivas para o setor

O desempenho da próxima safra dependerá da recuperação da demanda internacional, da evolução dos preços globais e das condições da produção brasileira.

Além do comportamento do consumo, o setor continuará monitorando os impactos do greening, considerado atualmente o principal desafio fitossanitário da citricultura, e das condições climáticas sobre a produtividade dos pomares.

A expectativa do mercado é que uma combinação entre maior oferta, estabilização dos preços e retomada gradual da demanda internacional contribua para melhorar o desempenho das exportações brasileiras nas próximas temporadas.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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