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Sistema de semeadura a lanço recupera pastagens degradas no Acre

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Pesquisas conduzidas pela Embrapa em parceria com produtores no Acre revelam que o plantio direto com semeadura a lanço emerge como uma prática eficaz para recuperar rapidamente a capacidade produtiva de pastagens degradadas. Essa abordagem se destaca por sua agilidade, menor investimento financeiro e sustentabilidade, oferecendo benefícios significativos tanto para a produtividade quanto para o meio ambiente.

Uma das principais vantagens do plantio direto a lanço é a redução pela metade do tempo necessário para formar e estabelecer a pastagem, além de proporcionar economia de até 15% nos custos do processo de reforma. Essa prática também minimiza os impactos ambientais associados à atividade pecuária, tornando-a mais sustentável.

A Embrapa Acre vem estudando o plantio direto de forrageiras desde 2011, com o objetivo de oferecer alternativas sustentáveis para a renovação de pastagens, substituindo métodos mecanizados. A técnica a lanço foi testada e recomendada para o capim-xaraés e piatã, as únicas cultivares de Brachiaria brizantha recomendadas para a região.

A região acreana enfrenta o desafio de solos com baixa permeabilidade, tornando-os propensos ao encharcamento durante a estação chuvosa. O capim-xaraés é a cultivar mais comum no Acre devido à sua alta produtividade e resistência ao encharcamento, enquanto o capim-piatã é preferido para áreas menos suscetíveis a esse problema.

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Para ter sucesso com o plantio direto a lanço, é essencial um planejamento adequado, incluindo a dessecação da vegetação existente com herbicidas e o manejo prévio para reduzir a palhada. A técnica não apenas acelera a renovação da pastagem, mas também protege o solo contra erosões e melhora a absorção de herbicidas.

Além de proporcionar economia em relação aos métodos convencionais, o plantio direto a lanço contribui para a rentabilidade dos sistemas produtivos e promove a sustentabilidade da pecuária na região amazônica. Com a adoção criteriosa dessa prática, a pecuária a pasto pode se desenvolver de forma mais eficiente e sustentável na Amazônia, beneficiando produtores e o meio ambiente.

Fonte: Pensar Agro

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USDA reduz projeção de estoques de soja dos EUA e mercado reage com atenção à safra 2026/27

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O USDA divulgou nesta terça-feira seu primeiro relatório com as projeções para a safra 2026/27 dos Estados Unidos e trouxe números que movimentaram o mercado internacional de grãos. O principal destaque ficou para os estoques finais de soja norte-americanos, estimados em níveis abaixo das expectativas do mercado, indicando um cenário mais ajustado de oferta e demanda.

Segundo o relatório, a produção de soja dos EUA para a nova temporada foi projetada em 120,70 milhões de toneladas, volume alinhado à média esperada pelos analistas. A produtividade foi estimada em 59,40 sacas por hectare, também dentro das previsões do mercado.

A área plantada de soja nos Estados Unidos deve alcançar 34,28 milhões de hectares, enquanto a área colhida foi estimada em 33,87 milhões de hectares.

O dado que mais chamou atenção, porém, foi a projeção dos estoques finais da safra 2026/27. O USDA estimou o volume em 8,44 milhões de toneladas, abaixo da média das expectativas do mercado, que apontava para 9,91 milhões de toneladas.

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O cenário de estoques mais apertados é sustentado principalmente pela forte demanda da indústria de processamento norte-americana. O relatório projeta esmagamento robusto de 74,84 milhões de toneladas, reforçando a necessidade crescente de soja para produção de farelo e óleo vegetal.

Além disso, as exportações de soja dos Estados Unidos foram estimadas em 44,36 milhões de toneladas para a temporada 2026/27.

Produção de milho dos EUA fica acima das expectativas

No milho, o USDA trouxe números ligeiramente superiores às projeções médias do mercado. A safra norte-americana 2026/27 foi estimada em 406,29 milhões de toneladas, acima da expectativa média de 404,74 milhões.

A produtividade do cereal foi projetada em 191,42 sacas por hectare, exatamente em linha com o que o mercado esperava antes da divulgação do relatório.

Os estoques finais de milho dos Estados Unidos foram estimados em 49,71 milhões de toneladas, também levemente acima das expectativas médias, calculadas em 49,10 milhões de toneladas.

O boletim do USDA ainda indicou exportações de milho dos EUA em 80,01 milhões de toneladas na safra 2026/27, número ligeiramente inferior ao registrado no atual ano comercial.

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Já o consumo interno destinado à produção de etanol foi projetado em 142,25 milhões de toneladas, reforçando a importância da indústria de biocombustíveis para a demanda norte-americana pelo cereal.

As importações de milho pelos Estados Unidos foram estimadas em 640 mil toneladas.

Mercado acompanha impacto sobre preços globais

Os números divulgados pelo USDA devem seguir influenciando os mercados futuros de soja e milho nas bolsas internacionais, especialmente diante da combinação entre estoques mais ajustados de soja e produção elevada de milho nos Estados Unidos.

Analistas destacam que o comportamento da demanda global, o avanço do plantio norte-americano e as condições climáticas durante o desenvolvimento das lavouras serão fatores decisivos para a formação dos preços nos próximos meses.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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