AGRONEGÓCIO

Soja: recuperação de produção no Sul contribuirá para safra recorde no Brasil

Publicado em

“A gente tem observado excesso de chuvas em alguma em algumas regiões e falta de chuvas em outras regiões, porém vale destacar que o momento onde a soja precisa de mais água é durante o enchimento de grão. Portanto, as chuvas entre o mês de dezembro janeiro e fevereiro de 2024 vão ser cruciais para gente ter uma visão mais clara da safra brasileira. Mas por enquanto a gente continua com essa estimativa de Safra recorde pro próximo ano principalmente por um aumento da safra na região sul do país”, destacou a analista de grãos do Rabobank, Marcela Marini.

A previsão do banco é de uma área de 45,5 milhões de hectares. “Isso significa um aumento de área plantada de 2,5%, muito abaixo do que a gente viu aí entre 2020 e 2022 quando esse percentual ficou entre 6% e 6,5% ao ano, mas ainda assim a gente tá falando de uma área recorde”, destacou a analista. O menor crescimento, explica, se deve à recente queda nos preços e às menores margens da atividade este ano.

Leia Também:  Brasil bate recorde na produção de açúcar e atinge 50% das exportações mundiais

“Os preços de soja já apresentaram uma queda de 27% quando a gente compara com o ano passado e isso de certa maneira foi reduzindo a perspectiva de margem do produtor rural aqui no Brasil”, observa Marcela.

Com uma previsão de produção global de 400 milhões de toneladas, 30 milhões acima do registrado em 2022/23, a previsão do Rabobank é de que as cotações da oleaginosa sigam pressionadas ao longo dos próximos meses. “Enquanto a oferta crescer mais que a demanda, a gente entende que os preços tendem a enfrentar um cenário um pouquinho mais desafiador para 2024”, completa a analista.

Fonte: Rabobank

Fonte: Portal do Agronegócio

COMENTE ABAIXO:
Advertisement

AGRONEGÓCIO

Exportações de proteínas animais disparam em maio e carne de frango lidera avanço brasileiro

Published

on

As exportações brasileiras de proteínas animais seguem aquecidas em maio de 2026, reforçando o protagonismo do agronegócio nacional no comércio global de alimentos. Dados divulgados pela Secex apontam avanço consistente nos embarques de carne de frango e carne suína, com destaque para o desempenho do setor avícola, que lidera em volume e faturamento.

O cenário positivo reflete a forte demanda internacional pelas proteínas brasileiras, favorecida pela competitividade dos produtos nacionais e pela ampliação das compras em mercados estratégicos.

Carne de frango lidera exportações brasileiras de proteínas

A carne de frango manteve a liderança entre as proteínas animais exportadas pelo Brasil neste mês. Segundo os dados da Secex, os embarques de carnes de aves e miudezas comestíveis frescas, refrigeradas ou congeladas somaram 238,3 mil toneladas até a segunda semana de maio.

A receita acumulada alcançou US$ 450,4 milhões no período, com média diária de US$ 45 milhões. O volume médio exportado ficou em 23,8 mil toneladas por dia útil.

Além do elevado ritmo de embarques, o setor avícola brasileiro manteve forte competitividade internacional. O preço médio da proteína exportada foi de US$ 1.889,9 por tonelada, consolidando o Brasil entre os principais fornecedores globais de carne de frango.

Leia Também:  Ampliação de editais e investimento de R$ 35,5 milhões incentivam produções culturais em MT

O desempenho positivo ocorre em meio ao aumento da demanda internacional por proteínas de menor custo e ao fortalecimento das exportações brasileiras para mercados da Ásia, Oriente Médio e América Latina.

Carne suína mantém crescimento nas vendas externas

A carne suína também apresentou resultado expressivo nas exportações brasileiras ao longo da primeira metade de maio. De acordo com a Secex, os embarques de carne suína fresca, refrigerada ou congelada totalizaram 55,5 mil toneladas no período.

A receita gerada pelas vendas externas chegou a US$ 138,4 milhões, com média diária de faturamento de US$ 13,8 milhões.

O volume médio exportado ficou em 5,5 mil toneladas por dia útil, enquanto o preço médio negociado atingiu US$ 2.491,6 por tonelada.

Mesmo com volume inferior ao registrado pela carne de frango, o setor suinícola brasileiro segue sustentado pela ampliação da demanda internacional e pela consolidação da proteína nacional em importantes mercados importadores.

A valorização dos preços médios também reforça a competitividade da carne suína brasileira no mercado externo.

Exportações de pescado têm menor participação em maio

Entre os segmentos analisados pela Secex, o pescado inteiro vivo, morto ou refrigerado apresentou participação mais modesta nas exportações brasileiras em maio.

Leia Também:  Prefeitura de Cuiabá lamenta falecimento do lutador Rodiney Rubens

Até a segunda semana do mês, o setor embarcou 419,7 toneladas, gerando receita de US$ 2,15 milhões.

A média diária de faturamento ficou em US$ 215 mil, enquanto o volume médio exportado atingiu 42 toneladas por dia útil.

Apesar da menor representatividade em relação às carnes de aves e suína, o pescado registrou o maior valor médio por tonelada entre as proteínas analisadas. O preço médio negociado alcançou US$ 5.122,9 por tonelada exportada.

Agronegócio brasileiro mantém força no mercado global

O avanço das exportações de proteínas animais reforça a posição estratégica do Brasil como um dos maiores fornecedores mundiais de alimentos.

O desempenho positivo de frango, carne suína e pescado em maio mostra a força do setor exportador brasileiro, que segue beneficiado pela demanda internacional aquecida, pelo câmbio favorável e pela competitividade da produção nacional.

A expectativa do mercado é de continuidade no ritmo elevado de embarques ao longo do segundo trimestre, especialmente para os segmentos de aves e suínos, que seguem ampliando presença nos principais destinos globais.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

COMENTE ABAIXO:
Continuar lendo

CUIABÁ

MATO GROSSO

POLÍCIA

FAMOSOS

ESPORTES

MAIS LIDAS DA SEMANA