AGRONEGÓCIO

China Reduz Importação de Milho em 40% no Ano, Enquanto Compras de Açúcar Crescem

Publicado em

As importações de milho pela China registraram uma queda expressiva de quase 40% no acumulado de 2024 até novembro, totalizando 13,3 milhões de toneladas. O recuo ocorre em um contexto de safra recorde do cereal no país asiático, conforme dados divulgados pelo governo chinês nesta quarta-feira.

A retração das compras chinesas também refletiu uma menor participação do Brasil como exportador do grão em 2024, após um desempenho histórico na safra anterior. Em 2023, o Brasil exportou mais de 16 milhões de toneladas de milho para a China, consolidando o país asiático como o principal destino do cereal brasileiro. No entanto, em 2024, com uma produção nacional reduzida, o Egito e o Vietnã passaram a liderar como os maiores compradores do milho brasileiro até outubro, segundo dados governamentais.

Açúcar Ganha Espaço no Mercado Chinês

Em contrapartida ao desempenho do milho, as importações chinesas de açúcar cresceram quase 14% no acumulado do ano, atingindo cerca de 4 milhões de toneladas. O Brasil segue como principal fornecedor desse produto para a China, com exportações que superaram 2,8 milhões de toneladas entre janeiro e outubro de 2024.

Leia Também:  Imea anuncia recorde na safra de milho 22/23 em Mato Grosso e projeções conservadoras para 23/24
Dados Consolidados de Importação

De acordo com a Administração Geral de Alfândega da China, divulgados nesta quarta-feira, as importações de diversos produtos agrícolas apresentaram variações significativas em novembro. Os números relativos à soja, outro produto de destaque no comércio com a China, foram publicados no início do mês.

A tabela consolidada destaca as tendências do comércio agrícola chinês, reforçando a relevância de mudanças na demanda por parte de um dos principais mercados globais.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

Advertisement

AGRONEGÓCIO

Brasil confirma dumping no leite importado, mas tarifa não sai do papel

Published

on

O governo brasileiro confirmou que empresas da Argentina e do Uruguai venderam leite em pó ao País em condições desleais, mas manteve suspensas as tarifas criadas para proteger o produtor nacional. A decisão mantém o produto estrangeiro entrando sem a cobrança adicional enquanto são avaliados os efeitos da medida sobre a indústria e os consumidores.

A investigação do Departamento de Defesa Comercial (Decom), ligado ao Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), encontrou dumping e prejuízo à produção brasileira. A prática ocorre quando uma empresa exporta um produto por valor artificialmente baixo, prejudicando os concorrentes no mercado comprador.

Em junho, o Comitê-Executivo de Gestão da Câmara de Comércio Exterior (Gecex/Camex) aprovou tarifas diferentes para cada exportador, com vigência prevista até 8 de junho de 2031. Dependendo da empresa, a cobrança poderia superar 100% do preço médio do leite em pó importado.

A própria resolução, porém, suspendeu imediatamente a aplicação das tarifas por razões de interesse público. Com isso, o dumping foi reconhecido, mas o leite argentino e uruguaio continua entrando no Brasil sem a medida de defesa comercial.

No fim de julho, o governo abriu uma avaliação para calcular os possíveis efeitos da cobrança sobre produção, distribuição, comércio e consumo. Não há prazo definido para que o Gecex tome uma decisão final.

Leia Também:  Soja inicia semana com leves quedas em Chicago, acompanhando outros mercados

A suspensão provocou reação da Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA) e de entidades da cadeia leiteira. O setor argumenta que o produto importado reduz o preço pago ao pecuarista e atinge principalmente pequenas e médias propriedades, com menor capacidade para suportar períodos prolongados de baixa remuneração.

“Não adianta reconhecer que há mais de 60% de dumping nesse leite em pó que entra no Brasil e não aplicar as tarifas”, afirmou o presidente da FPA, Pedro Lupion. Segundo ele, a concorrência está retirando produtores da atividade e afetando a economia de pequenos municípios.

A pressão das importações aumentou neste ano. Dados apresentados pela Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) mostram que o País importou o equivalente a 1,02 bilhão de litros de leite em produtos lácteos entre janeiro e maio, recorde para o período e crescimento de 10,5% em relação a 2025.

O leite em pó respondeu pelo equivalente a 754 milhões de litros. Argentina e Uruguai forneceram 653 milhões, ou 86% desse volume. Como o produto é reidratado e utilizado por indústrias de alimentos, sua entrada influencia a demanda pelo leite cru produzido no Brasil.

Leia Também:  Anec reduz projeção de exportação de milho e soja em novembro

A CNA sustenta que a tarifa não provocaria aumento relevante no custo da alimentação porque atingiria apenas o leite em pó não fracionado, vendido em embalagens superiores a 800 gramas e utilizado principalmente como insumo industrial. Leite em pó embalado para o consumidor, leite longa vida e queijos não estão incluídos na medida.

O processo foi aberto em dezembro de 2024, após pedido da CNA. A investigação concluiu que houve dumping, dano à cadeia produtiva brasileira e relação entre as importações e o prejuízo interno.

Agora, a disputa está concentrada na aplicação das tarifas. Para o produtor, o reconhecimento da prática tem pouco efeito enquanto a cobrança permanecer suspensa. A proteção somente chegará ao mercado se o Gecex concluir que o benefício para a pecuária leiteira supera eventuais impactos sobre a indústria e os preços ao consumidor.

Fonte: Pensar Agro

Continuar lendo

CUIABÁ

MATO GROSSO

POLÍCIA

FAMOSOS

ESPORTES

MAIS LIDAS DA SEMANA