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Sítio Santo Amaro: A Paixão pela Cafeicultura de Luiz Carlos de Faria

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No Sítio Santo Amaro, localizado em Silvianópolis, um café excepcional conquistou a pontuação de 87,75, destacando-se pela suavidade e pelo doce sabor que a natureza proporciona. Com notas sensoriais ricas em caramelo e cidreira, o café apresenta um equilíbrio harmonioso com toques de frutas cítricas e hortelã. Seu corpo denso e licoroso, aliado a uma acidez cítrica marcante e nuances de mel, cria uma experiência única a cada xícara. Porém, mais do que um café especial, cada gole representa a história de superação e a paixão pela cafeicultura da família de Luiz Carlos de Faria.

A jornada da família começou em 1988, quando Pedro Francisco de Faria, pai de Luiz Carlos, adquiriu 2,4 hectares de terra para o cultivo de café, após a perda do avô Ozório Francisco de Faria. O desafio inicial rapidamente se transformou em uma verdadeira paixão que atravessou gerações. Luiz Carlos, emocionado, reflete: “Se a gente contar, ninguém acredita!” Seu pai, um trabalhador rural dedicado, plantou os primeiros 500 pés de café na propriedade, enfrentando diversas dificuldades.

Atualmente, Luiz Carlos administra uma propriedade de 18 hectares, sendo 5 hectares destinados ao cultivo de café. Com mais de 30 anos de experiência, sua relação com a lavoura começou na infância, acompanhando a família na colheita. Juntamente com sua esposa, Karina Klama da Silva, ele dá continuidade à tradição familiar, e sua filha de 4 anos, Sara Emanuelle, já demonstra o mesmo carinho pela cafeicultura. A produção atual gira em torno de 140 sacas a cada dois anos, com 20% dessa quantidade sendo classificada como café especial.

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Em 2023, Luiz Carlos passou a participar do Programa de Assistência Técnica e Gerencial (ATeG) Café + Forte, oferecido pelo Sistema Faemg Senar, o que ampliou sua visão sobre a qualidade e o potencial do seu café. “Já fiz novos cursos do Sistema e estou investindo bastante em conhecimento”, afirma, mencionando os cursos de Classificação e Degustação de Café e Torra. Ele ainda aguarda a oportunidade de participar do curso de Cafés Especiais, visando aprimorar ainda mais a qualidade de sua produção.

A propriedade já conta com infraestrutura moderna, incluindo um trator, uma carreta hidráulica, uma roçadeira, um caminhão, um terreiro de concreto de 450 metros quadrados e dois terreiros suspensos, construídos recentemente. “Meu pai, com 81 anos, adorou a ideia do terreiro suspenso”, compartilha Luiz Carlos, orgulhoso de ainda contar com o apoio de seu pai nas atividades diárias.

Em 2022, Luiz Carlos obteve o sétimo lugar no concurso da Coopervas, o que despertou seu interesse em participar de mais competições. Este ano, ele está envolvido em quatro concursos: Cupping do ATeG, durante a Semana Internacional do Café (SIC); Florada Premiada, da Três Corações; o concurso da Coopervas; e o Cup of Excellence 2024, promovido pela BSCA.

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O caminho percorrido até aqui foi desafiador, mas a motivação de Luiz Carlos vem da fé e do apoio familiar. “Enquanto eu organizava o material para enviar ao Sistema Faemg Senar, minha filha se aproximou e disse: ‘Papai, continue trabalhando bastante. Você e a mamãe vão ganhar muitos troféus'”, relembra. “Foi um sinal divino, mostrando que estamos no caminho certo.”

O café do Sítio Santo Amaro foi escolhido pelo projeto “Meu Café no Sistema Faemg Senar” para o mês de setembro, proporcionando visibilidade a cafeicultores e marcas que produzem cafés especiais. O produto é apresentado em eventos e ações promovidas pela entidade, além de ser servido em sua sede e nos 10 Escritórios Regionais no interior de Minas Gerais.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Agronegócio movimentou R$ 45,6 bilhões no primeiro semestre

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O agronegócio de Minas Gerais movimentou R$ 45,6 bilhões com as vendas ao exterior no primeiro semestre de 2026. Com 8,46 milhões de toneladas enviadas a 166 países, o estado manteve a terceira posição entre os maiores exportadores do agro brasileiro, atrás apenas de Mato Grosso e São Paulo.

