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Soja mantém estabilidade em Chicago à espera do boletim do USDA

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Na manhã desta segunda-feira (10), os preços da soja apresentavam movimento lateral na Bolsa de Chicago, enquanto o mercado se ajustava antes da divulgação do novo boletim do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA). Às 7h40 (horário de Brasília), as cotações recuavam entre 0,75 e 1,25 ponto, com o contrato de maio sendo negociado a US$ 10,64 e o de julho a US$ 10,80 por bushel. O milho e o trigo também registravam leves quedas no início do dia.

O aguardado relatório mensal de oferta e demanda do USDA será divulgado nesta terça-feira (11), às 14h (horário de Brasília), e as expectativas do mercado indicam uma nova redução nos estoques finais de soja e milho dos Estados Unidos. Além disso, prevê-se uma revisão nos números das safras da América do Sul, que continuam a ser impactadas por adversidades climáticas.

No cenário político, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, continua a dar sinais sobre os próximos passos de sua política tarifária, o que segue sendo um ponto de atenção para os traders. “O clima na América do Sul e a guerra comercial são os principais temas da semana. Novas tarifas recíprocas serão anunciadas, conforme o próprio presidente Trump informou, com uma taxa de 25% para a importação de aço e alumínio”, afirmou Ginaldo Sousa, diretor geral do Grupo Labhoro.

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Fonte: Portal do Agronegócio

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Pesquisadores alertam: EL Niño vem turbinado e vai afetar calendário agrícola no Brasil

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Pesquisadores e centros meteorológicos internacionais identificaram sinais de que o El Niño de 2026 pode entrar para o grupo dos mais intensos das últimas décadas e permanecer ativo até o início de 2027. O fenômeno, potencializado pelo aquecimento global, tende a alterar o calendário agrícola brasileiro, com risco de atraso no plantio da soja no Centro-Oeste e no Matopiba e excesso de chuvas no Sul, principal região produtora de trigo do País.

As projeções divulgadas entre maio e junho consolidaram a expectativa de um evento persistente. Em algumas áreas próximas à costa da América do Sul, o aquecimento da superfície do oceano chegou a ficar entre 2°C e 3°C acima da média, enquanto a região central do Pacífico registrava anomalias em torno de 0,7°C.

Diferentemente dos grandes eventos de 1982-83, 1997-98 e 2015-16, o El Niño de 2026 se desenvolve em um cenário de aquecimento mais generalizado dos oceanos. Com menos contraste entre águas quentes e frias, os pesquisadores passaram a utilizar novos indicadores para medir a intensidade do fenômeno. Por esse critério, o episódio atual já apresenta características semelhantes às observadas em alguns dos eventos mais severos do registro histórico.

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No Brasil, os efeitos costumam variar entre as regiões. No Sul, a combinação entre o El Niño e outros padrões atmosféricos pode favorecer volumes de chuva acima da média durante a primavera e o verão. Para culturas de inverno, como o trigo, a distribuição das precipitações ao longo do ciclo tende a ser mais importante que o volume acumulado, já que excesso de umidade durante a fase reprodutiva e na colheita pode afetar a qualidade dos grãos.

No Centro-Oeste e no Matopiba, o comportamento tradicional do fenômeno é diferente. As chuvas costumam se tornar mais irregulares no início da primavera, período que marca a abertura do plantio da soja. Eventuais atrasos na semeadura podem reduzir a janela ideal para o milho de segunda safra em 2027, responsável por cerca de 80% da produção brasileira do cereal.

O País entra nesse cenário após uma safra recorde. A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) projeta produção de 358,6 milhões de toneladas de grãos em 2025/26, além de uma colheita de 66,7 milhões de sacas de café e mais de 700 milhões de toneladas de cana-de-açúcar.

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Segundo os especialistas, os impactos do fenômeno tendem a ser mais regionais do que nacionais. Enquanto parte das áreas produtoras pode registrar condições favoráveis, regiões dependentes da regularidade das chuvas, como Centro-Oeste e Matopiba, e áreas mais suscetíveis ao excesso de precipitações, como o Sul, devem concentrar maior atenção ao comportamento do clima ao longo da safra 2026/27.

Fonte: Pensar Agro

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