AGRONEGÓCIO

Soja: Negócios Devem Permanecer Limitados com Influências de Chicago e Dólar

Publicado em

O mercado brasileiro de soja enfrenta mais um dia de poucos negócios, influenciado por movimentos opostos nos dois principais fatores de formação de preços. Enquanto a Bolsa de Mercadorias de Chicago demonstra fraqueza, o dólar abriu em leve alta frente ao real, o que tem retraído o interesse dos negociadores.

Na quarta-feira, o cenário foi de lentidão para a soja no Brasil. A movimentação nos portos foi limitada, com apenas algumas transações pontuais registradas. Os preços se mantiveram estáveis ou com leve alta, impulsionados pela valorização do dólar e pela volatilidade em Chicago, que ofereceu algumas oportunidades ao longo do dia, segundo a Safras Consultoria.

Em Passo Fundo (RS), a saca de 60 quilos foi cotada a R$ 132,00. Na região das Missões, o preço permaneceu em R$ 131,00 por saca. No Porto de Rio Grande, a cotação ficou em R$ 138,00 a saca.

Em Cascavel, no Paraná, a saca foi negociada a R$ 129,00. No porto de Paranaguá (PR), o preço também permaneceu estável em R$ 138,00.

Leia Também:  Colheita da Primeira Safra de Feijão 2024/25 no Paraná Atinge 97% da Área Plantada

Em Rondonópolis (MT), a saca subiu de R$ 126,00 para R$ 127,00. Em Dourados (MS), o preço se manteve em R$ 123,00 por saca. Já em Rio Verde (GO), a saca continuou cotada a R$ 122,00.

Chicago e Câmbio

Os contratos futuros de soja para novembro de 2024 registraram uma queda de 0,26%, sendo negociados a US$ 10,19 3/4 por bushel. O mercado de soja tem se aproximado de seu nível mais baixo desde 2020, pressionado pela ampla oferta dos Estados Unidos e por preocupações com a demanda da China.

No câmbio, o dólar comercial registrou uma alta de 0,31%, cotado a R$ 5,6714. O Dollar Index também subiu 0,31%, alcançando 104,182 pontos.

Indicadores Financeiros

As bolsas asiáticas fecharam com resultados mistos: Japão, -2,49%; Xangai, -0,22%. Na Europa, a maioria dos índices operava em baixa, com Paris recuando 1,06% e Frankfurt 1,00%, enquanto Londres apresentou leve alta de 0,04%. O petróleo também registrou alta, com o contrato de julho do WTI em Nova York cotado a US$ 78,40 o barril, um aumento de 0,62%.

Leia Também:  Monitoramento da soja no fim de ano: atenção ao desenvolvimento dos nódulos das raízes

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

COMENTE ABAIXO:
Advertisement

AGRONEGÓCIO

Diesel S-10 dispara mais de 7% em abril e pressiona custos do transporte no Brasil

Published

on

O preço do diesel S-10 registrou forte alta nos postos brasileiros em abril, consolidando um movimento de pressão sobre os custos logísticos e o transporte no país. Segundo dados do Índice de Preços Edenred Ticket Log (IPTL), o combustível avançou mais de 7% na comparação com março, alcançando média de R$ 7,61 por litro.

O diesel comum também apresentou elevação relevante no período, com alta de 6,42%, chegando a R$ 7,46 por litro. O levantamento considera abastecimentos realizados em uma base de mais de 21 mil postos credenciados em todo o Brasil.

Diesel lidera alta entre combustíveis

Entre os principais combustíveis, o diesel foi o que registrou a maior variação em abril. A gasolina teve aumento de 3,45%, com preço médio de R$ 6,90 por litro, enquanto o etanol hidratado apresentou leve alta de 0,62%, sendo comercializado a R$ 4,86.

De acordo com o diretor de Unidades de Negócio da Edenred Mobilidade, Vinicios Fernandes, o movimento de alta reflete fatores estruturais e conjunturais. “Abril foi marcado por uma pressão significativa nos preços do diesel, influenciada pelo cenário de oferta e demanda e por ajustes nas refinarias”, destacou.

Conflito no Oriente Médio impacta mercado

O avanço dos preços está diretamente ligado ao cenário internacional, especialmente às tensões no Oriente Médio envolvendo Estados Unidos, Israel e Irã. O conflito tem provocado instabilidade no mercado global de petróleo, afetando cadeias de abastecimento e elevando custos.

Leia Também:  Cavalo Árabe Brilha na Expointer 2024 com Recorde de Público e Negócios

No Brasil, o impacto é ampliado pela dependência externa: cerca de 25% do diesel consumido no país é importado. A Petrobras, principal produtora nacional, também atua como importadora, o que torna o mercado sensível às oscilações internacionais.

O último reajuste promovido pela estatal ocorreu em meados de março, mas os efeitos do cenário global continuam sendo repassados ao consumidor final.

Governo tenta conter alta

Diante da escalada de preços, o governo federal implementou medidas para reduzir o impacto, incluindo programas de subsídio ao diesel. A iniciativa busca amenizar os custos, principalmente para o setor de transporte e o agronegócio, altamente dependentes do combustível.

Alta atinge todo o país

Os dados do IPTL indicam que todas as regiões brasileiras registraram aumento no preço do diesel em abril. O Nordeste apresentou as maiores altas percentuais em relação a março, enquanto a região Norte concentrou os preços médios mais elevados.

O movimento reforça a preocupação com os custos logísticos no Brasil, especialmente em um momento de intensificação das atividades no campo e escoamento da produção agrícola.

Leia Também:  Cotações do boi gordo registram alta com menor disponibilidade de oferta e expectativa de maior consumo

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

COMENTE ABAIXO:
Continuar lendo

CUIABÁ

MATO GROSSO

POLÍCIA

FAMOSOS

ESPORTES

MAIS LIDAS DA SEMANA