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Sistema Faemg Senar Oferece 41 Cursos na 94ª Semana do Fazendeiro

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O Sistema Faemg Senar, parceiro da Universidade Federal de Viçosa (UFV) na realização da 94ª Semana do Fazendeiro, disponibilizará 41 cursos e oficinas focados na formação profissional rural e na promoção social durante o evento. A edição deste ano ocorrerá em Viçosa, de 14 a 20 de setembro, com o tema “95 Anos de Extensão Universitária: Interação Sociedade, Ciência e Cultura”.

Inscrições e Vagas

Serão oferecidas mais de 400 vagas para os diversos treinamentos, que serão organizados pelo Sindicato dos Produtores Rurais de Viçosa. As inscrições para pessoas com vínculo rural, que devem ser comprovadas por meio de CPR, DAP ou escritura de imóvel rural, terão início na segunda-feira, 5 de agosto, e se estenderão até 18 de agosto. A partir dessa data, as inscrições estarão abertas ao público geral, com ou sem vínculo com o campo, até 10 de setembro. Os interessados devem se inscrever através do site da Semana do Fazendeiro.

Cursos e Oficinas

Os cursos ocorrerão majoritariamente na Cozinha Escola, uma atração central do evento. A grade de treinamentos inclui a produção artesanal de alimentos, com destaque para derivados do leite e café, quitandas mineiras, carne enlatada e derivados do mel. Para os entusiastas de queijos, cachaças e cafés especiais, haverá degustações comentadas e oportunidades para aprender mais sobre esses produtos tradicionais de Minas Gerais.

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“É uma excelente chance para os produtores virem a Viçosa e adquirirem conhecimento teórico e prático com a metodologia do Sistema, que se baseia em aprender a fazer, fazendo”, ressalta Marcos Reis, gerente do Sistema Faemg Senar em Viçosa.

Outras Iniciativas do Sistema Faemg Senar

A abertura da 94ª Semana do Fazendeiro contará com uma palestra de Roberto Simões, ex-presidente do Sistema Faemg e ex-aluno da UFV. Durante o evento, o Sistema Faemg Senar montará um estande para receber os produtores rurais e um Empório para exposição e venda de produtos elaborados por participantes de cursos e programas especiais. Também estão programados encontros com presidentes e agentes de desenvolvimento rural dos Sindicatos da regional.

Programação da Semana do Fazendeiro

A programação incluirá encontros voltados para mulheres e juventude rural, o 8º Torneio Leiteiro de Viçosa e Região, e o 2º Encontro de Produtores de Leite. Além disso, haverá dias de campo, palestras, conversas com especialistas, exposições, atividades artístico-culturais, feira agrícola e de artesanato, praça de alimentação e atividades infantis.

Cursos e Oficinas Oferecidos:

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  • Degustação Comentada de Queijos
  • Degustação Comentada de Cafés Especiais
  • Degustação Comentada e Análise Sensorial de Cachaça
  • DRONE (Asa Rotativa) – Operações Básicas
  • Produção Artesanal de Derivados do Café
  • Produção de Iogurte Grego, Natural, Boursin e Petit Suisse
  • Produção de Queijo Minas Frescal e Ricota
  • Produção de Linguiça Mineira Tradicional, com queijo, tomate seco, jiló e defumada
  • Produção de Doce de Leite de Pasta e em Barra
  • Barista e Torra do Café
  • Produção Artesanal de Alimentos sem Glúten, Lactose e Açúcares
  • Produção de Queijo Coalho e Salame Tipo Italiano e Milano
  • Produção de Quitandas Mineiras e Bioinsumos
  • Educação Financeira, Gestão de Pessoas, Comercial, Financeira e de Marketing
  • Saúde Emocional e Autocuidado
  • Inteligência Emocional

Para mais informações e para se inscrever, acesse o site da Semana do Fazendeiro a partir de 5 de agosto.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Brasil rejeita cobrança europeia e defende seu controle sanitário

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A 41 dias da entrada em vigor das novas exigências europeias, o Brasil elevou o tom e cobrou a permanência do país na lista de fornecedores autorizados de produtos de origem animal. Sem um acordo, os certificados emitidos a partir de 3 de setembro poderão deixar de ser aceitos pela União Europeia, interrompendo embarques de carnes, ovos, pescado, mel e outros produtos.

O impasse começou em maio, quando a Comissão Europeia retirou o Brasil da relação de países considerados aptos a cumprir as novas regras sobre o uso de antimicrobianos em animais destinados à produção de alimentos. A exclusão consta da regulamentação europeia que passará a produzir efeitos em 3 de setembro de 2026.

