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Sociedade Brasileira de Cardiologia atende 170 pessoas em ação no Museu do Rio

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Com 170 atendimentos gratuitos em saúde cardíaca, o Museu do Rio virou referência de cidadania e promoção da saúde durante ação conjunta da Prefeitura de Cuiabá e da Sociedade Brasileira de Cardiologia. No Dia Nacional de Combate à Hipertensão, comemorado no sábado (26), a iniciativa ofereceu consultas médicas e orientação ao público, reforçando o compromisso da gestão municipal com a prevenção de doenças silenciosas.

Além dos atendimentos médicos, o Museu do Rio, que é o local onde está instalado o Aquário Municipal, que tem entrada gratuita desde a gestão do prefeito Abilio Brunini, registrou a visita de 2.251 pessoas, entre moradores de diversos municípios de Mato Grosso e turistas da Argentina.

Presente no evento, o prefeito Abilio Brunini reforçou a importância de aproximar a saúde da população, inclusive participando da aferição de sua própria pressão arterial, já que é hipertenso.
“Estamos democratizando o acesso à saúde preventiva, trazendo ações gratuitas e de qualidade para a população. A hipertensão é uma doença silenciosa e cuidar da prevenção é salvar vidas. Vamos ampliar essas parcerias para levar ainda mais saúde a quem precisa”, afirmou o prefeito.

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O evento contou com a atuação de dez médicos cardiologistas, entre eles Danilo O. Arruda Junior, Marcos Vinicius, Jose Silveira Lage, Angelica Moya, Nathalia Camarão, Cristina Gama, Ana Luisa Guerra, Kamilla Morbeck, Michelle Birtche e Pedro Alexandre. A iniciativa também recebeu apoio da Sonicardio e do Hospital Geral.

Segundo o secretário municipal de Turismo, Fernando Medeiros, novas ações de promoção à saúde já estão sendo planejadas para acontecer em espaços públicos da capital, em alinhamento com a proposta de governo de Abilio Brunini.
“Projetos como este mostram que o turismo e a saúde podem caminhar juntos, valorizando nossos espaços culturais e levando serviços essenciais à população”, pontuou.

O secretário adjunto de Turismo, Gustavo Vandoni, destacou a receptividade do público e a importância da ação.
“A população participou de forma ativa, buscando orientações, tirando dúvidas e realizando seus exames. Tivemos uma equipe médica altamente qualificada que garantiu o atendimento de excelência do começo ao fim”, disse.

Participaram do evento moradores de Cuiabá, Várzea Grande e de cidades como Tangará da Serra, Rondonópolis, Jangada, Pontes e Lacerda, Primavera do Leste, Campo Verde e Sorriso, além de visitantes do estado de São Paulo.

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#PraCegoVer

A imagem que ilustra o texto mostra as pessoas recebendo o atendimento dos médicos cardiologistas. O atendimento é individual, e são 10 profissionais na ação.

Fonte: Prefeitura de Cuiabá – MT

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AGRONEGÓCIO

Crédito para silos terá juros de 8% em país com gargalo crescente

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Produtores e cooperativas que pretendem construir, ampliar ou modernizar armazéns já conhecem as condições do Programa para Construção e Ampliação de Armazéns (PCA) para o ano agrícola 2026/27. O crédito, porém, ainda não pode ser contratado: o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) informa que a data de abertura dos pedidos será comunicada posteriormente às instituições financeiras.

Projetos de armazenagem de grãos com capacidade de até 12 mil toneladas terão taxa prefixada de até 8% ao ano. Nos demais empreendimentos enquadrados no programa, os juros poderão chegar a 9,5% ao ano.

O limite é de R$ 50 milhões por produtor e por ano agrícola para armazenagem de grãos. Para cooperativas de produção, o teto sobe para R$ 200 milhões. Nos projetos destinados a outros produtos financiáveis, o máximo é de R$ 25 milhões. A participação do BNDES pode alcançar 100% dos itens aprovados.

O prazo de pagamento será de até dez anos, com carência máxima de dois anos. As garantias serão negociadas entre o interessado e a instituição financeira credenciada. O programa ficará vigente até 30 de junho de 2027.

Além dos grãos, o PCA permite financiar armazéns e câmaras frias destinados a frutas, tubérculos, bulbos, hortaliças, fibras, açúcar e determinados derivados. Também podem ser apoiadas reformas, ampliações e modernizações, desde que os equipamentos atendam aos critérios estabelecidos pelo banco.

As novas condições são divulgadas em um momento de pressão crescente sobre a infraestrutura. A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) estima a produção brasileira de grãos da safra 2025/26 em 360,8 milhões de toneladas. Já a capacidade útil de armazenagem alcançou 233,8 milhões de toneladas no segundo semestre de 2025, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

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A diferença entre os dois números, contudo, não representa automaticamente o déficit nacional. A produção ocorre ao longo de diferentes safras, e uma mesma estrutura pode receber e expedir mais de um lote durante o ano. Parte dos grãos também segue diretamente para indústrias, portos e consumidores. Ainda assim, a distância entre o crescimento das colheitas e a expansão dos armazéns revela um gargalo estrutural.

Entre 2010 e 2025, a capacidade estática brasileira cresceu, em média, 2,8% ao ano, enquanto a produção avançou 5% ao ano, segundo levantamento do Observatório Nacional de Transporte e Logística, ligado à Infra S.A. Com base na produção de 2023/24, o estudo calculou um déficit potencial de 88,5 milhões de toneladas.

A situação varia fortemente entre as regiões. Naquele levantamento, o Sudeste apresentava capacidade equivalente a 126,8% da produção regional, beneficiado principalmente pela estrutura existente em São Paulo. O Sul atingia 88,2%. No Centro-Oeste, principal região produtora do país, a proporção caía para 57,9%. Nordeste e Norte apresentavam os menores índices, de 54,2% e 45%, respectivamente.

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Mato Grosso mostra com clareza essa contradição. O Estado possui a maior capacidade instalada do Brasil, com 64,2 milhões de toneladas, segundo o dado mais recente do IBGE. Mesmo assim, por liderar a produção nacional de soja e milho, apresentou no estudo da Infra S.A. a maior necessidade absoluta de armazenagem, estimada em aproximadamente 40,9 milhões de toneladas.

Goiás aparecia com carência próxima de 13 milhões de toneladas. Bahia, Maranhão, Tocantins e Piauí também estavam entre os pontos de maior pressão, refletindo o crescimento da produção em áreas nas quais a infraestrutura não avançou na mesma velocidade. No Sul, apesar da situação comparativamente melhor, Paraná e Rio Grande do Sul ainda registravam insuficiência de capacidade.

Para o produtor, o silo próprio pode reduzir a dependência de armazéns de terceiros, evitar filas durante a colheita e permitir que a venda seja feita em um momento mais favorável. A estrutura também pode diminuir gastos com transporte emergencial e perdas de qualidade.

A decisão exige, porém, um cálculo que vá além da taxa de juros. Construção, secagem, energia, manutenção, seguro, mão de obra, licenciamento e capacidade de utilização ao longo do ano interferem no retorno do investimento. Com as condições já divulgadas, o próximo passo será a abertura efetiva das contratações pelo BNDES.

Fonte: Pensar Agro

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