AGRONEGÓCIO

Soja apresenta leve alta na Bolsa de Chicago em semana decisiva para o mercado

Publicado em

Os preços da soja começaram a semana em leve alta na Bolsa de Chicago. Por volta das 6h20 (horário de Brasília), as cotações variavam de forma moderada, recuando entre 3 e 4 pontos nos principais contratos. O vencimento de novembro estava cotado a US$ 10,08 por bushel, enquanto o contrato de março atingia US$ 10,41 nesta segunda-feira (9).

O mercado opera com certa cautela, em razão dos importantes relatórios que serão divulgados ao longo dos próximos dias. Entre as informações mais aguardadas está a atualização das condições das lavouras norte-americanas, prevista para as 17h (horário de Brasília), após o fechamento do mercado. Além disso, o novo boletim de oferta e demanda do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) será publicado no dia 12 de setembro, trazendo projeções que podem influenciar diretamente as negociações.

Outro fator de atenção para os operadores é o monitoramento das condições climáticas, tanto nos campos do Corn Belt, nos Estados Unidos, quanto no Brasil. Nos EUA, a colheita está prestes a começar, enquanto no Brasil, o plantio da nova safra se aproxima. No entanto, as previsões de clima seco e altas temperaturas podem atrasar o início da semeadura em solo brasileiro.

Leia Também:  Angus e Abrapa apresentam índices de crescimento no mercado nacional e internacional

O mercado de soja também se beneficia das altas no preço do óleo, que subiu mais de 1% nesta segunda-feira, após uma recuperação da queda acentuada na última sexta-feira. A retração anterior foi provocada pela interrupção nas relações comerciais entre China e Canadá, que impactou especialmente o óleo de canola.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

Advertisement

AGRONEGÓCIO

Nova bancada deve priorizar o crédito rural e a previsibilidade para o financiamento

Published

on

A Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA) projeta ampliar de 299 para 330 o número de integrantes na Câmara dos Deputados na legislatura que começa em 2027. A estimativa, apresentada pelo presidente da frente, deputado Pedro Lupion, representa crescimento de 10,4%. A agenda para o novo mandato terá como prioridades ampliar o acesso ao crédito rural e dar previsibilidade ao financiamento da produção.

A composição reúne experiência nas duas Casas. Dos atuais 299 integrantes da FPA na Câmara dos Deputados, 176 foram reeleitos. Outros 17 deputados conquistaram vagas no Senado. Entre os senadores ligados à frente, seis obtiveram novo mandato e um foi eleito deputado federal. A entidade também informa que 17 senadores estão em meio de mandato.

O total de 200 corresponde aos integrantes da atual frente que obtiveram novos mandatos no Congresso. A composição definitiva da FPA na próxima legislatura dependerá também da adesão de outros parlamentares. O balanço eleitoral, portanto, indica a continuidade de sua atuação, sem estabelecer o número final de participantes.

A expectativa para o novo período legislativo é transformar essas propostas em instrumentos que cheguem às propriedades. O avanço dependerá da construção de acordos no Congresso e da articulação com o Executivo, os agentes financeiros e as organizações de produtores.

Leia Também:  Neste sábado tem pesagem do Bolsa Família em dois locais

Para Isan Rezende (foto), presidente do Instituto do Agronegócio (IA) e da Federação dos Engenheiros Agrônomos de Mato Grosso (Feagro-MT), com a ampliação da força política há uma oportunidade de se construir uma agenda de longo prazo para o campo. “A presença de mais parlamentares que conhecem a produção rural pode ajudar a transformar as necessidades das propriedades em soluções concretas. Esperamos um diálogo aberto, com decisões técnicas e atenção aos produtores de todos os portes”.

“Um crédito que chega no momento certo, acompanhado de seguro e de regras estáveis, dá ao produtor condições para investir. Podemos avançar em armazenagem, irrigação e tecnologia quando existe segurança para planejar. Um Plano Safra com horizonte de vários anos pode contribuir para esse ambiente e melhorar a aplicação dos recursos”, diz Isan.

“Também vejo com otimismo a possibilidade de aproximar o Congresso das cooperativas, das entidades e dos profissionais que acompanham o trabalho nas propriedades. Essa troca permite identificar prioridades e construir soluções viáveis. O objetivo comum deve ser ampliar a produtividade, fortalecer a renda no campo e gerar oportunidades nas regiões produtoras”, concluiu o presidente do IA.

Leia Também:  Índice de Preços ao Produtor (IPP) sobe 0,34% em janeiro, mas mantém queda no acumulado de 12 meses

Para o produtor, a agenda anunciada concentra-se em condições para financiar a safra e preservar a capacidade de investimento. O presidente da FPA, deputado Pedro Lupion, apontou a renegociação de dívidas e os obstáculos à contratação de crédito como temas que permanecerão nas negociações com o próximo governo.

Uma das propostas é dar ao Plano Safra um horizonte de vários anos. O planejamento plurianual permitiria sinalizar recursos e prioridades com antecedência, aproximando a política agrícola do tempo necessário para investir em máquinas, armazenagem e irrigação. A mudança ainda depende de discussão e aprovação; não constitui uma regra já definida para 2027.

Essa orientação também integra as propostas da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), que defende previsibilidade orçamentária, fortalecimento do seguro rural e instrumentos de apoio à saúde financeira do produtor. A entidade propõe ampliar o financiamento privado e melhorar as condições de acesso aos recursos, incluindo garantias e redução da burocracia.

Fonte: Pensar Agro

Continuar lendo

CUIABÁ

MATO GROSSO

POLÍCIA

FAMOSOS

ESPORTES

MAIS LIDAS DA SEMANA