Os dados foram divulgados no Informativo Conjuntural de julho, publicado pela Secretaria de Estado de Agricultura, Pecuária e Abastecimento de Minas Gerais (Seapa-MG), com base nos registros do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC). Os valores foram convertidos pela cotação de R$ 5,09.

Minas Gerais respondeu por 10,3% das exportações brasileiras do agronegócio entre janeiro e junho. O setor também gerou 40,9% de toda a receita obtida pelo estado com as vendas internacionais, demonstrando a importância das atividades rurais para a economia mineira.

A China permaneceu como o principal destino dos produtos agropecuários do estado. Na sequência aparecem Estados Unidos, Alemanha, Itália e Japão. A presença em mercados com diferentes perfis de consumo reduz a dependência de um único comprador e amplia as possibilidades de comercialização para produtores, cooperativas e agroindústrias.

O café continuou como o principal produto da pauta. As vendas somaram R$ 22,9 bilhões e representaram 50,1% de toda a receita do agronegócio mineiro no exterior. Foram embarcadas aproximadamente 10,8 milhões de sacas de 60 quilos no semestre.

O preço médio do café exportado aumentou 4,2% na comparação com o primeiro semestre de 2025. Convertida para a moeda brasileira, a média passou de aproximadamente R$ 2.034 para R$ 2.119 por saca. Essa referência corresponde ao valor do produto embarcado e não ao preço pago diretamente ao cafeicultor.

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A valorização ajudou a sustentar a receita em um período de menor disponibilidade do grão. O volume exportado diminuiu 21,6%, depois dos elevados embarques realizados nos ciclos anteriores e dos efeitos do clima sobre a produção e os estoques.

A perspectiva para os próximos meses é favorecida pela entrada da safra de 2026. A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) estima que o Brasil possa colher 66,2 milhões de sacas, crescimento de 17,1% sobre o ciclo anterior.

Minas Gerais, maior produtor nacional de café, deverá ter participação decisiva nesse avanço. A bienalidade positiva do arábica, a ampliação da área em produção e a recuperação esperada da produtividade podem aumentar a disponibilidade do grão para o mercado interno e para as vendas internacionais.

A soja foi o segundo principal grupo da pauta e apresentou crescimento. As exportações de grão, farelo e óleo movimentaram R$ 10,9 bilhões, alta de 10,2%. O volume chegou a 5,01 milhões de toneladas, avanço de 2,5%.

O resultado do complexo soja mostra que Minas Gerais também amplia sua participação na comercialização de produtos processados. A produção de farelo e óleo agrega valor ao grão, movimenta as indústrias de esmagamento e atende às cadeias de ração animal e biodiesel.

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As carnes também avançaram. Os embarques renderam R$ 4,8 bilhões, crescimento de 13,4% em relação ao primeiro semestre do ano passado. O estado vendeu 247,3 mil toneladas, volume 3,7% maior.

O aumento mais expressivo da receita em relação à quantidade indica melhora no valor médio das carnes exportadas. O movimento favorece frigoríficos, cooperativas e pecuaristas integrados às cadeias que atendem ao mercado internacional.

O complexo sucroalcooleiro, formado principalmente por açúcar e etanol, movimentou R$ 2,7 bilhões, enquanto os produtos florestais renderam R$ 2,6 bilhões. Juntos, café, soja, carnes, produtos sucroalcooleiros e produtos florestais responderam por 96,2% das vendas externas do agronegócio mineiro.

Produtos tradicionais e de maior valor agregado também conquistaram espaço. Queijos, doce de leite, cachaça e doces mineiros movimentaram cerca de R$ 49,4 milhões no semestre. Embora tenham participação menor na pauta, esses produtos abrem oportunidades para pequenas e médias agroindústrias que trabalham com origem, qualidade, tradição e indicação geográfica.

Na comparação com o primeiro semestre de 2025, a receita total das exportações do agro mineiro recuou 9,6% e o volume diminuiu 3%. Ainda assim, o crescimento da soja e das carnes, a valorização média do café e a presença em 166 mercados mantiveram Minas Gerais entre as principais forças do agronegócio exportador brasileiro.

Fonte: Pensar Agro

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