As normas têm origem no Regulamento 2019/6 da União Europeia, que ampliou o controle sobre medicamentos veterinários. O bloco proíbe o uso de antimicrobianos para estimular crescimento ou aumentar a produtividade e restringe substâncias consideradas essenciais para o tratamento de determinadas infecções em seres humanos.

A exigência não representa a proibição de todo medicamento veterinário. O ponto central é a comprovação de que os animais dos quais se originam os produtos exportados não receberam substâncias vedadas pela legislação europeia durante todo o ciclo de vida.

Foi essa necessidade de acompanhamento integral que abriu o conflito. A União Europeia entende que o Brasil precisa demonstrar previamente que os controles já alcançam todas as etapas da criação. O governo brasileiro sustenta que a implantação ocorre gradualmente e que o sistema oficial deve certificar apenas os lotes que efetivamente cumprirem as regras.

A diferença é relevante porque os ciclos produtivos variam. Na avicultura, um novo lote pode estar pronto para o abate em cerca de 40 dias. Na pecuária bovina, a formação de animais com histórico integralmente acompanhado pode levar dois anos ou mais.

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Na prática, mesmo que o Brasil implante imediatamente os controles exigidos, poderá não ter bovinos com todo o ciclo documentado até setembro. Isso não impediria o país, segundo o Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), de permanecer na lista europeia e começar a exportar os primeiros lotes elegíveis quando eles estiverem disponíveis.

O governo argumenta que são duas decisões diferentes. Uma delas é o reconhecimento da capacidade brasileira de fiscalizar, rastrear e certificar a produção. A outra é a existência, naquele momento, de animais que tenham completado todo o ciclo dentro das novas exigências.

Por essa razão, o Ministério classificou como “inaceitável” a cobrança de uma comprovação antecipada da execução integral de medidas que dependem do tempo biológico de cada cadeia. A Pasta afirma que não pediu flexibilização das regras europeias, mas o reconhecimento do sistema oficial brasileiro.

O Brasil já encaminhou à Comissão Europeia informações sobre fiscalização, rastreabilidade, monitoramento e certificação nas cadeias de carne bovina, aves, ovos, mel e pescado. Até quinta-feira, 23 de julho, as autoridades europeias ainda não haviam apresentado uma resposta conclusiva sobre a documentação.

Caso o país permaneça fora da lista, o impacto atingirá bovinos, equinos, aves, ovos, produtos da aquicultura, mel e tripas utilizadas pela indústria. A interrupção não ficaria limitada à carne bovina.

Em 2025, a União Europeia comprou aproximadamente 128 mil toneladas de carne bovina brasileira. Os negócios movimentaram cerca de R$ 5,1 bilhões, considerando a cotação atual próxima de R$ 5,09. Embora o bloco responda por uma parcela pequena do volume total exportado, compra cortes de maior valor e possui importância estratégica para os frigoríficos habilitados.

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Somadas as diferentes proteínas e mercadorias de origem animal envolvidas, as vendas brasileiras ao mercado europeu alcançaram aproximadamente R$ 9,2 bilhões no ano passado. A eventual suspensão também poderia pressionar o mercado interno caso parte dos produtos destinados à Europa precisasse ser redirecionada.

Diante do risco, uma parcela da indústria frigorífica defendeu uma proibição nacional dos antimicrobianos questionados como forma de demonstrar adequação às regras europeias. Representantes dos produtores, porém, alertam que uma restrição ampla, adotada sem critérios técnicos para cada substância e cadeia, poderia elevar os gastos com alimentação, sanidade e manejo.

Cálculos do setor produtivo apontam que esse custo adicional poderia alcançar cerca de R$ 10,2 bilhões por ano. A preocupação é que uma medida nacional afete toda a pecuária, inclusive os animais destinados ao mercado interno ou a países que adotam regras diferentes das europeias.

A negociação entrou agora em sua fase decisiva. Se o Brasil não for reincluído até 3 de setembro, os embarques abrangidos pelas novas regras ficarão impedidos, ainda que o sistema nacional já esteja preparado para separar e certificar lotes conformes. Para o governo, a solução depende de a União Europeia reconhecer primeiro a capacidade de fiscalização brasileira e deixar que a disponibilidade dos animais elegíveis acompanhe o tempo necessário em cada cadeia.

Fonte: Pensar Agro

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