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Soja inicia a semana com leves altas em Chicago, impulsionada pelo óleo e clima no Corn Belt

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Bolsas internacionais reagem após feriado nos EUA

Após a pausa para o feriado do Memorial Day, os contratos futuros da soja iniciaram esta terça-feira (27) em alta na Bolsa de Chicago (CBOT). Por volta das 7h40 (horário de Brasília), os principais vencimentos da oleaginosa registravam ganhos entre 1,75 e 3,25 pontos, com o contrato de julho sendo negociado a US$ 10,63 e o de setembro a US$ 10,44 por bushel.

Soja avança enquanto milho e trigo recuam

Diferente do milho e do trigo, que operam em baixa na CBOT, a soja acompanha o movimento de alta do óleo de soja, que apresenta valorização superior a 1% no pregão desta manhã. Por outro lado, o farelo de soja segue no campo negativo.

Foco do mercado: clima no Meio-Oeste e relações comerciais

Analistas e consultores de mercado destacam dois fatores principais no radar dos traders: o clima nas regiões produtoras dos Estados Unidos e as relações comerciais do país com o restante do mundo.

No Corn Belt, as chuvas excessivas em algumas áreas podem ter atrapalhado o andamento do plantio, e os impactos dessa condição deverão ser observados no relatório de progresso das lavouras, que será divulgado pelo Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) nesta terça-feira, às 17h (horário de Brasília).

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Além disso, os modelos meteorológicos indicam a chegada de um período mais seco nos próximos dias para boa parte do cinturão agrícola norte-americano, o que também pode influenciar o mercado.

Cenário internacional: atenção à política comercial dos EUA

No campo das relações comerciais, os investidores acompanham de perto os desdobramentos sobre a suspensão das tarifas norte-americanas contra a União Europeia. A medida ganha destaque após o recente alinhamento entre o ex-presidente Donald Trump e a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, o que pode influenciar os fluxos comerciais e o comportamento dos mercados agrícolas.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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El Niño volta ao radar do mercado de café e pode influenciar oferta global nas próximas safras

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A confirmação de um novo episódio do fenômeno El Niño para o segundo semestre de 2026 reacendeu a atenção do mercado internacional de café. Embora a produção brasileira da safra 2026/27 não deva sofrer impactos relevantes, especialistas avaliam que as alterações climáticas poderão afetar importantes regiões produtoras ao redor do mundo e influenciar as perspectivas de oferta nos próximos ciclos.

De acordo com análise da Hedgepoint Global Markets, os efeitos do El Niño sobre a cafeicultura dependem da intensidade e da duração do fenômeno, além do momento em que ocorre dentro do calendário agrícola de cada país. Por isso, os impactos tendem a variar entre as diferentes origens produtoras.

Safra brasileira 2026/27 segue com perspectiva positiva

No Brasil, maior produtor e exportador mundial de café, a expectativa é de que a safra 2026/27 não registre perdas significativas em decorrência do fenômeno climático.

Segundo a Hedgepoint, o estágio atual das lavouras reduz os riscos imediatos para a produção nacional. Ainda assim, um outono e inverno com maior volume de chuvas podem provocar atrasos na colheita e aumentar a volatilidade do mercado ao longo dos próximos meses.

Mesmo sem expectativa de impactos relevantes sobre a produtividade da safra atual, o comportamento do clima continuará sendo acompanhado de perto pelos agentes do setor, especialmente diante da possibilidade de fortalecimento do El Niño durante o segundo semestre.

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Florada da safra 2027/28 entra no foco do mercado

Se a produção da temporada atual inspira maior tranquilidade, a mesma situação não se aplica ao próximo ciclo produtivo.

A Hedgepoint alerta que alterações no regime de chuvas e nas temperaturas durante o período de florada poderão influenciar o potencial produtivo da safra brasileira de 2027/28.

A fase de floração é considerada uma das mais importantes para a definição da produtividade dos cafezais. Qualquer irregularidade climática nesse período pode comprometer a formação dos frutos e alterar as estimativas futuras de produção.

América Central e Sudeste Asiático concentram maiores riscos

Enquanto o Brasil tende a enfrentar impactos limitados no curto prazo, outras importantes regiões produtoras apresentam maior vulnerabilidade aos efeitos do El Niño.

Segundo a análise da Hedgepoint Global Markets, países da América Central e do Sudeste Asiático podem sofrer alterações climáticas capazes de prejudicar tanto a safra 2026/27 quanto a temporada 2027/28.

Essas regiões desempenham papel estratégico no abastecimento global de café, especialmente na produção de grãos arábica e robusta, o que faz com que qualquer redução na oferta seja acompanhada com atenção pelos mercados internacionais.

Clima seguirá como principal variável para os preços

Com a possibilidade de um episódio mais intenso de El Niño entre o fim de 2026 e o início de 2027, operadores, exportadores e produtores deverão manter atenção redobrada à evolução das condições climáticas nas principais origens produtoras.

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Embora o cenário atual não indique prejuízos relevantes para a produção brasileira desta temporada, o mercado continua precificando riscos relacionados às próximas safras, uma vez que o equilíbrio entre oferta e demanda mundial depende diretamente das condições meteorológicas.

Segundo Laleska Moda, analista de inteligência de mercado da Hedgepoint Global Markets, o comportamento do fenômeno varia conforme a região e o período do ano em que atua.

A especialista explica que, no Brasil, a safra 2026/27 deve ser preservada, mas o andamento da colheita e, principalmente, a florada da safra 2027/28 exigirão acompanhamento constante. Já em países da América Central e do Sudeste Asiático, os efeitos do El Niño poderão ser mais intensos, afetando a produção nas duas próximas temporadas.

Diante desse cenário, o clima permanece como um dos principais fatores de formação das expectativas para o mercado global de café, influenciando decisões de comercialização, investimentos e projeções para a oferta mundial nos próximos anos.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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