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Produtores Finalizam Plantio do Milho Safrinha e se Preparam para a Colheita

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Com o plantio do milho safrinha concluído, os produtores agora se concentram em monitorar o desenvolvimento das plantas para identificar o momento ideal da colheita. A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) estima uma colheita de 111,64 milhões de toneladas, uma redução de 15,4% em comparação à temporada anterior.

Preparar e planejar a colheita são passos essenciais para garantir o sucesso operacional e financeiro da safra. Para minimizar os riscos, é crucial que os maquinários estejam bem ajustados. O teor de umidade dos grãos é particularmente importante: grãos muito secos podem ser danificados por colhedoras mal ajustadas, enquanto grãos muito úmidos demandam investimentos adicionais em secagem.

Roney Smolareck, engenheiro agrônomo da Loc Solution, empresa que detém a marca Motomco de medidores de umidade, destaca a importância de definir os processos de colheita antecipadamente, ainda na fase de planejamento da safra. Fatores como a incidência de chuvas, manutenção das colheitadeiras, época de plantio, armazenamento e o uso de ferramentas que ajudam a determinar o ponto exato de colheita devem ser considerados pelo produtor.

Para garantir a qualidade do milho, é fundamental identificar o momento ideal da colheita utilizando medidores de umidade. A colheita deve ser realizada quando os grãos apresentam umidade em torno de 14%, se o objetivo for armazená-los debulhados e ensacados ou a granel.

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A Embrapa Milho e Sorgo recomenda iniciar a colheita quando a umidade dos grãos estiver entre 18% e 25%. Nesse caso, para garantir um armazenamento seguro, é necessário que os grãos passem por um processo de secagem artificial.

Para minimizar danos, a umidade ideal para a colheita do milho situa-se entre 16% e 18%. Abaixo desses valores, os grãos podem se quebrar durante a debulha, caso a máquina não esteja bem ajustada. Portanto, além das condições climáticas, é importante ajustar corretamente as colheitadeiras para reduzir perdas e aumentar a eficiência da colheita.

Smolareck enfatiza a importância de monitorar a umidade em todas as áreas de cultivo para ajustar as colheitadeiras adequadamente. Esse processo pode ser otimizado com o uso de recursos da agricultura digital, que auxiliam em todas as etapas da produção agrícola.

Ferramentas como medidores de umidade de grãos são essenciais para o acompanhamento e controle da colheita, secagem e armazenagem de grãos. “São aparelhos com tecnologia avançada que oferecem facilidade de uso e precisão nos resultados”, explica Fernanda Rodrigues da Silva, gerente de Relacionamento com o Cliente da Loc Solution.

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Ela recomenda que os produtores rurais retirem amostras representativas de grãos de milho em diversos pontos da lavoura para determinar a umidade antes da colheita. A colheita de milho é uma etapa determinante para a rentabilidade da safra, e se não for feita corretamente, pode resultar em perdas consideráveis, chegando a 8% da produção, segundo estimativas, avalia Fernanda.

O levantamento da Conab reforça a estimativa de 111,64 milhões de toneladas de milho, uma redução de 15,4% em comparação com a temporada passada. A primeira safra do cereal teve, na maioria dos estados produtores, produtividades inferiores às do último ciclo, influenciadas por condições climáticas adversas. Na segunda safra, as condições são variadas. Em Mato Grosso, a maioria das lavouras está em enchimento de grãos, com bom desenvolvimento e boa reserva hídrica no solo. Em contraste, em Mato Grosso do Sul, São Paulo, Minas Gerais e parte do Paraná, a redução das precipitações em abril causou estresse hídrico em várias áreas.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Festival da Pamonha mantém grande público e impulsiona economia na comunidade Rio dos Peixes

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O penúltimo dia do 7º Festival da Pamonha da comunidade de Rio dos Peixes confirmou o impacto que o evento vem gerando na economia local e na valorização da cultura regional, reunindo milhares de visitantes e mantendo aquecida a cadeia produtiva do milho, principal base da festa. Com estimativa de até 5 mil pessoas por dia e o processamento de cerca de 40 toneladas ao longo da programação, o festival segue consolidado como uma vitrine para pequenos produtores e trabalhadores da região.

