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Soja: Movimento cauteloso no Brasil com divergências entre Chicago e dólar

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O mercado brasileiro de soja deve enfrentar um dia de negócios mais cauteloso nesta quarta-feira. Enquanto a Bolsa de Chicago registra quedas moderadas, o dólar apresenta tendência de alta em relação ao real, criando um cenário de incertezas para os agricultores e comerciantes.

Mesmo assim, o mercado nacional de soja teve uma boa movimentação nos portos na terça-feira, com preços firmes, apesar da volatilidade nos contratos futuros de Chicago e de um câmbio relativamente estável. A Safras Consultoria aponta que produtores brasileiros estão aproveitando o momento para negociar volumes maiores, mantendo o mercado aquecido.

Nas principais regiões produtoras do Brasil, os preços da soja variaram pouco em relação ao dia anterior. Em Passo Fundo, no Rio Grande do Sul, a saca de 60 quilos manteve-se em R$ 131,00. Na região das Missões, o valor da saca ficou em R$ 130,00, sem alterações. No Porto de Rio Grande, houve uma pequena queda, de R$ 138,00 para R$ 137,00 a saca.

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No Paraná, o cenário também mostrou estabilidade. Em Cascavel, a saca manteve-se em R$ 129,00, enquanto no Porto de Paranaguá, o preço subiu de R$ 136,00 para R$ 137,00. Em outras regiões do país, houve leves variações. Em Rondonópolis, no Mato Grosso, a saca ficou em R$ 119,00, sem alterações. Em Dourados, no Mato Grosso do Sul, houve uma queda acentuada, de R$ 120,00 para R$ 12,00 a saca, sugerindo um erro ou alteração inesperada. Em Rio Verde, Goiás, a saca permaneceu em R$ 119,00.

Enquanto isso, em Chicago, os contratos de julho mostraram um recuo de 0,42%, com cotações a US$ 12,41 1/4 por bushel. Este movimento pode ser atribuído a uma realização de lucros após um período de alta, bem como ao cenário externo menos favorável, com a queda do petróleo em Nova York e o avanço do dólar frente a outras moedas.

Os investidores também estão aguardando o relatório do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), que será divulgado na sexta-feira (10). O relatório deve apresentar as primeiras projeções para a safra e estoques finais de 2024/25 nos Estados Unidos, com expectativa de safra e estoques finais acima do ano anterior.

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No cenário cambial, o dólar comercial está cotado a R$ 5,0983, com uma alta de 0,61%. O índice do dólar (DXY) também registrou um aumento de 0,18%, atingindo 105,490 pontos.

Nos mercados globais, as principais bolsas asiáticas fecharam em baixa, com Xangai caindo 0,61% e Tóquio recuando 1,63%. Na Europa, a maioria das bolsas operou em alta, com Paris subindo 0,83%, Frankfurt 0,21% e Londres 0,282%. O preço do petróleo também apresentou queda, com o WTI para junho caindo 1,31%, chegando a US$ 77,35 por barril.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Soja brasileira caminha para safra recorde de 182 milhões de toneladas e reforça liderança global em 2026

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A soja brasileira segue consolidando sua posição como principal protagonista do agronegócio mundial. De acordo com o relatório AgroInfo Junho 2026, divulgado pelo Rabobank, o Brasil deverá colher uma safra histórica de 182 milhões de toneladas na temporada 2025/26, volume que representa um acréscimo de 10 milhões de toneladas em comparação ao ciclo anterior.

O resultado reflete a combinação entre expansão moderada da área cultivada e condições climáticas favoráveis ao desenvolvimento das lavouras, fortalecendo ainda mais a competitividade do país no mercado internacional.

Produção recorde fortalece oferta brasileira

Segundo a análise do RaboResearch Food & Agribusiness, o desempenho da safra brasileira confirma o elevado potencial produtivo do setor, mesmo em um ambiente global marcado por incertezas geopolíticas e oscilações nos preços das commodities.

Além do crescimento da produção, a demanda pela oleaginosa continua apresentando sinais robustos, sustentando perspectivas positivas para toda a cadeia produtiva.

Exportações seguem em ritmo acelerado

As exportações brasileiras de soja mantêm forte desempenho em 2026. Dados compilados pelo Rabobank mostram que os embarques entre janeiro e maio registraram crescimento de 8% em relação ao mesmo período do ano passado.

A expectativa é que o Brasil exporte aproximadamente 113 milhões de toneladas ao longo do ano, estabelecendo um novo recorde e ampliando em cerca de 5 milhões de toneladas o volume embarcado em comparação a 2025.

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Mesmo diante da valorização do real frente ao dólar e do aumento dos custos logísticos internos, a soja brasileira continua altamente competitiva no mercado global, especialmente em relação aos principais concorrentes internacionais.

Mercado internacional influencia preços

Durante o primeiro semestre de 2026, os preços da soja foram fortemente impactados pelo cenário geopolítico internacional.

A expectativa de exportações expressivas dos Estados Unidos para a China ajudou a sustentar as cotações na Bolsa de Chicago (CBOT), enquanto o conflito envolvendo Estados Unidos e Irã impulsionou os preços do petróleo e dos óleos vegetais, incluindo o óleo de soja.

Esse movimento levou os contratos da oleaginosa a alcançarem níveis próximos de US$ 12,20 por bushel em março. Entretanto, a valorização observada em Chicago não se refletiu integralmente nos preços recebidos pelos produtores brasileiros.

A combinação entre prêmios mais baixos nos portos e a valorização do real limitou os ganhos no mercado interno, mantendo as cotações em reais relativamente estáveis ao longo do período.

Esmagamento cresce com margens mais atrativas

Outro destaque do relatório é o fortalecimento da indústria de processamento.

Mesmo com o adiamento do aumento da mistura obrigatória de biodiesel ao diesel, as margens de esmagamento foram beneficiadas pela valorização do óleo de soja.

No primeiro trimestre de 2026, o volume processado atingiu 14,3 milhões de toneladas, crescimento de 10% em relação ao mesmo período de 2025.

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A tendência é que a demanda por derivados continue sustentando o avanço do esmagamento ao longo do ano.

Clima nos Estados Unidos e El Niño entram no radar

Nas últimas semanas, os fundamentos de mercado voltaram a assumir protagonismo na formação dos preços globais.

O avanço do plantio e as boas condições das lavouras norte-americanas pressionaram as cotações da soja em Chicago, que registraram queda próxima de 5% durante junho.

Segundo o Rabobank, caso o clima continue favorável nos Estados Unidos, os preços poderão sofrer novas correções no curto prazo.

Por outro lado, após o início da colheita norte-americana, a atenção dos investidores deverá migrar para a América do Sul, especialmente para os possíveis impactos do fenômeno El Niño sobre a safra brasileira 2026/27.

Perspectivas para o produtor

Apesar da volatilidade dos mercados internacionais e das incertezas climáticas para a próxima temporada, o cenário para a soja brasileira permanece amplamente favorável.

A combinação entre safra recorde, crescimento das exportações, aumento do esmagamento e forte demanda global reforça o papel estratégico da cultura para o agronegócio nacional.

No entanto, produtores devem acompanhar atentamente fatores como o comportamento do clima, a evolução da demanda chinesa, os custos logísticos e os movimentos do câmbio, que continuarão exercendo influência direta sobre a rentabilidade do setor nos próximos meses.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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