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Milho safrinha em Querência (MT) entra em fase de floração com redução de área cultivada

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As lavouras de milho safrinha em Querência, localizada no leste de Mato Grosso, ocupando uma área de aproximadamente 263 mil hectares, estão agora na fase de floração. Segundo o Sindicato Rural do município, cerca de 5% da área já alcançou essa etapa, enquanto o restante está em crescimento vegetativo. Este ano, houve uma redução de 15% na área cultivada em comparação com a segunda safra do ano anterior, que totalizou 310 mil hectares.

O presidente do Sindicato Rural de Querência, Gilmar Reinoldo Wentz, explica que a diminuição na área cultivada levou em consideração a expectativa de preços mais baixos do milho e o atraso no desenvolvimento da soja, o que também resultou em uma redução de cerca de 20% nos investimentos em fertilizantes.

Wentz destaca que, apesar dos desafios, o desenvolvimento das lavouras está satisfatório até o momento, mesmo com a pressão inicial causada pelo ataque do percevejo barriga verde, que foi controlado pelos produtores. As chuvas na região estão ocorrendo, embora abaixo da média, embora haja expectativa de volumes mais expressivos ao longo de abril. Com condições climáticas favoráveis, espera-se uma colheita de até 6.600 quilos por hectare de milho safrinha.

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De acordo com dados da Safras & Mercado, a produção de milho safrinha em Mato Grosso na safra 2023/24 deve atingir 38,403 milhões de toneladas, em comparação com as 46,819 milhões de toneladas colhidas na temporada anterior. A produtividade média é estimada em 5.800 quilos por hectare, abaixo dos 6.523 quilos por hectare obtidos na safra 2022/23.

O estado trabalha com uma área cultivada na segunda safra de milho de 6,621 milhões de hectares, o que representa uma redução de 7,7% em relação à temporada anterior, que totalizou 7,177 milhões de hectares.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Brasil confirma dumping no leite importado, mas tarifa não sai do papel

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O governo brasileiro confirmou que empresas da Argentina e do Uruguai venderam leite em pó ao País em condições desleais, mas manteve suspensas as tarifas criadas para proteger o produtor nacional. A decisão mantém o produto estrangeiro entrando sem a cobrança adicional enquanto são avaliados os efeitos da medida sobre a indústria e os consumidores.

A investigação do Departamento de Defesa Comercial (Decom), ligado ao Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), encontrou dumping e prejuízo à produção brasileira. A prática ocorre quando uma empresa exporta um produto por valor artificialmente baixo, prejudicando os concorrentes no mercado comprador.

Em junho, o Comitê-Executivo de Gestão da Câmara de Comércio Exterior (Gecex/Camex) aprovou tarifas diferentes para cada exportador, com vigência prevista até 8 de junho de 2031. Dependendo da empresa, a cobrança poderia superar 100% do preço médio do leite em pó importado.

A própria resolução, porém, suspendeu imediatamente a aplicação das tarifas por razões de interesse público. Com isso, o dumping foi reconhecido, mas o leite argentino e uruguaio continua entrando no Brasil sem a medida de defesa comercial.

No fim de julho, o governo abriu uma avaliação para calcular os possíveis efeitos da cobrança sobre produção, distribuição, comércio e consumo. Não há prazo definido para que o Gecex tome uma decisão final.

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A suspensão provocou reação da Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA) e de entidades da cadeia leiteira. O setor argumenta que o produto importado reduz o preço pago ao pecuarista e atinge principalmente pequenas e médias propriedades, com menor capacidade para suportar períodos prolongados de baixa remuneração.

“Não adianta reconhecer que há mais de 60% de dumping nesse leite em pó que entra no Brasil e não aplicar as tarifas”, afirmou o presidente da FPA, Pedro Lupion. Segundo ele, a concorrência está retirando produtores da atividade e afetando a economia de pequenos municípios.

A pressão das importações aumentou neste ano. Dados apresentados pela Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) mostram que o País importou o equivalente a 1,02 bilhão de litros de leite em produtos lácteos entre janeiro e maio, recorde para o período e crescimento de 10,5% em relação a 2025.

O leite em pó respondeu pelo equivalente a 754 milhões de litros. Argentina e Uruguai forneceram 653 milhões, ou 86% desse volume. Como o produto é reidratado e utilizado por indústrias de alimentos, sua entrada influencia a demanda pelo leite cru produzido no Brasil.

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A CNA sustenta que a tarifa não provocaria aumento relevante no custo da alimentação porque atingiria apenas o leite em pó não fracionado, vendido em embalagens superiores a 800 gramas e utilizado principalmente como insumo industrial. Leite em pó embalado para o consumidor, leite longa vida e queijos não estão incluídos na medida.

O processo foi aberto em dezembro de 2024, após pedido da CNA. A investigação concluiu que houve dumping, dano à cadeia produtiva brasileira e relação entre as importações e o prejuízo interno.

Agora, a disputa está concentrada na aplicação das tarifas. Para o produtor, o reconhecimento da prática tem pouco efeito enquanto a cobrança permanecer suspensa. A proteção somente chegará ao mercado se o Gecex concluir que o benefício para a pecuária leiteira supera eventuais impactos sobre a indústria e os preços ao consumidor.

Fonte: Pensar Agro

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