Neste terceiro dia, o movimento nas barracas reforçou o papel do evento como fonte de renda para dezenas de famílias. A estrutura ampliada e mais organizada foi percebida tanto por comerciantes quanto pelo público. A divisão dos espaços, separando pamonhas, lanches e doces, facilitou a circulação e melhorou a experiência de quem visita.

O secretário municipal de Agricultura, Vicente Falcão, avaliou o momento como positivo e destacou que o festival vem superando as expectativas em público e consumo. Segundo ele, o evento já ultrapassa o caráter local e ganha relevância estadual e até nacional, atraindo visitantes de diferentes regiões. “Os participantes são 100% moradores e pequenos produtores da comunidade, o que reforça o impacto direto na geração de renda”, pontuou.

O secretário municipal de Desenvolvimento Econômico, Trabalho, Turismo e Agricultura, Fellipe Correa, destacou o papel estratégico do festival para o fortalecimento da economia local. “Além de gerar renda e valorizar a tradição, o Festival da Pamonha reforça a dimensão territorial e turística de Cuiabá, que se estende pela Estrada da Chapada até o Portão do Inferno. Toda essa região, incluindo os balneários e a comunidade de Rio dos Peixes, integra um circuito importante para o turismo da capital. Nesse contexto, o festival se consolida como uma referência do turismo gastronômico cuiabano”, afirmou.

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Entre os expositores, a percepção também é de crescimento. O comerciante Rudnei dos Santos, que participa há quatro edições, classificou o dia como produtivo e destacou a organização como um dos diferenciais deste ano. Ele acredita que o fluxo ainda aumenta ao longo do dia e reforça que o festival é resultado de um trabalho coletivo. “A gente percebe que o público chega já sabendo onde encontrar o que quer, isso facilita muito”, afirmou. Experiente, ele também participa do concurso da melhor pamonha e atribui o sucesso ao cuidado com o preparo: “O segredo é fazer com amor”.

Para o público, a experiência vai além da gastronomia. O advogado Lucas Veloso, morador de Várzea Grande, retornou ao festival pela segunda vez e notou avanços na estrutura. “Eu já esperava algo bom, mas vi melhorias, principalmente na organização e na estrutura para comerciantes e visitantes. Isso incentiva a gente a voltar”, disse. Ele destacou ainda o interesse pelas apresentações culturais e a diversidade de sabores disponíveis.

A variedade, aliás, é um dos pontos mais comentados. De receitas tradicionais a versões mais criativas, como pamonha de pizza ou combinações com jiló e linguiça, o cardápio chama a atenção de quem chega. O professor Cláudio Vaz de Araújo, que conheceu o evento pela primeira vez durante uma viagem, elogiou tanto o sabor quanto a organização. “É fácil circular, escolher e experimentar. Dá vontade de voltar”, afirmou.

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Apesar da avaliação positiva, algumas observações surgem como sugestões para as próximas edições. A conectividade foi um dos pontos citados por visitantes e comerciantes. A dificuldade de acesso à internet no local impacta principalmente pagamentos via Pix e a divulgação em tempo real nas redes sociais. O próprio secretário reconheceu a limitação, explicando que a alta demanda, com mais de 700 acessos simultâneos, sobrecarregou o sistema disponível. A prefeitura, segundo ele, já estuda melhorias para o próximo ano.

Outras sugestões envolvem aspectos pontuais da experiência gastronômica, como a manutenção da temperatura e frescor das pamonhas em determinados momentos de maior fluxo, sem comprometer a avaliação geral, que segue positiva.

Além da alimentação, o festival também conta com suporte na área da saúde. Equipes da Unidade de Saúde de Rio dos Peixes oferecem vacinação, atendimento odontológico, aferição de pressão arterial e testes de glicemia, sob coordenação da gerente Magda Oliveira. Paralelamente, socorristas e profissionais de enfermagem, coordenados pelo bombeiro civil Anderjan Santana, atuam com atendimentos emergenciais e serviços básicos, garantindo mais segurança ao público.

A programação segue até esta terça-feira (21), feriado de Tiradentes, quando será anunciado o resultado do Concurso da Melhor Pamonha. A expectativa é de que o último dia mantenha o alto fluxo de visitantes, encerrando mais uma edição marcada pela integração entre cultura, produção local e geração de renda.

Fonte: Prefeitura de Cuiabá – MT

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